<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440</id><updated>2011-04-21T22:34:46.954-07:00</updated><title type='text'>Accio Past</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Equipe Accio Past</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16382781792806175695</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>44</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-7263956900569122789</id><published>2007-09-26T20:08:00.000-07:00</published><updated>2007-09-26T21:20:35.331-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;b&gt;&lt;h4&gt;A Despedida de Hildegard Atwood, a Donzela de Áquila&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, pessoal, sei que as coisas andam paradas aqui...Mas, eu sou daquelas que não gosta de deixar pontas soltas, nem histórias pela metade...Acho falta de respeito com os leitores e com os personagens...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, às vezes também acontece um bloqueio e simplesmente, por mais que tentemos, a história não sai do lugar. Mesmo tendo tudo esquematizado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o que aconteceu com a Hildegard. Pensei em mil possibilidades de continua-la, mesmo se não houvesse mais possibilidade de termina-la aqui no AP. Pensei em escreve-la como conto fechado no Expresso, pensei em converter para Japão Feudal e escrever em Amaterasu, pensei em juntar a história dela com a da Grey Lady em uma fanfic para o FF...Mas não consegui...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que, sem querer, a Hilde acabou se dissolvendo, em termos de personalidade e ecos de algumas situações da história dela acabaram se refletindo em outras personagens minhas, especialmente a Lucy Reinfield, do Expresso, e a Myrai Tomoe, de Amaterasu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como eu disse, gosto de fechar as coisas. Conversei com um dos chefinhos e ele concordou de eu postar uma despedida da Hilde aqui. Então, para ninguém ficar no vácuo, decidi postar meus esquemas de idéias para a história dela...Talvez algum dia ela volte...Mas por enquanto, uma leve sombra da história dela vai ter que ser suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;***A Saga da Senhora de Àquila***&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Apresentação: Hilde é encontrada, por seu prometido, Arcturus, na floresta, junto dos cadáveres de seus pais, cruelmente assassinados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2) Acolhida pelos futuros sogros, é criada por eles em companhia do cunhado, Altair. Arcturus vai para as Cruzadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(3)Altair e Hilde mantém uma relação de amizade fraternal, entretanto, ambos são apaixonados um pelo outro. Hilde nega o sentimento em respeito ao desejo dos pais de que ela se casasse com Arcturus e em respeito ao noivo. Altair não gosta do irmão, não apenas por Hilde, mas por achar que existe algo por baixo da pose de bom moço de Arcturus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(4)Arcturus retorna e vai a Hogwarts ver a noiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(5)Altair se confessa apaixonado por Hilde e a beija, mas ela o rechaça. O rapaz decide partir para um Refúgio de Monges Alquímicos. È realizado o casamento entre Hildegard e Arcturus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(6) O casal parte de Hogwarts para a sede do feudo dos falecidos pais de Hilde. Começa a vida do casal, aparentemente tranquila por algum tempo. Um lobo aparece na floresta da feudo de Áquila enquanto Hilde sai para um passeio. O lobo se revela manso e se torna guardião e companhia de Hildegard nas cada vez mais constantes viagens de Arcturus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(7) O Lobo desaparece misteriosamente pouco depois de Arcturus e Hildegard receberem uma carta falando que o pai de Arcturus estava doente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(8) Uma noite, um estranho surge e Hilde inadvertidamente escuta a conversa entre ele e o marido. Ela descobre que Arcturus planejara matar o pai dele para herdar o feudo, e que não apenas isso, foi o mandante do atentado que matou os pais dela e ainda foi para as cruzadas para se certicar que o cunhado estava realmente morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(9) Hilde espera Arcturus viajar para poder fugir para Hogwarts. È inverno. Ela foge, mas, é pega por uma nevasca e desfalece. Antes de desmaiar, ela vê o lobo. Descobre-se que Altair é animago. Ele leva Hilde para Hogwarts, onde ela é bem cuidada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(10) Já recuperada, ela e Altair conversam e revelam tudo o que sabem um para o outro. O rapaz - enquanto lobo - sumiu para - enquanto pessoa- salvar o pai. Entretanto, ele não tinha provas contra o irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(11) Arcturus chega em Hogwarts, sem saber que Hilde e Altair descobriram sobre ele e exige ter a esposa de volta, segundo os direitos que tinha. Hilde o acusa e pede um duelo baseado no princípio da "vindicta" ou "vendetta" (&lt;i&gt;Vendeta é uma sequência de ações e contra-ações motivadas por vingança que são levadas a cabo ao longo de um extenso período de tempo por grupos que buscam justiça; ela foi uma parte importante de muitas sociedades pré-industriais, especialmente na região mediterrânea, e ainda hoje persistem em algumas áreas. Durante a Idade Média não se considerava um insulto ou injúria resolvidos até que vingado&lt;/i&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(12) Eles duelam entre si, e Arcturus quase mata a esposa, Altair intervém, usando o mesmo príncipio em nome do pai dele e de Arcturus, que quase morreu por causa do vilão. Entretanto, Hilde se recupera e dá o golpe final, matando Arcturus e vingando os pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Final) Altair e Hilde ficam juntos e partem de Hogwarts para o feudo de Áquila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, é (ou seria) isso. A intenção era escrever um romance de cavalaria clássico, tirando o lance do final feliz, que é muito século XIX (risos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço a todos que leram o (pouco) que escrevi aqui, e, aos chefinhos pelo convite. Espero encontrar vocês todos muitas e muitas vezes pelas teias da World Wide Web, vulgo, Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;abraços mil&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-7263956900569122789?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/7263956900569122789/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=7263956900569122789' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/7263956900569122789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/7263956900569122789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2007/09/despedida-de-hildegard-atwood-donzela.html' title=''/><author><name>Equipe Accio Past</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16382781792806175695</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-3589081186109046833</id><published>2007-07-15T11:08:00.000-07:00</published><updated>2007-07-15T11:09:17.727-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Matthew ia responder quando ouviu um burburinho de alunos não muito atrás de onde eles estavam. Ele pode perceber que ela estava quase entregando o que andara fazendo, mas se qualquer aluno passasse Mira poderia escapar. Pegou a aluna pelo braço e a levou para a primeira sala vazia que encontrou, fechando a porta no caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pronto, senhorita Barlow, agora que estamos só nós dois, pode me contar que anda fazendo que não quer que ninguém saiba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela o olhou incrédula, tentando entender como sempre acabava ficando a sua mercê. A ruiva repetiu o que tinha dito no corredor, queria saber o que ele pretendia com aquilo tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A senhorita sabe que tenho fama de homem inteligente, e eu sei que o és também. O que eu ganharia entregando uma das minhas melhores alunas na mão de mestre Salazar Slytherin? - ele respondeu - Prefiro eu dar as cartas ao jogo, senhorita. A menos que você prefira que mestre Salazar o faça. Espero que me conte o que virei a saber, cedo ou tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira sabia que Salazar Slytherin leria a mente dela sem pensar duas vezes. Se vendo sem opção a lufana jogou seu corpo em cadeira, pensando em como somente ela entraria na encrenca. Seu professor não precisava saber de suas amigas. Procurando as palavras certas, ela contou o que estivera fazendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu estava treinando esgrima e, antes que reclame, eu estava tentando aprender com o braço esquerdo, para não forçar o direito. Acho que troquei de braço somente duas vezes, para tentar algo mais complicado. - Mira olhou para seu professor tentando descobrir o que ele faria, além do sermão. - Pronto, podes falar. Estou esperando sua repreensão. - A ruiva o encarou, esperando a resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew parou por um instante ao vê-la enfrentando-o com força para tomar o esporro. Via a dedicação no olhar dela, e via que ela escondia ainda pessoas atrás de sua saia. Com o pouco de legilimência que sabia, era o que ele podia descobrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sorriso afinou-se em seus lábios quando ele preparou-se para responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Repreensão? - Ele disse, com modos suaves e perigosos. - Difícil repreender alguém que sofre do mesmo mal que eu: amar a espada com todas as suas forças... Mesmo que seja uma mulher, mesmo que esteja com o braço a ponto de atrofiar e nunca mais ser usado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira parou por um instante. Não conseguia acreditar nas palavras do professor, Não teria nenhuma bordoada para levar? Ele estava realmente a entendedo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É claro que você nunca chegará aos pés dos grandes esgrimistas homens. O jovem Santiago, por exemplo, luta como o anjo Michael fará ao descer para o Apocalipse. Você, apesar do rosto angelical, poderá ser muito boa, o suficiente para defender-se da média comum, se treinar. - Matthew ponderou, mais para si mesmo do que para ela. - E obviamente, não será nada se estiver sem um braço, como pode ver no que eu me tornei... - Ele respondeu, com raiva. - E portanto, deve parar de desobedecer aos meus cuidados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de Mira não falar nenhuma palavra ou esboçar nada em seu rosto o fez pensar se ela estava ainda pensando sobre aceitar ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A menos que não queiras ser treinada como se deve, pois, afinal, quem confiaria num treino dado por uma mulher, quando se pode treinar com Matthew de Aldearan, aquele que já foi o maior esgrimista de toda Europa? - Ele disse, enquanto insinuava o corpo para frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O senhor me treinaria? - Mira perguntou baixo, boquiaberta com o fato de sua bronca ter sido muito mais leve do que pensara, na verdade praticamente nenhuma. Sua mente ainda estava trabalhando nas milhares de possibilidades que viriam do treinamento com o próprio professor de esgrima de Hogwarts&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É claro que não sairá de graça para a senhorita, mas questões de pagamento podemos acertar em outra hora. - Matthew respondeu. - E assim, eu posso controlar como e quanto a senhorita usa o braço direito, além de ministrar-lhe nas técnicas da luta com o braço esquerdo que, como vê, fui obrigado a ser mestre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pagamento? -A ruiva engasgou, não tinha como pagar alguém do calibre de Matthew de Aldearan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Coisa miúda, preciso de gente para me ajudar no departamento pessoal e mulheres que saibam arrumar um quarto cheio de raridades. Não confio no pessoal do castelo para fazer isso, e, ultimamente, não tenho paciência ou estimulo para arrumar minhas coisas. - Ele respondeu, emendando com um - Não acredito que ensinarei uma mulher nas minhas artes..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira não conseguia acreditar que ele se dispusera a ensinar esgrima! Mesmo que, parecendo a contra-gosto, era uma oportunidade que muitos homens matariam por ter. Aquela situação toda estava sendo fora da realidade para ela. Para Matthew, entretanto era largamente vantajoso. Teria uma mucama para arrumar seu quarto, passaria horas e horas com sua protegida, ensinando-a, não só esgrima, mas, esperava, como se preparar para tornar-se mulher de Matthew de Aldearan: o porte, ela já tinha, o resto ele, não se importaria, nem um pouco, de ensinar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudando de tom, ele disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porém, garota, fique avisada de que não, eu não gosto de ser contrariado. Se alguma vez abusar, tenha certeza de que eu não sou de perdoar. Não falte às minhas aulas, ou aos meus compromissos, e posso te ensinar durante anos e anos e anos, o suficiente para competir em torneios e desafiar vários ratos que se acham homens aqui na escola. Se, por algum acaso, a informação de que lhe ensino esgrima vazar, eu nunca mais a deixarei encostar numa espada. Quero total lealdade, dedicação e firmeza, pois foi assim que meu mestre ensinou-me e é assim que ensinarei a você. Estamos entendidos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira entendeu a solenidade do que ele dizia: estava de pé, em sua frente. Ela se levantou e ficou olhando fixo nos seus olhos, quando disse que sim, que se comprometeria com isso até quando ele julgasse que estava pronta para seguir com seus próprios pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ótimo.- Ele respondeu e,com um sorriso excitado por toda a situação, ele complementou - Está dispensada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Mira fechou a porta atrás de si, Matthew percebeu que começava ali, o verdadeiro jogo e que passaria ainda muitas noites em claros, com 'problemas' que nem banhos frios e somente um corpo quente, resolveriam....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;*Por Matthew e Mira&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-3589081186109046833?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/3589081186109046833/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=3589081186109046833' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/3589081186109046833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/3589081186109046833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2007/07/matthew-ia-responder-quando-ouviu-um.html' title=''/><author><name>Equipe Accio Past</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16382781792806175695</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-2984954146534129841</id><published>2007-06-26T05:29:00.000-07:00</published><updated>2007-06-26T05:30:45.301-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Mira fechava a porta da sala onde acabara de ter seu segundo encontro do clube de esgrima feminino. Como sempre, Lavinia falou que arrumaria tudo sozinha e que a amiga poderia ir para sua casa. A lufana sabia que era o modo da outra ficar um pouco sozinha, refletindo, ela sempre fez isso. Respeitando o pedido da sonserina, a ruiva somente saiu e andou devagar pelos corredores. Ela estava feliz, todas as garotas voltaram e estavam mais participativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um sorriso no rosto Mira lembrou que estava começando a manejar a esgrima com a mão esquerda, não caiu nenhuma vez. Não queria ficar parada o tempo todo durante as aulas e achou que isso poderia ser algo bom para o futuro, quem sabe aprender a usar as duas mãos simultaneamente. Claro que algumas vezes teve que usar a mão direita, mas não tinha sido nada que forçasse muito e seu curativo estava intacto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe da dali, Matthew de Aldearan sentiu um incômodo enquanto trabalhava na correção dos vários pergaminhos sobre a "Primeira Revolução Globiliana e as várias teorias de separação do que seria a raça dos goblins da mutação élfica doméstica". Não era uma dor comum, era um ponto em específico do seu corpo. O átrio direito ardia, como se estivesse a ponto de rasgar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aquela delinqüente está prestes a abrir o ferimento de novo.... - ele resmungou para si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma conseqüência do feitiço de vigilância que colocara na infame senhorita Barlow: seu coração doeria a níveis absurdos quando a vigiada estivesse tentando quebrar as regras pré-estabelecidas. Era um preço a se pagar por tirar a liberdade de ir e vir da pessoa: o feitiço consumiria a pessoa por dentro enquanto a cura da pessoa não fosse achada. Anos atrás, tal feitiço, chamado de 'Maldição de Arestes', era usado por reis desesperados com doenças incuráveis com seus médicos. Enquanto a doença do rei não passasse, o feitiço consumiria o coração de seus doutores, entretanto, o rei seria monitorado de perto por este. Muitos gênios morreram assim em eras perdidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew achava que era um preço justo a pagar pela saúde de sua 'protegida.' E por isso, não deveria ignorar aquela explosão em seu coração: parou o que estava fazendo e foi na direção que instintivamente sabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não demorou a encontrar a jovem responsável pela sua pequena dor andando com um sorriso no rosto. Estava claro que fizera algo irresponsável como da outra vez, quando teimou em participar do torneio de montaria, mas ele não pode deixar de pensar em como aquele sorriso deixava aquele rosto ainda mais encantador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruiva parou ao ver seu professor de História andando em sua direção e seu rosto aparentava algo que naquela distância não conseguia distinguir. Não conseguindo conter a pontada de preocupação que sentia Mira andou até ele que parecia estar sentindo dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhorita Barlow, que prazer em revê-la... - Matthew se aproximou de Mira com um meio-sorriso no rosto, apertando as mãos de dor. - Está saindo de alguma aula, menina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa tarde professor. Estava com uma amiga agora a pouco. Por quê? Precisa de algo? - A lufana imaginou se estava com o rosto vermelho ou algo que entregasse o que estivera fazendo realmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vim perguntar-te como anda seu braço... - Ele respondeu, com os olhos faiscando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira instintivamente soube que ele a estava analisando e virou os olhos, certamente ele não estava sentindo nada se estava ali para inquisi-la. Estava querendo pedir para ele ser mais direto e não contornar na pergunta, mas sabia que poderia ser repreendida pelo modo de falar. Isso a fazia ter mais certeza que os pequenos encontros clandestinos poderiam se tornar algo útil para futuras alunas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está bem, como podes ver. - Mira estendeu o braço, mostrando a atadura feita por ele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhorita então, está me chamando de cego. - Matthew respondeu, com um sorriso sacana. - Cego, senhorita, só sua amiga Laila. Pelo que EU vejo, a senhorita anda forçando demais esse braço...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aimeumerlin... - A ruiva calou antes que continuasse. Iria ficar quieta, deixando ele falar o que quisesse e insinuando o que quisesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pergunto-me eu, com o quê. - Ele disse com sua língua de serpente. - Afinal, EU mesmo me encarreguei de pedir aos seus professores que não sobrecarregassem na carga de atividades físicas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lufana levantou seu braço direito, ele estava perfeito. Não sentia latejar, doer e nem via uma gota de sangue no pano. Não entendia como ele poderia saber algo. Mesmo com o feitiço que ele colocara, ela não sentia nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que vês de errado? - Ela perguntou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que eu vejo de errado? - O professor perguntou, sarcástico. - Tudo. Eu vejo que você andou usando seu braço para movimentos repetidos, porque, quando anda, ele não fica na inclinação perfeita normal, ele se estende ao máximo, exausto. Eu vejo que o ferimento parece se fechar de fora pra dentro e provavelmente, você terá uma hemorragia interna se continuar lutando com ele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina arrepiou-se toda quando ele usou a palavra lutar. Ele sabia do Clube?! Mas como? Ninguém poderia ter vazado com a informação, ninguém. Ainda mais tão cedo, não fazia nem duas semanas que começaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew sorriu ao ver que sua semente produzia resultados: ela se inquietara com sua última fala, que não fora, de longe verdadeira. Não poderia contar-lhe que sentia uma dor no coração toda vez que ela estava prestes a romper seu corte, mas poderia, sim, manipulá-la para que ela contasse o que, afinal, estava fazendo para destruir seus curativos tão perfeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que honestamente ele se importasse, Tanto mais vezes tivesse que refazer o curativo, mais vezes ficaria sozinho com aquela que ele pretendia chamar de sua, um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, senhorita Barlow, que me diz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que queres de mim para que não fales nada? - Ela o olhou esperando uma resposta tão direta quanto sua pergunta. - Se vieste falar direto comigo e não com nenhum diretor, é porque tens algo em mente. Diga-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*continua...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por Matthew e Mira&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-2984954146534129841?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/2984954146534129841/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=2984954146534129841' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/2984954146534129841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/2984954146534129841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2007/06/mira-fechava-porta-da-sala-onde-acabara.html' title=''/><author><name>Equipe Accio Past</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16382781792806175695</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-2463545813477337218</id><published>2007-06-03T09:49:00.000-07:00</published><updated>2007-06-03T09:51:25.877-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Um leve suspiro demonstrava que aquela aula estava sendo longa demais para Mira. Não que desgostasse das aulas de Etiqueta e Postura, achava que certas coisas eram realmente necessárias aprender, mas queria que houvesse mais espaço para discussões. A professora Hostilia Gryffindor estava ensinando os modos em que os cabelos deveriam ficar presos e em qual ocasião deveria-se usar cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por exemplo, ao cozinhar deveis prender seus cabelos e ao terminar deveis procurar um espelho e se recompor para seu marido. - A professora falava e analisava os rostos de suas alunas. - Agora que terminamos a parte teórica vamos para a prática.  Aos seus lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A turma começou um burburinho que foi logo silenciado pelo olhar atravessado da professora. As alunas se levantaram e seguiram até uma parte onde vários espelhos flutuavam e várias escovas e pentes estavam em uma mesa no centro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos começar com um coque básico e que serve para quase todas as ocasiões. Precisarei de uma modelo, alguém se habilita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A troca de olhares e a falta de palavras entregavam que nenhuma garota queria ser o foco da atenção da severa professora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Srta. Barlow, poderia vir aqui? O seu cabelo é um bom exemplo de longas e rebeldes madeixas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lufana andou até a professora tentando controlar sua respiração e seus olhos, sabia que Hostilia perceberia algo. Mira sentiu que até o final da aula iria usar toda a sua paciência e que ouviria muitos comentários sobre sua aparência. Sentou na cadeira e sentiu seu rabo-de-cavalo sendo desfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uma coisa muito importante: prender o cabelo em rabo-de-cavalo é algo que deve ser evitado ao máximo. É sinal de jovens rebeldes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira virou os olhos, o que fez as outras alunas rirem um pouco. Em resposta Gryffindor puxou as madeixas ruivas de sua aluna com força, passando a escova para desembaraçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Reparem que todos os fios devem ser puxados para trás e não devem deixar divisões nenhuma na cabeça, nenhum caminho. Mesmo que tenham que puxar com força. Façam!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento foi imediato, ninguém queria que a professora ajeitasse ou consertasse seu penteado. Na cadeira central Mira lutava contra suas mãos, queria afrouxar o pano que prendia seu cabelo apertadamente. Enquanto isso Hostilia passeava pela sala e via o resultdo de suas alunas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Todas? Amy, estas com alguns fios soltos. Mesmo o teu cabelo sendo liso, use água com o feitiço ponderosus concretum ius com mais força de vontade. Deixe-me fazer para mostrar-te.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grifinória se viu sem opção e teve que deixar sua professora arrumar seu cabelo. Todas as outras alunas prenderam o ar ao ver o rosto de sofrimento da pobre garota Hostilia retornou até Mira. Ainda faltava mostrar como terminar o penteado, para a infelicidade da lufana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vós deveis torcer o cabelo para dar uma aparência mais alinhada. Torcer também evita fios soltos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rosto da ruiva se contorceu. Não conseguiu segurar um gemido de dor quando seu cabelo foi preso pela professora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Todas vós deveis aceitar que a postura e o comportamento corretos vêm com um pouco de sacrifício. Alguns tipos de cabelos podem ficar com aparências feias depois de soltos, mas, como disse antes, são sacrifícios necessários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Mira lutava com a dor que sentia na cabeça, as outras alunas lutavam com seus cabelos para alcançar o nível de exigência de sua rígida professora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito importante é não deixar nem um fio solto. Quando fizerdes tem que estar impecável.  O cabelo assim pode ser uma salvação, pois vós ficais prontas para todo e qualquer tipo de situação e evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira se levantava da cadeira quando sentiu as mãos firmes de sua professora a colocar de volta, sentada. Sentiu um frio na barriga, pensando o que mais poderia acontecer. Só faltava falar que tinha que pintar o cabelo de preto, pois era mais comportado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para fecharmos a aula, irei mostrar rapidamente a pintura facial ideal. Nós que somos brancas, devemos colocar um pouco de cor em nossas faces, mas sem exageros. Esse pó vermelho que está no centro da sala deve ser passado com a ponta dos dedos e levemente. Observeis como eu faço na srta. Barlow.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hostilia deu leves batidas na maçã do rosto de sua modelo, que contorceu a face.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Controla-te srta. Como pretende ser um bom exemplo de mulher assim? Mantenha o rosto impassível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Perdão professora. - Mira tentou relaxar o rosto se imaginando fora daquelas quatro paredes, que naquele momento estavam parecendo uma sala de tortura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso mesmo, rosto totalmente relaxado... Pronto! Vejais como ficou bela e singela, nossa querida Mira Barlow. Ninguém falaria que ela pensa que pode subir em um cavalo como um homem e desafia-lo. - Hostilia virou para as outras alunas e continuou. - Que essa aula seja um bom exemplo a todas em como se portar. Assim vós ireis desistir destas idéias tolas e vos colocareis no lugar de mulheres, sendo admirada e cortejada pelos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas alunas riram baixinho ao ouvir aquilo, outras viraram os olhos e tinham as que concordavam com o rosto. Mesmo entre as alunas, o papel dado às mulheres era algo que dividia as opiniões e pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao término da aula Mira saiu direto para a biblioteca, precisava pegar um livro para a próxima aula. Não pode desfazer o cabelo e a maquiagem, fora uma ordem de sua professora, ficar assim o dia todo. Queria que suas alunas sentissem o resultado e exatamente isso aconteceu com a lufana assim passou pelo corredor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os rapazes, ao passarem por Mira, lançavam olhares cobiçosos e respeitosos ao mesmo tempo, sem ousar, entretanto, fazer qualquer tipo de comentário, embora ela tivesse certeza de que ouvira Thomas Staples sussurrando que acabara de ver um milagre “Uma bárbara se transformando numa princesa.”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém, porém, tinha coragem de fazer uma gracinha com aquela ‘dama’ que reagia tão mal a esse tipo de coisa. Ninguém com uma pitada de bom senso, o que, é claro, não se aplicava ao jovem Jake de Malvoisin, o Vesgo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhorita Barlow! - Ele exclamou ao vê-la no corredor, ainda longe. - Como estás elegante, hein?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira fechou a cara para ele, mas a educação a fez parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora não, senhor Vesgo. - Ela respondeu, com um tom negro na voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas é a pura verdade que meus olhos tortos dizem! Parece-me que nunca a vi tão arrumada, tão bonita... Deixe-me adivinhar, a senhorita Gryffindor é quem deu um jeito em você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- .... A professora Gryffindor é quem dá as aulas de etiqueta e postura, lembra-te?-– Mira respondeu, amarga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nem parece que a senhorita tem uma veia masculina em seu corpo. – Vesgo respondeu. – Embora, eu deva confessar que goste mais do seu eu-natural-rebelde, não posso negar que estás deslumbrante com esse coque. Aceitarias, portanto, dar uma volta comigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Temos aulas hoje, senhor Jake. - Ela não queria prolongar o assunto, pois temia que virasse um tapa na cara dele e isso seria motivo para muitas sessões detenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como quiser, senhorita, mas se mudar de idéia, procure-me! - e com um beijo na ponta dos dedos dela, ele foi-se, para a felicidade geral da nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruiva estava pasma com o que um simples mudar de cabelo e um pó vermelho no rosto faziam. Como se algo mudado externamente fosse realmente alterar o que ela era ou o que pensava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iria receber algum trabalho extra com certeza, mas não iria conseguir agüentar os comentários o dia todo. Sem se importar com o que sua professora poderia falar ou não, Mira levou as mãos ao cabelo e os soltou. Se fosse para ser repreendida, que fosse pro ser ela mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Por Mira e Jake&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-2463545813477337218?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/2463545813477337218/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=2463545813477337218' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/2463545813477337218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/2463545813477337218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2007/06/um-leve-suspiro-demonstrava-que-aquela.html' title=''/><author><name>Equipe Accio Past</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16382781792806175695</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-2985563377865818909</id><published>2007-05-22T13:13:00.000-07:00</published><updated>2007-05-22T13:19:04.584-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Lavínia acabou de colocar os feitiços acústicos na sala do segundo andar com um suspiro. Sentou-se em uma cadeira apoiando a cabeça nas mãos finas. Enquanto esperava Mira, a sonserina pôs-se a pensar na carta que recebera de seu pai hoje pela manhã. Sua mãe tinha adoecido e não se sabia o que ela tinha, e, para completar, ele tinha recebido no castelo um pretendente para a jovem que segundo suas próprias palavras era: " Bem apessoado, com um dote muitíssimo bom, além de ser um respeitado mágico na sociedade". E Lavínia sabia melhor que ninguém que aquelas palavras realmente significavam: pomposo, esnobe e um rapaz fútil que vivia de aparências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegava a essa conclusão lembrava-se mentalmente que tinha sorte de ter podido rejeitar tantos pretendentes até agora. Ela vivia em uma época em que a opinião feminina não era levada em consideração para assuntos de real importância, e casamento não tinha geralmente nada a ver com amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som da porta rangendo a acordou de devaneios familiares. Viu Mira entrar pela porta e ao notar pelo muxoxo que esta fez, ainda não tinham conseguido descobrir como fechar o corte dela, seu braço ainda tinha a tala de proteção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nada? - Lavínia queria confirmar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nada... Não posso fazer nenhum esforço. A profª Hufflepuff entrou em contato com um criador desse bichos que deve mandar algo, espero. - Mira suspirou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se quiseres eu posso tentar fazer uma poção... - ela sorriu gentilmente - Não garanto nada, mas pior do que está, bom, eu realmente acho que não fica - ela falou fazendo uma careta - No mais, eu posso tentar fazer algo para a dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nem dói tanto... O chato é ficar quietinha mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sonserina sabia o que isso queria dizer, a ruiva não poderia treinar esgrima com ela. E a reunião que iria começar em alguns minutos, seria só teorica para a amiga. Lavinia estava contando em usar Mira em alguns momentos, mas acabou se vendo na posição de professora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quantas garotas chamaste? - A loira perguntou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não muitas - Tranquilizou-a a ruiva - Umas cinco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cinco é muito Mira! - A sonserina falou preocupada - Eu não sei como ensinar esgrima, quer dizer, não sei o que falar, e se eu gaguejar ou pior...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lavínia, acalme-te. - A amiga falou. - Vai dar tudo certo, tu só tens que falar pra elas o que me falou... Como empunhar o florete, como mexer os pés, essas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa das duas foi interrompida pelo bater na porta, entraram por ela Hilde e e Rosette. Pouco depois entraram mais 3 outras garotas, todas da mesma turma de Mira e Lavinia. Quando as cinco sentaram, as duas que as chamaram foram o centro da atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom, quando eu as chamei, falei sobre o que era não é um segredo entre nós. Gostamos de esgrima e não achamos justo não termos aula nem podermos participar do clube de duelo. - Mira falou e viu as outras assentindo. - A Lavinia me ensinou e sei que a Rosette não precisa de aula. Eu acho que devemos praticar e podemos uma ajudar a outra. Eu, por exemplo, preciso aprender a usar o braço esquerdo. - A ruiva brincou, descontraindo o ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom, acho que a Mira realmente falou tudo - Lavínia sorriu um pouco embarassada - Não sou uma professora realmente, então, desculpem qualquer coisa, já em adiantamento - Ela riu - E se a senhorita Elric pudesse me auxiliar já que sabes mais, eu ficaria muito agradecida. - ela sorriu - No mais, eu acho que é isso, então... Vamos começar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosette levantou-se, com os braços cruzados e trocou olhares com Hilde, como se quisesse dizer algo do tipo: "Estou fazendo isso por você, não se esqueça". Hilde sorriu para a amiga, realmente grata. Ela sabia o quanto a amiga preferiria que as aulas de esgrimas ficassem restritas apenas a elas duas. Por mais que a língua ferina da sonserina, conhecida exatamente por Lady Sharp, por seu jeito afiado e irônico, volta e meia fizesse troça com o jeito correto e polido da grifinória de olhos azuis, o laço entre as duas transcendia a amizade. Eram quase irmãs. E exatamente em consideração à Hildegard, que Rosette se comprometera em ajudar as outras meninas no Clube de esgrimas que as outras desejavam montar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lavínia e Rosette treinaram duas garotas cada uma, enquanto Mira ensinava a outra, o básico da esgrima. Como pegar o florete, qual é o objetivo, enfim, deram uma aula sobre o básico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final, quase todas elas estavam com os rostos vermelhos e suando, menos Mira que acabou sendo mais cicerone. Ela levou água para todas e ficaram conversando enquanto descansavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que está bom por hoje - Lavínia sorriu recuperando o fôlego - Provavelmente vamos nos reunir novamente semana que vem, se estiver tudo bem para todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas combinaram o horário da próxima semana e as meninas saíram, ficando apenas Mira e Lavínia na sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Podes deixar que eu acabo aqui - a sonserina sorriu - Boa noite Mira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa noite Lavínia. - a lufana despediu-se, acenando por cima do ombro enquanto saía porta a fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suspirando e voltando a pensar em como dispensar mais um pretendente, Lavínia acabava de arrumar a sala, desejando sua cama quentinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por todas acima&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-2985563377865818909?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/2985563377865818909/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=2985563377865818909' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/2985563377865818909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/2985563377865818909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2007/05/lavnia-acabou-de-colocar-os-feitios.html' title=''/><author><name>Equipe Accio Past</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16382781792806175695</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-7641178334741769988</id><published>2007-05-18T04:04:00.000-07:00</published><updated>2007-05-18T04:09:48.953-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;i&gt;&lt;h4&gt;Land of Ice and Snow&lt;/h4&gt;&lt;br /&gt;The land of ice and snow&lt;br /&gt;Where the midnight sun blows&lt;br /&gt;Hundred thousand lakes glow&lt;br /&gt;In the land of ice and snow&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nothern lights guide our way&lt;br /&gt;Come whatever may&lt;br /&gt;Forest god protects our day&lt;br /&gt;In the land of ice and snow&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Where Koskenkorva flows&lt;br /&gt;Where the freezing wind blows&lt;br /&gt;Summer nights are white and warm&lt;br /&gt;In the land of ice and snow&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Some night say that we are cold&lt;br /&gt;Don’t believe all that’s been told&lt;br /&gt;Our hearts are made of gold&lt;br /&gt;In the land of ice and snow&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We didn’t bow under oppression&lt;br /&gt;We fought and we died&lt;br /&gt;Redeemed in blood&lt;br /&gt;The land of ice and snow&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Here I was born and here I’ve lived&lt;br /&gt;And one day here I will die&lt;br /&gt;Under nothern starry sky&lt;br /&gt;In the land of ice and snow...&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew não queria acordar novamente no meio da noite, por isso bebeu mais uma dose do uísque preparado que ele deixava na cabeceira. Não gostava dessas interrupções, especialmente em sonhos tão bons quanto o que ele atualmente estivera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhara com a primeira vez que vira Mira Barlow como mulher e não como aluna. Sonhara com o perfume que ela tinha e que ele conseguia reproduzir em sua mente mesmo quando ela estava longe. Tinha em sua mente gravada a cena dela por sobre o corpo de seu tio naquela noite. O cabelo caindo por sobre o rosto, a tentação que ele sentira de toma-la ali mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As decisões que ele tomara mudariam profundamente o rumo de sua vida, e ele tinha consciência disso. Não escolhera uma mulher qualquer, até porque, não era um homem qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que deveria tomar como esposa outra, apenas por que a que queria era sua aluna? E quem ligava para isso? Tantas outras, mais novas já estavam noivas de homens sem nenhuma vivência ou barba. Por que ele que fora um dos maiores esgrimistas da europa não poderia ter a quem queria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria contra a vontade dela, não mesmo. Conhecia até onde uma mulher poderia estar disposta a ir se realmente achasse que valia a pena, e talvez fora isso que encantara em Mira Barlow.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela, a partir daquele momento, era parte de seus ideais, por isso, não havia nenhuma razão para não lutar por ela com unhas e dentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew de Aldearan era aquele que merecia, aquele que já fora um dos maiores homens do mundo e caíra do topo por sabe-se lá arrogância, inveja dos outros ou abuso de suas condições físicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha suas posses, tinha seus subordinados e era mestre numa das primeiras escolas de magia da sociedade. Quem poderia contestar-lhe o prestígio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocara mais campeões do Torneio de Deus que qualquer um e tinha plena certeza de que muitos de seus iriam ser colocados na tropa do Anjo Michael quando este descesse à Terra para o Apocalipse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um dos poucos que mantinham-se como uma rocha dentre a corrupção de uma nobreza falida por Deus. Queria ter ido para as Cruzadas como todo homem honrado deveria ter feito, mas não pôde. Deus algum dia o perdoaria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabia e não se preocupava, pois fazia seu melhor para treinar tantos quantos pudessem servi-lo no seu ofício de guerra. E teria orgulho em conquistar aquela jovem, teria orgulho de viver com ela até o fim de seus dias e trazê-la para sua proteção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus ideais – com eles nascera, alguns aprendera, com todos, morreria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por Matthew&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-7641178334741769988?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/7641178334741769988/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=7641178334741769988' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/7641178334741769988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/7641178334741769988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2007/05/land-of-ice-and-snow-land-of-ice-and.html' title=''/><author><name>Equipe Accio Past</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16382781792806175695</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-9021947486851092527</id><published>2007-05-16T05:43:00.000-07:00</published><updated>2007-05-16T05:44:13.508-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hildegard Atwood, sentada sob a agradável sombra de uma faia próxima ao lago cristalino que banhava os terrenos da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, bordava com delicadeza ímpar uma capa de viagem. Para quem observasse à distância a jovem morena de belos olhos azuis, julgaria que ela estava acompanhada somente de seus próprios pensamentos, porém, se olhasse com mais atenção, perceberia que uma figura mexia-se nos galhos da árvore acima dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hilde, estou te dizendo, Lady Hostilia está com ânsias de assassinar-nos. Como ela pretende que respiremos se irá nos obrigar a usar aqueles corpetes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob a faia, a grifinória riu, não desviando o olhar de seu bordado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estás exagerando. E, por favor, desça dessa árvore, do contrário serei tida como louca se for vista falando sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os galhos movimentaram-se mais uma vez e no outro instante uma garota saltou, pousando como um gato sobre o gramado, ao lado de Hildegard, e tirando os fios de cabelos que estavam encobrindo sua face.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pronto. Satisfeita agora, Lady Atwood?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hilde riu serenamente, fitando o rosto de sua amiga de infância, Rosette Elric. Nem sabia contar ao certo há quantos anos conhecia a sonserina de olhos ambarinos, mas sabia que ela estivera presente na maior parte de sua vida. Seu falecido pai, Sir Henry Atwood, mantinha relações comerciais e amistosas entre o ducado de Áquila e o feudo de Lord Audrey Elric. E, mesmo após a morte do casal Atwood, o tutor e futuro sogro de Hilde, Abelard Blackwell, dera continuidade aos negócios, permitindo assim que as garotas mantivessem contato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosette deitou-se na grama, apoiando a cabeça sobre os braços dobrados e fitando o céu através dos galhos da faia. Era um domingo agradável após a primeira semana de aulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sharp, irás sujar seu vestido se ficares deitada aí. - Hilde advertiu, chamando a amiga pelo apelido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sonserina apenas deu de ombros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os criados podem lavá-lo depois. - ela então virou-se de lado, levantando o rosto e apoiando a bochecha em uma das mãos para fitar a outra moça - Mas tu ainda não me contastes como foi o baile de outono... Teve muitos momentos românticos ao lado do teu noivo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hilde não se deu ao trabalho de desviar os olhos do bordado, assim não pôde ver o sorriso maroto no rosto de sua amiga, e simplesmente respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tu sabes que  Arcturus está nas Cruzadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas eu estou falando do Altair. - foi a réplica imediata de Rosette.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grifinória desviou o rosto para a amiga com uma expressão de consternamento e surpresa. Ao ver o sorriso de provocação nos lábios da morena de cabelos lisos, Hilde corou levemente e, abaixando o rosto, ela disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Altair é um bom moço, Rosette. Fomos criados como irmãos e assim devemos nos manter. E é assim que gosto. Além disso, tu sabes que minhas obrigações são para com o meu futuro marido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosette suspirou, sentando no gramado e movendo-se para mais perto da amiga. Apoiou as costas no largo tronco da faia, assim como fazia a moça de olhos azuis, e passou um braço sobre os ombros dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigações não trazem felicidade para ninguém, Hilde. Pára de exigir tanto de si mesma,  não tens que dar exemplo de perfeição o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hildegard soltou a capa e a agulha que usava para fazer seu bordado e abraçou a sonserina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nem todas temos a sorte que tu tens, Sharp, de ter um pai que permite ser senhora de teu destino. Somos mulheres, nossos destinos são traçados por nossos senhores. Mas não chega a ser um fardo para mim. Faço isso por consideração aos meus sogros que me acolheram como filha, e por meus pais, honrando o compromisso que foi firmado por eles, antes de serem mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expressão no rosto de Rosette suavizou-se e ela afagou levemente os cabelos anelados da outra jovem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não fale desse jeito, tu sabes que não é bem assim... Meu pai apenas permite que eu pratique montaria e outras atividades masculinas para que eu concorde sem reclamar em posar de boa moça diante de quem ele quiser. Trata-se de uma troca equivalente... Lord Elric não é esse homem bondoso e compreensivo que tu pintas, e sim apenas um brilhante estrategista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio reinou entre elas por alguns segundos, ambas percebendo que eram igualmente subordinadas às decisões de seus senhores, apenas de formas um pouco diferentes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora pare com isso, Hilde. Sabe que eu não suporto quando tu começas com esses sentimentalismos. - disse Rosette, quebrando o silêncio e separando-se daquele abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hildegard encarou o rosto da sonserina e não pôde evitar o riso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- És verdadeiramente estranha, minha amiga. Por isso gosto tanto de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosette arqueou as sobrancelhas, pensando para si que aquela resposta de Hilde sim é que era estranha. Então meneou a cabeça e deitou-se novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Às vezes penso que tu deverias tomar juízo e se casar. Teu pai precisa de um herdeiro para continuar administrando o legado dele. - começou a grifinória, retomando seu bordado - Seria perfeito se tu e Altair ficassem juntos, isso sim. Ele é tão louco e inconseqüente quanto ti. E seria ótimo se fossemos concunhadas. Seriamos uma única família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora foi a vez da filha de Lord Elric arregalar seus olhos ambarinos em surpresa. Ela e Altair Blackwell, juntos? Aí estava algo em que jamais havia pensado antes, especialmente considerando saber a quem o coração do rapaz pertencia. Rosette franziu a testa, formando em sua mente a imagem do futuro cunhado de Hilde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Talvez... Altair é um rapaz muito bem apessoado. Se o meu pai quisesse, eu acho que não me importaria em me casar com ele. - ela respondeu após alguns instantes de consideração, sabendo que na sociedade em que viviam, casamentos eram tidos como negócios e não pactos de amor. - Mas creio que seja exatamente como a minha avó diz: homem algum estará disposto a continuar casado comigo depois que me conhecer melhor. - a sonserina terminou sua fala entre risos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hilde, esquecendo mais uma vez do bordado, aproximou-se da amiga para encarar o rosto deitado na grama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já disse que Altair é louco como ti, e creio que dois loucos se compreendem muito bem. - ela insistiu - A não ser que tu tenhas outro louco em mente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosette fechou os olhos deu uma curta gargalhada, como alguém que ri diante da própria desgraça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, Hilde, justamente por não ser um louco é que ele não quer nada comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante dessa resposta a grifinória hesitou e mordeu levemente os lábios, reconhecendo que talvez tivesse ido um pouco longe demais em seu comentário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpe-me se a conversa chegou a esse ponto. Não queria te deixar melancólica... Se preferir, podemos mudar de tópico. Que tal tratarmos das aulas particulares de duelos que prometeste retomar assim que pudesse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra moça abriu seus olhos cor de âmbar, tendo um sorriso sereno no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pare com essas besteiras, esse assunto não me deixa melancólica. Já te disse que é só algo à toa. Tu és quem se preocupas demais, Hildegard. - ela então levantou o corpo do solo para ficar sentada - E quanto às aulas, achei que fosses desistir depois da última derrota vergonhosa que eu te submeti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hilde meneou a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só desisto no dia em que me equiparar a ti. Afinal, faço isso por necessidade. Não quero ser uma dama incapaz de se proteger como minha mãe foi um dia. Essa é a única "rebeldia" a que me permito e tu sabes o quanto é importante para mim. - a grifinória abriu um pequeno sorriso - Bem, e devo admitir que a arte da peleja é deveras divertida, afinal de contas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Arte da peleja? Como és poética, minha cara amiga. Pois na batalha não há lugar para poesia. - disse Rosette, usando uma pontada de ironia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jovem Atwood sorriu de lado, com um brilho divertido nos olhos azuis, antes de responder:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se minha cara mestra assim o diz, então assim acatarei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após um suspiro resignado a sonserina levantou-se, limpando a poeira do vestido enquanto falava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Juro por Lord Slytherin que só continuarei com essas aulas porque realmente te estimo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo o exemplo de Rosette, a outra moça também levantou-se, recolhendo a capa e seus instrumentos de bordado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E já sabes o quanto te sou grata por isso... Fica bom para tu começarmos daqui umas duas semanas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode ser, mas depois combinamos o horário. - Rosette enlaçou o braço da amiga, fazendo-a começar a andar consigo na direção do castelo - Agora vamos, acho que ouvi o sino do almoço tocar e estou realmente faminta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É melhor maneirar, Sharp, ou Lady Hostilia terá que usar um corpete mais apertado em você. - a grifinória a provocou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ora, fique quieta! Tu és quem tem um noivo para o qual se embelezar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, entre risos descontraídos, as duas jovens traçaram seu caminho até o interior do salão principal de Hogwarts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;por Hildegard Atwood&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-9021947486851092527?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/9021947486851092527/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=9021947486851092527' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/9021947486851092527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/9021947486851092527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2007/05/hildegard-atwood-sentada-sob-agradvel.html' title=''/><author><name>Equipe Accio Past</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16382781792806175695</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-5317446451046772632</id><published>2007-05-13T18:15:00.000-07:00</published><updated>2007-05-14T12:20:13.845-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hildegard abaixou os olhos, passando a mão pelas pregas do vestido de veludo vermelho. O Grande Salão estava apinhado de pessoas felizes com o encerramento dos Torneios, se divertindo com o suntuoso Baile de  Outono, mas ela se sentia um pouco a parte de tudo aquilo. O pensamento do noivo, em meio a batalhas bem além do mediterrâneo, nas terras dos djins, a fazia se sentir desconfortável em ocasiões festivas. Era como se, de algum modo, ela estivesse desdenhando do sacrifício dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grifinória de olhos azuis tinha consciência  em seu coração que não amava Arcturus. Mas nutria por ele respeito e afeto. Nunca se esquecera que fora ele quem a encontrara na floresta no dia em que os pais dela morreram. Por isso, a culpa às vezes surgia em ocasiões como aquela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Próximo à imensa mesa de comes e bebes, Altair servia duas canecas de vinho quente para ele e Hildegard. Olhou de soslaio para a moça, notando a sombra que cobria o rosto dela, e sabia o que se passava no interior da cunhada. Certamente ela pensava em Arcturus e nas privações que ele deveria estar passando nas terras estrangeiras. Ele conhecia a alma dela como se fosse a sua própria, e muitas vezes maldisse os céus por ter marcado a presença de Hilde em seu coração como uma cicatriz feita com ferro em brasa. Ele a amava, mas não poderia lhe dizer. Pelo compromisso com Arcturus, e pelo senso de honra inabalável que a jovem Atwood possuía.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Altair não odiava Arcturus por ser o prometido de Hilde, mas desde menino havia algo em seu irmão que o incomodava, e ele não sabia explicar. E mesmo se tentasse, suas críticas seriam tomadas como ciúmes injustificáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O moreno afastou aqueles pensamentos. Era uma noite de festa, e ele faria Hildegard sorrir, custe o que custasse, pois prometera a si mesmo que a faria feliz em tudo aquilo que estivesse ao seu alcance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Milady? - ele a chamou, entregando a caneca de vinho a ela - Estais com a mente bem distante dos muros deste castelo, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela levantou o rosto, dando um pálido sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sou como sempre bem óbvia para ti, não é mesmo? - ela respondeu, enquanto sorvia um gole do vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz aproximou-se, e, sem conter o impulso, pousou a mão no rosto da cunhada. Hildegard sentiu as faces esquentarem, mas convenceu veementemente a si mesma que era resultado da bebida que acabara de ingerir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ninguém vai julga-la leviana se tu divertires na festa, Hilde. - ele respondeu, de modo suave, tentando apaziguar as preocupações da moça - Tu mereces um pouco de alegria em tua vida. Podes até dançar se quiseres, eu te acompanho...Afinal, vim a festa contigo exatamente para salvaguardar tua honra e posição. Sou teu cunhado, ninguém pode te por a prova por estar aqui comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela afastou discretamente o rosto da mão dele, começando a aceitar que talvez Altair tivesse razão. Isolar-se em um canto da festa não iria fazer bem algum nem a ela, nem a Arcturus nas terras estrangeiras e tampouco a Altair que de bom grado se comprometera a vir com ela ao evento, ao invés de convidar quaisquer uma das várias donzelas casadoiras que haviam naquele castelo. Além disso, Hilde já tivera seu quinhão de sofrimento na vida, portanto, deveria aceitar com o mesmo coração aberto, os momentos de felicidade que o destino lhe concedia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Está bem, Altair. Vamos aproveitar o baile e aproveitar a ceia. Foi um Torneio agradável, devo comemorar a minha posição primeira no Torneio de Culinária. Não é sempre que se recebe de presente uma receita tão fabulosa de bolo de vinho, tampouco não é sempre que estamos em um lugar tão cheio de músicas, vida e alegria. - ela sorriu, dessa vez de modo espontâneo e jovial, o que fez com que o rapaz sorrisse de volta, feliz por ter conseguido colocar um sorriso nos lábios dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Esta é a Lady Atwood com quem cresci - ele disse - Determinada a deixar para trás as auguras  da vida e viver plenamente o presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Me deixas encabulada - ela sentiu mais uma vez a tez esquentar - Só lamento que Rosette tenha que ficar em repouso na enfermaria por causa da febre e do mal-estar. Ela certamente apreciaria a festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sharp está ainda muito irritada por não ter se saído tão bem no Torneio de Esgrima? - Altair perguntou, imaginando, divertido, as imprecações que a amiga deveria ter lançado sobre o ocorrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tu conheces ela... - Hilde riu - Disse que no próximo ano irá fazer a todos beijar o solo sob a ponta da espada dela...De fato, talvez se ela estivesse com a saúde intacta ela tivesse ido mais longe, mas sei que no fundo, apesar dos protestos, ela está feliz por Lavínia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um som vigoroso do alaúde fez com que ambos se calassem momentaneamente. Hildegard lançou um olhar cúmplice para o cunhado. Conheciam a melodia que preenchia o grande salão há muito tempo. Com ela vinham as lembranças das festas que ocorriam a cada começo de primavera e a cada final de colheita no feudo dos Blackwell, pais do rapaz e sogros e tutores da menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Aceitas acompanhar-me nesta dança, milady? - Altair inclinou-se em reverência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hilde depositou a caneca que segurava em uma mesa próxima, e, em resposta ao rapaz, fez também uma reverência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Seria um prazer, meu senhor - ela respondeu de modo divertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, de braços dados, os dois foram para o centro do salão, juntarem-se aos demais, naquele compasso alegre. Hildegard deixou-se finalmente levar pelo momento, deixando quaisquer preocupações ou culpas para trás, vivendo a felicidade de se ser jovem e quase livre, enquanto Altair se comprazia da felicidade dela, e de sua própria, por te-la, naquele momento, ao seu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.osomdesuasasas.blogger.com.br/altair2.gif"&gt;&lt;img src="http://www.osomdesuasasas.blogger.com.br/hilde2.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;fic e dolls por Lady Hildegard Atwood. Base feminina: Marcella&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-5317446451046772632?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/5317446451046772632/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=5317446451046772632' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/5317446451046772632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/5317446451046772632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2007/05/hildegard-abaixou-os-olhos-passando-mo.html' title=''/><author><name>Equipe Accio Past</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16382781792806175695</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-4925168186497211653</id><published>2007-05-11T08:54:00.000-07:00</published><updated>2007-05-11T08:58:35.084-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O Festival de Abertura da Hogwarts chegava ao seu fim e o esperado Baile de Outono, o último evento do Festival, começava. Muitos contavam como foram suas participações nos torneios, outros, que somente aproveitaram a folga, agora comiam e bebiam a vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos dos casais presentes no baile eram de namorados ou de futuros pretendentes, mas alguns também eram de amigos, como era Mira e Naheeh. A lufana aceitara o convite do rapaz, pois gostava de sua companhia e sabia que não havia interesse amoroso em nenhum dos lados. Ela estava ciente disse, mas um par de olhos verde escuros que a acompanhava desde que entrara no Salão, não sabia e não gostava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o seu par a chamou para dançar, uma música animada para descontrair mais o ambiente, Mira sentiu algo atrás de si. Não sabia dizer o que era e teve que olhar para saber. Sentado, afastado da mesa onde alguns professores estavam, Matthew de Aldearan, o mestre de História Antiga e Esgrima, a observava. Quando ele a viu se levantar para dançar com seu par, imediatamente encheu seu copo de vinho e o bebeu de uma vez só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentando disfarçar que o vira, a ruiva continuou se divertindo com Naheeh. Os dois ficaram um bom tempo conversando até que o moreno pediu licença por alguns momentos. Mira assentiu e andava em direção a uma mesa quando sentiu seu braço sendo segurado. Antes que virasse para ver quem tinha feito isso, ouviu uma voz conhecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vestida assim tu matas o velho do coração.... mas eu dou o troco se recusares dançar comigo....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruiva virou o rosto e o encarou, mordendo o lábio para não o responder desaforadamente, afinal Matthew era um professor e devia ser respeitado como tal. Ele reparou no ato da garota a sua frente e sorriu, ela queria falar algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Podes falar o que pensaste. Não serás repreendida. - provocou de volta. Gostava do gênio forte dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Primero, tu não és velho para ter problemas no coração e segundo, não sou inclinada a aceitar ameaças. - Mira falou soltando seu braço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não foi uma ameaça. Se não queres considerar um convite para uma dança, podes considerar isso uma ordem. - Matthew estendeu a mão e ficou esperando a resposta com um sorriso cínico estampado em seu rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira sentiu seu rosto ficar vermelho e não era de vergonha como usualmente acontecia com as mulheres, era de raiva pois não via opção. Estendeu a mão e o acompanhou para a pista. O professor espertamente esperara o estilo de música mudar para convida-la, a melodia que era tocada pedia a proximidade dos corpos em alguns momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentido que estavam próximos demais, Mira deu um passo para trás, não deveria ficar tão perto. Ele percebeu o movimento e aproximou seu rosto do cabelo dela, guardando aquele cheiro de sândalo, jasmin e gotas de chuva que o enfeitiçara antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto dançavam, a ruiva pensava no que tinha acontecido no final das férias, quando a linha aluna-professor mudara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Era tarde, principalmente para uma garota de 15 anos andar desacompanhada pelas ruelas de Hogsmeade. Mira cortava o vilarejo à noite preocupada, seu tio tinha saído para resolver negócios e não tinha retornado, o que era um mau sinal. Nina ficou tomando conta de sua mãe que estava passando mal enquanto a ruiva saiu a procura de Horace.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ignorou todos os homens que falaram algo e passou rapidamente por eles, sem dar atenção a ninguém. Sem que percebesse, um deles a seguiu. Matthew ficara intrigado com a mulher com capa preta que passava quase correndo e foi atrás para ver quem era e se conseguiria algo de bom para a sua noite, tinha acabado de sair da taverna e não tinha nada mais para fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ver seu tio caído no chão com uma mancha de sangue na testa Mira correu até ele, preocupada. Ela se abaixou, procurando a respiração dele e sorriu levemente ao sentir que era forte. Passou a mão no machucado e pode ver que a pancada fora forte, mas não tinha nenhum corte profundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A distância, o homem de cabelos negros e olhos preocupantemente verdes olhava toda a cena intrigado. O pensamento dele mudou ao vê-la baixar o capuz da capa, ficara fascinado com o rosto delicado que viu envolto em longos cabelos de fogo. Apesar de parecer uma garota ainda, a coragem de andar à noite e a atitude de cuidar daquele homem caído demonstrava a maturidade dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew não resistiu, respirando profundamente e tentando parecer o mais sóbrio possível ele se aproximou. Ia falar algo mas se calou ao ver de perto quem era a jovem. Não sabia exatamente o nome, mas tinha certeza que era sua aluna. Não que tivesse essas travas morais, só precisava mudar o modo de aproximar da garota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira ouviu passos e virou preocupada com quem poderia ser, provavelmente era alguém querendo incomodá-la.Preparada para expulsar quem quer que fosse, a jovem se levantou já com uma das mãos em sua adaga e se surpreendeu ao ver o professor de História Antiga da escola se aproximar. Ele tinha fama de beber bastante e o seu estado mostrava que provavelmente era isso que estivera fazendo a noite toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para surpresa da ruiva, ele se abaixou pegando seu tio e falou que indicasse o caminho que deveriam seguir. Pelo curto caminho até a casa dela eles ficaram calados, somente alguns olhares trocados. Ela ficara impressionada com a atitude dele e ele procurava controlar seus instintos e não deitar aquela jovem ali mesmo no chão. Não quando ela demonstrava tanta maturidade, não, ele não iria se comportar feito um garoto. O cheiro que vinha dela o enlouquecia e ele desejava ardentemente saber se combinava com o gosto de seus lábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegarem, Matthew colocou o homem na porta da casa e se virou para receber o que achou que poderia ser sua recompensa. Parada atrás dele estava Mira, com algumas mexas de cabelo solta no rosto, dividida entre aliviada por estar em casa e preocupada com aquele homem tão perto dela. Ao ver aqueles olhos negros perguntando o que queria, ele viu que não faria nada naquele momento. O homem somente se aproximou dela e tirou alguns dos fios do rosto. Sentiu um cheiro agradável que o fez se sentir vivo e sóbrio, para variar,  e foi embora para a sua casa."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira foi retirada das suas lembranças ao término da música, quase não se lembrava que fora dançar com Matthew a contragosto. Antes de se separarem, o homem se aproximou novamente do ouvido dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tu és mesmo linda. - Ele sussurrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem perceber, Mira deixou escapar um meio sorriso ao ouvir aquilo. Ela fez uma mesura em agradecimento à dança e saiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não passou despercebido, contudo, ao professor, que imaginou ter conseguido avançar mais um passo em sua relação. "Estranhas loucuras que fazemos por mulheres.", pensou para si mesmo. Até aquele dia se indagava porque ele a estava cortejando daquela forma, porque não a tomara e saciara seu desejo logo na primeira oportunidade – e, ah, não faltaram oportunidades... – por que se dava ao trabalho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando nos cabelos cor-de-fogo dela e aspirando seu perfume exótico, Matthew tinha certeza: nenhuma mulher valia mais a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Por Matthew e Mira&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-4925168186497211653?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/4925168186497211653/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=4925168186497211653' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/4925168186497211653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/4925168186497211653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2007/05/o-festival-de-abertura-da-hogwarts.html' title=''/><author><name>Equipe Accio Past</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16382781792806175695</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-1190398398531725040</id><published>2007-05-09T06:04:00.000-07:00</published><updated>2007-05-09T06:06:37.592-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Estava uma linda manhã quando Charles acordou no dormitório grifinório e se espreguiçou lentamente. Espantou-se ao olhar para os lados e não encontrar seu bom amigo Jake de Malvoisin, o Vesgo, dormindo a sono solto, embora já passassem das 8h00 da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ah, é hoje!”, veio-lhe como um estalo o pensamento. Aquilo explicava tudo, era óbvio. Se bem conhecia seu colega, ele deveria estar de pé desde às 6h da manhã, treinando e conferindo se tudo estava bem com suas preciosidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era muita ironia do destino, pensavam os que viam o rapaz ligeiramente estrábico treinar Arco e Flecha a qualquer alvo, qualquer distância e ganhar como lhe fosse imposto. De tantos jovens mancebos que estudavam em Hogwarts, por que fora concedido o dom da pontaria ao que justamente menos aparentava?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de alguns anos estudando com Jake Vesgo, as pessoas aprenderam a não subestima-lo. Se havia algo que o rapaz prezava como a sua vida, era aquele arco que tinha e a habilidade que usava em fazer as flechas mais perfeitas e certeiras de todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente, o Torneio de Arco e Flecha. Novamente, o rapaz estava empenhado em algo que não fosse conquistar as moças que o rodeavam. Ah, Arco e Flecha, ah, ele queria o primeiro prêmio, talvez, mais pela graça de ser o primeiro, do que pelo prêmio em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aquela atrevida chamada Rosette de Elric, ela teria que engolir suas palavras! Haveria de manter sua soberania em relação aos outros aprendizes de arco que ele tanto ria-se...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Torneio de Arco e Flecha era sem dúvida um dos acontecimentos mais importantes no ano de Jake de Malvosin e toda a Hogwarts estava em polvorosa para ver os competidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram sete este ano. Alguns deles, Jake reconhecia dos outros anos, outros ele nunca havia notado, embora fosse razoavelmente popular entre todos. Algumas meninas, inclusive,mas não a senhorita Elric.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Estranho”, pensou Jake consigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abertura fora feita pelo professor Slytherin que disse algumas palavras encorajadoras. Ele não sentia que precisava delas, apenas ouviu atentamente as regras da competição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, um alvo a 25 metros de distância, tentando acertar três flechas. O segundo alvo, a 50 metros, o terceiro a 100 metros. Os dois primeiros colocados fariam uma disputa com cada um propondo um alvo a ser atingido, a distância proposta pelos professores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logicamente, as damas tomaram a dianteira na seqüência de tiros. O vesgo até gostara de ser o último a atirar. Tinha a chance de observar bem todos os seus adversários, para propor-lhes desafios adequados quando fossem para a final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que comece o torneio! – anunciou o professor Slytherin. – Senhorita Thompson, por favor, tome a dianteira.&lt;br /&gt;A moça de cabelos castanho claro trançados estava nervosa assim como metade dos competidores. Se inscrevera apenas para impressionar o rapaz a quem almejava: o próprio Jake. Não acertou nenhum dos dois primeiros tiros no alvo e o terceiro fincou-se na parte que não valia nada da madeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As outras duas moças que se seguiram tiveram resultados um pouco melhores, mas nenhuma com expressão suficiente para chegar à final. Uma delas, entretanto, parecia bem determinada, só não talentosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro rapaz a atirar, Jake sabia que atendia pelo nome de Jude e era um lufano. O rapaz, desajeitado, ajeitou-se com um arco que parecia grande demais para ele e mirou a primeira flecha, que passou longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Maldições! – ele praguejou ao que as senhoritas reviraram os olhos, incomodadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda não teve como dizer que foi erro de cálculo. Esta voou com precisão, rápida...e trespassou o chapéu de professor Slytherin. Os espectadores silenciaram e Jake foi o único a deixar escapar uma risadinha, assim como Gr yffindor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jude ficou verde e antes que o professor pudesse gritar com ele, este já havia desaparecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois outros que se seguiram foram muito mais cuidadosos em seus tiros. O segundo certara duas flechas no meio do alvo e a terceira chegara muito perto. Não que isso tenha causado alguma aflição por parte de Jake, mas significava que seu competidor estava quase à altura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vejamos o que você faz, Vesgo. – provocou ele, sacudindo o cabelo preto e comprido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz parou alguns instantes, para sentir o vento. Sacou da alijava uma das flechas que marcara especialmente para essa competição. Esta seria a extensão de seu braço, seu arco curvado e feito sob medida parecia alegre de participar novamente de competições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retesou a flecha e quem assistia provavelmente não entenderia o esforço descomunal que era necessário para fazer isso. O Vesgo, entretanto, não estava despreparado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atirou uma, duas, três vezes. Todas as flechas acertaram o meio valioso de seu alvo e arrancaram aplausos acalorados da platéia. O rapaz sorriu e fez um galanteio para as meninas ali presentes – que não eram poucas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os alvos foram trocados e os competidores repetiram seus números, alguns com a mesma maestria, outros, mais cansados pelo esforço, tiveram de prejudicar o andamento das flechas nesta rodada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira rodada consagrou Jake, o Vesgo e Robert Pontier como finalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não fiquem tristes convosco mesmas, senhoritas. Prometo dedicar minha vitória à vós, bravas ladys. – assegurou o rapaz para as desclassificadas, que fizeram apenas suspirar.&lt;br /&gt;- Senhor de Pointier...faças o favor de escolher o alvo de tua preferência. – ordenou o juiz Slytherin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escolha não poderia ter sido mais óbvia para os já familiarizados com os torneios de arquearia. Um boneco com uma maçã no topo da cabeça deveria ser postado a 250 metros dos competidores. O objetivo, claro, seria cravar uma flecha na maçã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que achas, senhor Vesgo? – perguntou o rapaz, com algum desdém.&lt;br /&gt;- O que preferires, companheiro. – retrucou Jake, com polidez. – Embora, não seja esse meu alvo forte, já que é uma tradição do sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As flechas foram atiradas e pareciam tão próximas que talvez até Robert tivesse ganho, mas ninguém poderia saber com certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os rapazes do sul são treinados com alvos grandes, alvos macios, maçãs e tabuletas. Senhores juízes, eu proponho um alvo simples. – falou Jake eloquentemente, causando certa inquietude nos professores que julgavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz saiu andando até onde tinha deixado suas coisas e entre elas, estava uma vara de salgueiro. Era perfeitamente direita, pouco mais grossa que um polegar, completamente descascada. A turba boquiabriu-se quando percebeu o que o louco vesgo queria fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os senhores juízes devem conhecer as tradições do norte. Atirar em alvos como os propostos lá é, com o perdão da palavra e da honra de todos os outros competidores, ‘joguetes de criança.’. Agora, se os senhores juízes concordarem, lanço um desafio a todos aqui em volta: aquele que acertar uma flecha no alvo que proponho, a apenas 150 metros, é digno de receber não só o prêmio do Torneio, como honrarias e aplausos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robert encolheu-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu avô deixou fama de grande arqueiro desde muito tempo atrás, espero poder fazer honra a ele. Acho, contudo, que ele nunca atirou em alvo tão absurdo quanto este.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Slytherin tomou a palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- És ousado, senhor de Malvoisin, em seu desafio. – proclamou – De acordo com as regras, porém, o senhor tem o direito de atirar no alvo que escolher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudaram-se então as cordas do arco e Charlie Trocken preocupou-se com a sorte de seu amigo caso perdesse.&lt;br /&gt;Robert atirou primeiro. Não passou nem perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jake retesou a corda, armou a flecha e esperou o vento ficasse ao seu favor. Queria que a senhorita Elric estivesse ali para vê-lo atirar e lembrar-se do conselho que ele lhe dera. “Leve...o vento...em conta...”, murmurou o rapaz, atirando, por fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, com um zunido agudo, a flecha rachou a vara de salgueiro ao meio, causando espanto e admiração entre todos os presentes, que aplaudiram o Vesgo vencedor com todas as suas forças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum mais do que Matthew de Aldearan, a quem, aquele tiro lembrou muito de um velho amigo seu. “Locksley, se tu tiveres um bastardo, com certeza, é este jovem!”, pensou para si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com as moedas de ouro tinindo no bolso e um sorriso de orgulho, Jake, o Vesgo, saiu assim vitorioso do Torneio mais Prezado de Toda Hogwarts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Notas sobre o Texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém reconhecer a referência embutida em “Locksley”, “o episódio da vara de salgueiro”, tem minha admiração ;)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Por Jake&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-1190398398531725040?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/1190398398531725040/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=1190398398531725040' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/1190398398531725040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/1190398398531725040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2007/05/estava-uma-linda-manh-quando-charles.html' title=''/><author><name>Equipe Accio Past</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16382781792806175695</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-414260787534070501</id><published>2007-05-07T12:57:00.000-07:00</published><updated>2007-05-07T13:00:11.719-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- Reconheço que estava ignorante quanto ao fato da sua aparentemente nada recente aptidão ao manejo de espadas Lady Caldwell. Pergunto-me que outras surpresas desagradáveis irá eventualmente mostrar e envergonhar seu sobrenome! – Salazar Slytherin segurava com força o braço da pupila, falando sem ensaios ou delicadezas. Estava furioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lavínia recusava-se a dizer o que realmente pensava, sabia, em seu coração, que não fizera nada de errado. Que culpa ela tinha de ser boa em Esgrima afinal das contas? Permaneceu calada e isto pareceu aos olhos de Salazar, uma afronta maior do que se tivesse lhe respondido.&lt;br /&gt;Ele ergueu a mão, estabefeando-lhe a face branca, que agora tinha uma mancha vermelha da pancada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Conversaremos mais sobre isso depois. E não pense por um segundo que seja Lady Caldwell, que vou deixar passar em branco o que aconteceu esta tarde. Não está em posição de afrontar ninguém. Não se esqueça de quem está provendo seus estudos. – ele saiu a passos duros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A loira soltou a respiração e levou a mão à face, massageando a bochecha atingida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seu porco canalha – murmurou virando de costas com firmeza, fazendo com que o laço que prendia seu cabelo caísse. Sem nem mesmo notar, Lavínia continuou rumando em direção à Sala Comunal da Sonserina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guardou seus instrumentos de luta com cuidado. Trocou a roupa, por um vestido simples, de tarde. Saiu a passos duros e ainda assim contidos, rumando em direção ao jardim, novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não muito distante de onde Lavínia passava um grifinório a observava. Ele tinha se comprometido com um amigo a convidá-la para o baile que aconteceria naquela noite. Não que isso fosse algo que não quisesse, mas seu ego estava ainda abalado pela derrota que acontecera mais cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respirando fundo, Charles achou que deveria ao menos ir falar com ela. Antes do torneio cogitara a possibilidade de convidá-la, mas acabou ficando tão preso nos treinos para montaria e esgrima que acabara não convidando nenhuma dama. Ele andou firmemente até a garota que parecia transtornada e não reparava a aproximação do rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lady Caldwell, poderias me dar um minuto de sua atenção, por favor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Com prazer senhor Trocken. – ela falou meio surpresa com a aparição repentina do rapaz, parando em frente à ele. – No que posso ajudá-lo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Congratulações pela vitória. Mereceste-a. – A menina não disse nada. Mesmo sendo parabenizada, ela deveria se sentir culpada por ter ganhado de um homem superior, e com as palavras de seu diretor ainda em mente ela se curvou... – Vamos, não te acanhe, diga algo. – Ele ordenou ainda com resquícios de amargura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigado, senhor. – Ela respondeu a contragosto. Não era algo comum o amigo agir com tanto machismo (apenas o habitual), atitude comum entre os homens da época. Lavínia esperava o garoto continuar com seu discurso, sabia que ele não havia ido a sua direção para apenas congratulá-la, achou mais sensato não perguntar o que era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Após o recém-terminado torneio de esgrima, eu ponderava comigo mesmo se a senhorita teria um par para o baile que se aproxima. – Ele disse diretamente ao ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lavínia ficou sem fala por um segundo ou dois. Recuperando seu fôlego diante da inesperada proposta que ele fizera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhor, estou profundamente honrada com o seu convite. Compreendo que isso signifique que não guardar ressentimentos da partida da tarde. Agradeço por tal gesto. E tal como, eu estou disposta a aceitar o seu adorável convite, acrescentando a minha satisfação e orgulho de tê-lo recebido, em primeiro lugar. - ela fez uma pequena reverência com a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lavínia realmente estava satisfeita com o convite de Charles. Não fora o primeiro que recebera, era verdade, mas algo dizia que deveria aceitá-lo. Talvez como um gesto de submissão que era esperado dela, dado ao fato de ela ter ganhado dele, ou talvez apenas a gentileza incomum que ele tinha por ela ocasionalmente. Fosse o que fosse, sentia-se ainda magoada pelas palavras de seu Tutor, e, portanto não pensou duas vezes em aceitar o convite de Charles, principalmente para mostrá-lo que era superior a valores idiotas e infames de uma sociedade machista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fico muito feliz com sua resposta. Será um prazer ter uma companhia tão agradável à noite. - Ele levantou uma das mãos da loira e a beijou delicada e suavemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lavínia sorriu e reverenciou o moço com a cabeça. Não longe dali, um belo jovem da Sonserina, estreitou seus olhos verdes, maldoso. Apertou, com mais força, a fita de cabelo, que tinha nas mãos, e guardou-a com violência no bolso. Decidiu, em pensamento, que iria tomar atitudes mais drásticas. Com um esgar de sorriso no rosto, saiu em direção ao jardim. Não iria acabar fácil assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por Chares e Lavinia&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-414260787534070501?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/414260787534070501/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=414260787534070501' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/414260787534070501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/414260787534070501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2007/05/reconheo-que-estava-ignorante-quanto-ao.html' title=''/><author><name>Equipe Accio Past</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16382781792806175695</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-5536748383049422175</id><published>2007-05-06T12:31:00.000-07:00</published><updated>2007-05-06T12:36:07.643-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;- Eu não creio! Não creio! Que desgraça! Desgraça! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Charles entrou abruptamente no vestiário masculino preparado nos jardins do castelo para o torneio de outono. Após bater a porta e fazer a estrutura de madeira tremer levemente, jogou seu sabre, sua espada e seu florete no chão de terra com força, era a primeira vez que ele tratava seus preciosos instrumentos de esgrima dessa maneira. O educado e atencioso cavalheiro que reinava na frente de suas companheiras de escola fugira de sua personalidade, que agora mais se assemelhava à de uma fera.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;- Hey! Hey! Acalma-te, meu amigo! Nunca te vi desta maneira. O que houve, o delicado poeta perdeu toda sua paciência e modos? – Disse Jake de Malvoisin, no local desde antes que Charles chegara, porém não notado pelo amigo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;- Vesgo, vás mamar em porcos! O infortúnio é a vitória de uma dama no torneio de Esgrima, e a minha vergonhosa derrota! Uma discípula do senhor Salazar Slytherin foi a audaciosa, e deferiu o último golpe vitorioso na frente de seu tutor! O quão humilhante pode algo como isso ser! – O garoto só faltava soltar fogo pelas narinas. – Oh meu Senhor! Que desgraça a minha! Perder de uma dama! De uma dama!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Jake riu alto enquanto Charlie se despia de seu uniforme de esgrima e vestia as várias camadas de roupa necessárias para o convívio em Hogwarts naquela época.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;- Charlie, já venceste o torneio de Montaria e ficaste em segundo no pódio deste. Pares de chorar como uma mulherzinha! Só mostras como és mais fraco que aquela que te venceu! Que preocupação besta! – Ele disse. – Qual é a graça da destruidora de orgulhos alheios?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;- Senhorita Lavínia Caldwell qualquer outra sorte de coisa complicada. Uma dama liberal e ousada! Viste o absurdo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;- Uma gracinha, porém.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;- Conhece-a? E tal graciosidade se mantém escondida atrás de tanta monstruosidade e ousadia!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;- Ainda assim...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;- Imagines que o mesmo houvesse ocorrido contigo. Caso a senhorita Elric vencesse o torneio de Arquearia esta tarde, como sentiria-te?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Jake fez cara de desgosto e respondeu fatídico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;- Mesmo que tal vitória ocorresse, a senhorita Elric continuaria sendo uma gracinha, mas como é óbvio que tal fato nunca ocorrerá, não me pertubo com essas questões. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;- Ah, meu amigo, tua arrogância tanto me comove. – Charles fingiu comoção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;- Não te incomodes em ter tal sentimento. – Vesgo respondeu. – Porém conheço a solução para teu problema. Teu incômodo se dissipará quando convidar tal moça para o baile de hoje à noite.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;- Esse convite torna-se impossível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;- Por qual razão? Já tens par?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;- Assim parece que vais me convidar, “Senhorita de Malvoisin”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;- Alimente leões famintos, senhor Charles Trocken de lugar nenhum. Vais convidar-la para demonstrar tua autoridade e superioridade perante a senhorita Lavínia. Superioridade essa que perdeste no campeonato de Esgrima.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;- Nem me lembre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;- Então vamos, apronte-te e convide-a.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;- A senhorita Lavínia não é de todo ruim, sabes Vesgo­? É, inclusive, agradável de se conversar com, e bem generosa de beleza. – Charles suspirou e parecia mais calmo agora. – Porém ter que confrontar minha derrota e seu orgulho em sua cara todo o tempo será praticamente insuportável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;- Eu me atrevo a dizer que apostaria com qualquer um que bailar com a moçoila não será de maneira alguma um esforço ou sacrifício para ti, companheiro. – E Jake sorriu superior ao ver a cara de desprezo que o amigo fez ao ouvir o que Vesgo lhe falou. Aquele baile prometia...&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Por Charles e Jake.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-5536748383049422175?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/5536748383049422175/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=5536748383049422175' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/5536748383049422175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/5536748383049422175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2007/05/eu-no-creio-no-creio-que-desgraa.html' title=''/><author><name>Equipe Accio Past</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16382781792806175695</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-4680576964777456736</id><published>2007-05-05T13:49:00.000-07:00</published><updated>2007-05-05T13:50:34.099-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Lavínia sentou-se, usando o tronco de um belo salgueiro como apoio, enquanto esperava a hora da competição de esgrima começar. Era a única para qual a sonserina tinha se inscrito e já começava a se arrepender de tê-lo feito. Não gostava de públicos, seja qual fosse a circunstância. Sentia-se intimidada pela silenciosa expectativa dos presentes. Ergueu levemente a mão ao ver Mira um pouco distânte. A lufana sentou-se junto da amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como estas? - Mira perguntou para a amiga notando a visível tensão nos olhos da amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Talvez arrependida. - Ela falou com um sorriso de canto de boca - Não deveria, creio, ter me inscrito. É tarde demais agora, porém. Apenas sinto pelo seu braço. Tu irias se sair muito bem hoje..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não precisas ficar assim por mim, o principal era montaria. Não tenho condição nenhuma em tentar fazer nada mais fisico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira segurou a mão de sua amiga tentando passar-lhe forças. Sabia que o maior medo de Lavinia não era perder, mas todos verem o quão boa a garota era e ser repreendida por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom dia, senhoritas. - Charles Trocken aproximou-se das duas alunas da escola e as cumprimentou com uma mesura. - Sinto pelo seu braço, senhorita Barlow, espero que melhore logo, infelizmente não tenho muitas habilidades médicas para ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom dia senhor Trocken. Parabéns pela vitória de ontem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom dia. - Lavínia disse também, sem levantar os olhos. Sua mente estava distante, pensando na competição eminente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me sinto extremamente grato por sua parabenização. Não foi fácil, admito, o senhor Naheen e a senhorita, mesmo que com um braço ferido, foram difíceis de ultrapassar. De qualquer maneira, ainda quero ter uma corrida justa contigo, o que houve não foi justo de maneira alguma. - Ele olhava nos olhos dela enquanto falava. Sentia-se lisongeado por ter ganho, porém seu senso de justiça falava mais alto que seu ego, e ele sabia que precisava mostrar isso à companheira de escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lavínia ouvia apenas com meia atenção o que o grifinório falava. O som de uma corneta fez-se presente e a sonserina fez uma careta mínima. Charles estendeu a mão para ajudá-la a se levantar e em seguida para Mira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tudo dará certo - Mira falou consolando a amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu espero que sim. - Lavínia falou se dirigindo com os amigos em direção a competição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não era a primeira a competir, e portanto poderia ver os outros estudantes enquanto se preparava mentalmente para a sua própria 'luta'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;*****&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos concorrentes duelaram, alguns perderam e outros foram classificados para a próxima fase. Lavínia encontrou um garoto fraco e mirrado da Lufa-Lufa na primeira fase, e Charles duelou com um alto e magro da mesma casa, ambos ganharam enquanto Mira assistia da bancada. Agora era o professor de esgrima, Matthew de Aldearan que iria anunciar quais seriam as duas duplas para a semi-final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rosette Elric e Charles Trocken, Gordon Joules e Lavínia Caldwell. - Ele anunciou em voz alta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A disputa da semi-final foi rápida para as duas duplas. Sem muita dificuldade Lavínia derrotou Joules e Charles venceu Rosette. Houveram város comentários sobre duas garotas terem ficado na semifinal e uma delas ter conseguido ir para a disputa final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ignorando os burburinhos que estava ouvindo a loira se acalmava e se preparava para a disputa final. Já tinha observado como Charles Trocken lutava e tinha esperança em vencê-lo. No lado oposto estava o grifinório que passava mentalmente as cenas de luta que vira Lavinia e o modo que ela se movia. Aquele momento era o mais importnate para os dois, ela pretendia provar quão boas as mulheres poderiam ser e ele tinha a resonsabilidade de representar todos so homens naquela disputa. Os dois finalistas foram chamados para a disputa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lavínia já havia perdido a apreensão inicial. Afinal, não era a toa que gostava tanto de esgrima, para ela era algo além do esporte, era um escape, um prazer. Subiu em uma espécie de tatame que os professores haviam preparado e aguardava Charles. Quando este também ficou pronto, Aldearan e Slytherin que eram os árbitros da luta indicaram que já podiam começar o duelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A loira ficou em guarda, esperando pelos primeiros movimentos do grifinório. Não queria se precipitar. Com o lufano fora diferente, ele não era realmente um esgrimista e portanto ela portou-se de maneira mais agressiva, mas ela conseguia dizer, só pela empunhadura que o grifinório tinha, que ele era um bom duelista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparentemente essa era a tática de Trocken também, uma vez que ele limitou-se a fazer um ataque falso, que consistia em um movimento apenas para testar a reação do adversário. Lavínia esquivou-se do golpe sem problemas e voltou a ficar na passiva. Estava estudando a força e a precisão dos movimentos do adversário antes de precipitar-se para o ataque direto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não diferentemente de como fizera na luta anterior dos dois, quando estavam treinando para este momento, Lavínia ficara na defensiva, e Charlie percebera isso. Ele também não queria partir diretamente para o ataque, pois sabia que poderia cometer algum movimento em falso e isso seria o fim da competição para o garoto. Enquanto olhava atenta e interruptamente para os olhos da garota, o grifinório pensava qual seria seu próximo passo e escutava os dois professores ao lado suspirarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fingiu um ataque pela direita com seu florete, e em seguida a atacou pela esquerda, tocando de leve sua região peitoral. Ela não retornou e esperou para então atacá-lo como seria de se esperar, apenas foi em sua direção e o pegou no peito, sem que ele pudesse responder e se defender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o primeiro ataque, ela voltou a posição de guarda, esperando uma resposta do menino que veio de imediato. Ele fez um rápido 'doublé'* o qual a jovem conseguiu impedir que a acertasse utilizando o próprio florete como escudo. Agora a luta ficava mais rápida. Golpes eram deferidos com força e precisão de ambos os lados. Os dois eram igualmente rápidos no quesito agilidade e portanto ficava realmente difícil saber quem iria ganhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grifinório aplicou uma finta seguido de uma estocada, a qual a menina desviou batendo com seu florete no do oponente. Os dois deslizavam, os floretes em atrito. Logo desengajaram as respectivas armas e Lavínia desferiu um golpe com força na direção de Charles, que desviou, indo para trás. Nesse movimento, ele pisou em falso com o pé de trás, o que possibilitou à menina desferir um golpe conhecido como Chicote* em direção ao copo* do florete do rapaz que foi ao chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew de Aldearan tocou um apito finalizando o fim da luta e Salazar declarou Lavínia como vencedora, mas não sem antes olhar torto para a pupila. Lavínia ainda recuperava o folêgo enquanto Charles pegava seu florete do chão. Ela fez uma mesura em sinal de respeito, que ele correspondeu. Antes dos dois saírem da pista, ele ainda teve tempo de lançar um olhar triste para a menina que ficou visivelmente desconcertada. Suspirando profundamente a jovem foi em direção a uma sorridente lufana que estava nas arquibancadas..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*doublé : movimento ofensivo durante o qual a lâmina descreve um círculo completo para sair de uma para circular do adversário, desengajamento seguido de um contra desengajamento.&lt;br /&gt;*chicote:movimento circular apoiado no eixo do punho ou cotovelo para deslocar a ponta com mais força.&lt;br /&gt;*copo: parte metálica circular e convexa do florete destinada a proteger a mão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por Lavinia e Charles &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-4680576964777456736?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/4680576964777456736/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=4680576964777456736' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/4680576964777456736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/4680576964777456736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2007/05/lavnia-sentou-se-usando-o-tronco-de-um.html' title=''/><author><name>Equipe Accio Past</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16382781792806175695</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-31768997502387040</id><published>2007-05-03T09:55:00.000-07:00</published><updated>2007-05-03T09:57:23.176-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- E agora, amados mestres e alunos, temos o prazer de iniciar nosso torneio musical!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz de Rowenna Ravenclaw ecoou nas paredes do grande salão. Em suas mesas,&lt;br /&gt;os espectadores se inclinaram para a frente, apoiados nos cotovelos, antecipando o prazer de ouvir as canções que haviam embalado sua infância. Alguns preferiam as de amor, os sussurros de ousados trovadores sob a janela de suas amadas; outros, os cantos dolentes das mulheres que viam partir seu homens para o mar ou a guerra. Havia ainda os religiosos, a quem nada agradaria mais que um canto de devoção à Mãe de Deus; os que preferiam os hinos de batalha, fortemente ponteados de tambores e clarins; por fim, e não eram poucos, aqueles que secretamente teriam gostado de ouvir uma canção goliarda, que falasse de dados e vinho e mulheres. Estas, em princípio, não seriam apresentadas em Hogwarts, pois era preciso ter coragem para cantar canções de taverna diante dos professores... embora, como disse Theophilactos de Leonis, sempre pudesse haver surpresas de última hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Surpresas? Mas... Você só pode estar falando de Naheen - disse Mira, fitando o cordobês que, a pequena distância, tirava alguns acordes de seu alaúde. - Naheen, que eu saiba, está se guardando para a prima com quem vai casar, e não freqüenta tavernas. Ele nem mesmo toma vinho! Por que cantaria uma canção assim, arriscando-se ao desagrado de nossos mestres?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não! Não será uma canção de taverna, mas uma de amor - sorriu o bizantino. - Mas diferente de tudo que já se ouviu neste salão... e, portanto, querida amiga, prepare-se. Não serão muitas as oportunidades de ouvir Naheen soltar sua voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;......&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À espera de ocupar seu lugar no centro do salão, Naheen Aziz, al-Merhej - o &lt;i&gt;Cintilante&lt;/i&gt;, como o chamavam na corte de Córdoba, dado o seu amor pelas estrelas - ouvia, com um sorriso nos lábios, os colegas que o antecediam na apresentação. Um a um, eles desfiaram os hinos de guerra e as trovas de amor, evocaram suas terras brumosas e os lagos onde habitavam Damas feiticeiras, e uma a uma suas vozes jovens e vibrantes arrancaram aplausos da assistência. Quando chegou a vez de Naheen, o eco das palmas concedidas a uma harpista de Gales ainda ressoava entre as paredes, e foi no breve espaço entre esse eco e o mais completo silêncio que soou a voz do cordobês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Vaise meu corazón de mib&lt;br /&gt;ya rabb, si se mi tornerad?&lt;br /&gt;tan mal meu doler li-l-habib&lt;br /&gt;enfermo...cuándo sanarad?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que é isso? O que, pelos diabos, ele está dizendo? - vociferou Salazar Slytherin.&lt;br /&gt;- É o moçárabe. Fala-se em Córdoba - elucidou o mais velho de seus pupilos.&lt;br /&gt;- Eu sei que língua é, imbecil! Sei mais: que não é a dos árabes e sim dos cristãos andaluzes - tornou o professor. - O que não sei é &lt;i&gt;o que&lt;/i&gt; ele está cantando!&lt;br /&gt;- E isso é necessário? - atalhou Helga Hufflepuff, abarcando, com um gesto, toda a platéia siderada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamais se ouvira no salão de Hogwarts uma voz como aquela: pura, cristalina, envolvente, alcançando as alturas mais improváveis para logo retornar, com precisão e graça, ao ponto mais baixo da escala. Estrofe após estrofe, ele desfiou sua canção, sem que a atenção dos que o ouviam fosse desviada por um único momento, apesar do longo tempo de execução, apesar do idioma estranho à absoluta maioria. No fim, um momento de silêncio, seguido de estrondosos aplausos. E não foram poucos os que se puseram a protestar quando, após terem confabulado por um longo tempo, os juízes se decidiram por não premiar uma canção cuja letra não se podia entender, embora o jovem Aziz fizesse jus a uma menção honrosa por sua interpretação inigualável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi injustiça, Naheen! Houve canções em bretão e em gaélico, além do latim e do inglês... Você não tinha como saber que seria preterido - disseram os colegas, em especial os lufa-lufas, quando o jovem e seu alaúde deixaram o salão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não faz mal, amigos! Não tinha a intenção de vencer - tranqüilizou-os Naheen. - O que eu desejava era ser ouvido por todos a cantar uma canção... na língua que, em minha terra distante, usamos para falar de amor e para erguer nossas preces a Allah.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O texto é de uma canção de Yehuda Halevi (c. 1075 - c. 1140) e está disponível em http://www.jarchas.net/jarcha9.htm. Optei por essa forma, embora Naheen seja muçulmano, porque a transcrição do árabe é completamente ininteligível, ao passo que o moçárabe é de fácil compreensão para um falante do português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Al-Merhej, o codinome de Naheen Aziz, significa mesmo "O Cintilante" e, com o passar do tempo, se transformou em sobrenome de família. No Brasil existem as grafias Mereje, Merhege e Merege.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-31768997502387040?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/31768997502387040/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=31768997502387040' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/31768997502387040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/31768997502387040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2007/05/e-agora-amados-mestres-e-alunos-temos-o.html' title=''/><author><name>Equipe Accio Past</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16382781792806175695</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-2879256589140602197</id><published>2007-05-01T06:23:00.000-07:00</published><updated>2007-05-01T06:24:43.803-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Um dos motivos que Mira detestava na cela feminina era que a ajuda masculina para descer era algo necessário, quando se queria descer discretamente e do modo correto, claro. Vendo a mão de seu professor na sua frente ela se viu sem opção. Matthew agarrou o braço bom da menina e não soltou quando ela finalmente havia descido da montaria. Scadufax pareceu pesaroso como sua cavaleira, e o professor não queria saber de ouvi-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E eu tenho todo o trabalho para ficar recolhendo ervas como um reles enfermeiro enquanto ela fica montando cavalos e desobedecendo-me... – ele resmungou para si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucas vezes Mira chegara a vê-lo tão irritado. Não parecia zangado ou coisa do gênero, ele estava indignado por ter sido desobedecido, e por uma menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Professor, se é que posso sugerir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tu não podes sugerir nada! Tuas sugestões e teus achismos já te levaram em complicações, senhorita! Achei que era mais inteligente para perceber isso. Além de tu estares encrencada, eu terei que ouvir as reclamações da judia por ter feito um torniquete e não a ter deixado trata-la como ela achava que convinha e mantido-a presa no leito da enfermaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas se o professor sabe o que deve ser feito, não é melhor que faça o senhor mesmo o curativo em mim? – Ela arriscou falar, fechando os olhos esperando não ser ainda mais repreendida. Desconcertava-lhe a idéia de ser julgada e contestada por mais e mais pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew parou para refletir um instante. A proposta era vantajosa, ele teria a oportunidade de ficar sozinho por alguns momentos com a moça, não teria que prestar contas a ninguém. Era tentador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Venhas comigo. – Ele disse, e, tomando um caminho completamente diferente, andou com ela até o que seria a sua sala de professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira entrou com respeito e receio assim que ele a ordenou e fechou a porta atrás de si. Era um lugar meio escuro, lotado de livros e com várias espadas antigas expostas, uma delas, de bainha vermelha e prata, parecia recém usada e sempre bem polida. Lembrando-se de que antigamente Matthew de Aldearan fora um dos melhores esgrimistas da Europa, ela não chegou a se espantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sente-te na mesa, senhorita. – Ele mandou, enquanto buscava em seu armário panos e as outras coisas necessárias para se fazer um novo torniquete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tinha idéias, muitas idéias e seus instintos estavam aflorados. Sentia-se aliviado por suas vestes cobrirem-lhe o corpo inteiro, pois haviam coisas que ele ainda não queria que ela visse nele. Remexeu os armários e foi separando o que precisaria: panos, balde para esquentar a água, os vidros de ervas e várias coisas que Mira não sabia para que serviriam. Quando ele se virou, tinha o olhar penetrante, marcado com fogo, do qual a garota não conseguia desviar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não sei o que te levou a pensar que poderia desobedecer minhas ordens, senhorita... - Começou a falar, enquanto gentilmente tirava os panos ensangüentados da garota. – Mas tenhas certeza de que eu não estou disposto a deixar isso acontecer novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew desenrolava os panos enquanto sutilmente percorria a outra mão pelo corpo dela, e embora não fosse ético de sua parte fazer isso, o esgrimista nunca fora do tipo que se importava totalmente com o que chamavam de ‘moralmente aceitável.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu...não gosto de ser desobedecido – Disse ele pegando suavemente o queixo da jovem e fazendo-a encarar seus olhos. Ela não tinha medo, ele podia deduzir, mesmo assustada, confiava em sua honra de professor. Eram coisas assim que o faziam ter certeza de que ela, sim, seria perfeita para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posicionou o dedo na testa da menina, enquanto deixava-a sangrar pelo machucado e apertava sua mão firmemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que fazes? – Mira perguntou em reflexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Algo que me permitirá saber todas as vezes que tu tentares me enganar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele pressionou o dedo contra a fronte dela e fechou os olhos. Então, levou um pouco de sangue do ferimento à boca, engolindo o que se tornaria um laço de sangue entre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Enquanto durar este corte, enquanto tu ainda estiveres enferma e o sangue contaminado correr nas suas veias, eu saberei todas as vezes que ameaçares forçar os limites que estabeleci. – Matthew respondeu depois de tudo isso feito, ao olhar para o rosto de Mira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tu não...!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Poder? Eu, como seu professor, como pessoalmente interessado na sua saúde, tenho esse poder, sim, senhorita Barlow. Não ouses achar que não posso ou não devo. – Ele complementou com um sorriso sarcástico. – Levantes o braço para eu poder fazer seu curativo com as ervas certas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminaram o curativo em silêncio e Mira não sabia mais se estava agradecida ou não por ele não a ter levado para a enfermaria. Matthew fechou a porta atrás de si, e ainda sentindo o gosto metálico do sangue dela em sua boca, desejou que não fosse só isso que pudesse sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Por Mira e Matthew&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-2879256589140602197?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/2879256589140602197/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=2879256589140602197' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/2879256589140602197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/2879256589140602197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2007/05/um-dos-motivos-que-mira-detestava-na.html' title=''/><author><name>Equipe Accio Past</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16382781792806175695</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-7450346430139077949</id><published>2007-04-30T06:26:00.000-07:00</published><updated>2007-04-30T06:28:27.138-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Deitada em sua cama Mira olhava seu braço, pensativa. Fora ordenada que ficasse descansando, bebendo líquidos e não fazendo esforço nenhum e isso significava não participar do torneio de montaria, o que era o principal para ela. No meio dos seus pensamentos, o rosto do seu professor de História Antiga que havia cuidado dela vinha à sua mente. Não sabia o porquê, mas isso a fez ter certeza que estava bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dando um sorriso, a ruiva se levantou, fora bem cuidada. Tudo o que precisava era cavalgar usando seu braço esquerdo que não teria problemas, não estaria fazendo esforço algum com seu braço direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltava só meia hora até o começo do torneio, e Mira sabia que ela não teria seu cavalo arrumado como dos outros competidores, fora que teria que colocar a terrível sela feminina. Andou rapidamente até chegar ao estábulo, não queria chamar atenção para si até o momento que dessem a largada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Scadufax, meu lindo, vou precisar que hoje tu entendas minha mente. Vou estar diferente quando te guiar... Vais me ajudar? - Mira falava com seu cavalo enquanto o celava. - Seria tão mais fácil sem cela alguma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discretamente ela o montou e puxou a manga de sua roupa, cobrindo o curativo que fora feito durante a manhã. Guiando com sua mão esquerda, Mira foi até o ponto onde seria dada a largada. Ela fez questão de não falar com ninguém, fingiu estar concentrada e esperava que não perguntassem sobre o incidente de manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, Mira tinha esperança que algumas coisas mudassem na escola no tratamento com as alunas caso Lavinia ganhasse na esgrima e ela ganhasse na montaria. Mesmo os bruxos se orgulhando tanto por serem melhores que os trouxas, o tratamento dado às mulheres ainda era ‘ridículo’, na opinião da ruiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa sorte, srta. Barlow. - Charles Trocken cumprimentava a garota que anteriormente o mostrara que teria uma disputa séria na competição. O rapaz parava ao lado da lufana e sorria. - Teu cavalo é realmente único, ele se destaca no meio de todos os que estão aqui. Se não for muito abuso de minha parte, gostaria de um dia poder montá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigada sr. Trocken, mas eu creio que seja difícil isso acontecer. Como te disse anteriormente, ele somente aceita a mim como sua montaria. Mas se queres tanto tentar, podemos marcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta foi um sorriso vindo do grifinório, junto com um brilho discreto no olhar. Desde que ouvira a garota falar que ninguém além dela conseguia montar um cavalo tão lindo, ele viu um desafio a ser vencido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Godric Gryffindor parou em frente a todos os competidores e os chamou para a linha de largada. Explicou a todos que deveriam correr até o marco que se encontrava no final da pista, contorná-lo e voltar. Que a corrida na verdade era mais que somente correr, mas também controlar o animal e fazê-lo obedecer corretamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diretor da família Grifinória parou na linha de largada e esperou todos tomarem suas posições. Mira olhou ao seu lado e viu Naheen tão concentrado para este e para o torneio de saltos, o qual ele participaria mais tarde, que achou melhor não atrapalha-lo. Seguindo seu amigo de casa, a lufana fez o mesmo. Trocou a rédea de mão, segurando com a esquerda e se ajeitou do modo mais confortável e que a machucasse menos em sua cela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A largada foi praticamente poeira sendo deixada para trás pelos cavalos. As pistas eram largas o suficientes para evitarem colisões e não demorou para que os melhores cavaleiros tomassem a liderança. Charles Trocken, Mira Barlow e Naheen Aziz tentavam cortar Thomas Cole que ganhava a corrida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grifinório de olhos bicolores estava lado a lado com a lufana e os dois tentavam ultrapassar o que parecia ser o campeão. Para a surpresa dos dois, o que Gryffindor falara antes era verdade, um bom cavaleiro deveria saber comandar o animal. Cole não conseguiu fazer seu cavalo parar perto do retorno e acabou fazendo uma volta maior do que a necessária, deixando outros competidores ultrapassá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para conseguir fazer Scadufax parar no momento certo, Mira viu que precisaria trocar de braço, não teria força nem manejo com o braço que não estava acostumada. Na curva de retorno, a lufana usou seu braço direito para parar seu cavalo e não se surpreendeu quando ele empinou parar retornar. Com um inclinar de corpo a ruiva estava voltando para a linha de chegada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao trocar a rédea de braço novamente Mira viu que tinha feito mais força que deveria e seu corte sangrava novamente. O susto momentâneo a fez diminuir a velocidade e não perceber que Charles e Naheeh a ultrapassaram, e que o primeiro ganhara a competição. Vendo a poeira levantada pelos cavalos de seus competidores a lufana tentou novamente correr mais, mas não conseguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez estava realmente preocupada, com o fato de ter reaberto a ferida e com a bronca que certamente levaria da curandeira da escola. Tentou não só chegar logo na linha de chegada, como se afastar da multidão que se formava em volta do vencedor. Pensava em deixar Scadufax no estábulo e discretamente ir até a srta. Skeat pedir ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruiva não teve tempo de perceber que ficara em terceiro lugar e menos ainda tempo de descer do cavalo, o rosto de Matthew Aldearan olhando sério e zangado a fez parar seu cavalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que pensas que estás fazendo? Eu não falei que eras para ficar em repouso e não fazeres nenhum exercício? – o professor de História Antiga não elevou a voz. Não a humilharia na frente de todos, mas, ah, a menina sentiria sua ira por te-lo desobedecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não... - Mira não tinha muita opção, fora pega em flagrante e sabia que estava errada, dessa vez. - Eu tive que competir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tu tinhas que me obedecer e ficar quieta. Onde já se viu uma garota competir em montaria e achar que ganharia? Desças agora e venhas comigo. – ele não admitia nenhuma desculpa, sabia que estava mais do que correto e, embora uma ligeira preocupação com o ferimento da menina passasse por sua cabeça, estava concentrado em como iria castigá-la por sua audácia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;continua...&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-7450346430139077949?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/7450346430139077949/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=7450346430139077949' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/7450346430139077949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/7450346430139077949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2007/04/deitada-em-sua-cama-mira-olhava-seu.html' title=''/><author><name>Equipe Accio Past</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16382781792806175695</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-8541004632255781957</id><published>2007-04-28T04:14:00.000-07:00</published><updated>2007-05-01T15:19:08.405-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hildegard escondeu os longos cabelos negros debaixo da touca, se concentrando para começar a preparar seu prato para o concurso de culinária. O evento atrasara um pouco devido ao incidente infeliz que ocorrera pouco antes. A morena esperava que a senhorita Mira Barlow estivesse melhor do ataque da besta fera que quase atrapalhara o concurso. Ela tinha verdadeiro apreço pela ruiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, a exceção dos ferimentos da lufana, nada mais grave ocorreu, e as moças puderam voltar a preparar seus pratos para o concurso, sob a tutela de Helga Hufflepuff, que passava por entre as bancadas, observando as moças na feitura de seus pratos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hilde pegou uma faca próxima, fazendo longos cortes transversais no lombo do carneiro que estava a preparar. As mãos pequenas pegaram um punhado de ervas finas, preenchendo as lacunas da carne com as mesmas, de modo a acentuar o sabor da carne, quando o assado estivesse pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Se fosses tão boa na espada quanto és manejando a faca na cozinha, eu certamente estaria perdida - a voz de Rosette Elric se fez ouvir, às costas da jovem Atwood.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sharp - Hilde exclamou, chamando a melhor amiga pelo apelido, virando-se para ela - O que fazes aqui? Achei que estavas indo assistir ao Torneio de Montaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sonserina de orbes ambarinas apenas sorriu, aproximando da amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vim apenas desejar-te boa fortuna no concurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grifinória sorriu em resposta, mas, repentinamente seu cenho fechou um pouco ao notar que as feições usualmente pálidas de Rosette estavam rubras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tu não estás bem, estás? - ela perguntou, quase incisiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra moça apenas sacudiu os ombros, como se aquilo realmente não importasse a ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Acordei um pouco febril e indisposta. Mas não vai ser uma tolice como esta que impedirá a filha de Sir Elric de competir no Torneio de Esgrima amanhã, tampouco de participar das festividades de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hildegard meneou a cabeça, prestes a repreender a amiga, quando notou um par de mãos a tampar-lhe os olhos, já adivinhando quem poderia ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Altair! - ela exclamou, para o cunhado recém chegado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O moreno de olhos azuis deu um sorriso matreiro para a noiva de seu irmão mais velho. Por mais que a consciência pesasse algumas vezes ao lembrar-se que o irmão lutava nas Cruzadas Bruxas, ele não podia se conter no imenso carinho que sentia por Hildegard, afeto que ele sabia ultrapassar o amor fraternal que ela parecia nutrir por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vim ver como estavas se saindo, Hilde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu estou muito bem - ela respondeu, deixando que uma expressão de alegria tomasse novamente conta de seu rosto. - Estou fazendo o assado de carneiro que tu adoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosette apenas fitava os dois, com um sorriso malicioso nos lábios. Foi então que a grifinória voltou a atenção para a sonserina novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Quem não está bem é Rosette, Altair - Hilde disse com um leve tom de severidade - Lady Sharp aprontou uma das dela, nadando no lago em clima tão adverso, agora está enferma e ainda quer competir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O moreno sorriu, também conhecia Rosette Elric desde criança e sabia o quão geniosa a sonserina poderia ser, talvez tão teimosa quanto a própria Hildegard em seu jeito de sempre fazer o que era o mais correto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Acredito que queres que eu encaminhe nossa querida Lady Sharp para a Enfermaria. - ele disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosette apenas revirou discretamente os olhos, achando realmente desnecessário tanto zelo por parte da amiga, enquanto Altair achava a situação toda bastante divertida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Se for para a alegria de vossa senhoria, Lady Atwood, tentarei encaminhar Lady Sharp aos devidos cuidados. - ele respondeu, fazendo uma leve reverência, enquanto pousava as mãos nos ombros da sonserina, levando-a para fora da tenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hilde apenas sorriu, voltando novamente a sua atenção para o assado de carneiro que estava a preparar, empenhando-se para conseguir uma boa colocação no torneio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já do lado de fora da tenda do concurso, Rosette, ainda guiada pelos ombros por Altair, falou em um tom que ficava entre o divertido e o ameaçador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tus és um homem morto, se me levares para a enfermaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grifinório riu alto, respondendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Quem sou eu para enfrentar a ira de Lady Rosette Elric. Vamos para a pista de montaria imediatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a vez de Rosette rir, emendando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Se tivesses realmente medo de minha ira, já terias te declarado para Hildegard.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O semblante de Altair nublou-se, quisera a honra e as obrigações o liberassem para confessar o que sentia por sua cunhada. Quisera ela ter o coração livre para amá-lo como ele a amava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Deixamos conversas sérias para outro dia, Sharp, afinal, estamos em dia de festa.&lt;br /&gt;A sonserina anuiu ao perceber a melancolia do rapaz. Apenas desejava a felicidade dos amigos, mas compreendia o quão complicada eram as regras sociais que prendiam a todos. Afastou aquilo momentaneamente de seus pensamentos, juntando energia para os combates que viriam a seguir. Altair, por sua vez, manteve-se calado durante o restante do trajetos. Os pensamentos dele agora presos na morena de olhos azuis que deixaram na tenda do concurso de culinária&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;por Lady Hildegard Atwood&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-8541004632255781957?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/8541004632255781957/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=8541004632255781957' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/8541004632255781957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/8541004632255781957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2007/04/hildegard-escondeu-os-longos-cabelos.html' title=''/><author><name>Equipe Accio Past</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16382781792806175695</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-1373505241172602827</id><published>2007-04-26T05:25:00.000-07:00</published><updated>2007-04-26T05:26:36.002-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Enquanto na sala de enfermaria Miriam e Rebecca procuravam identificar como tratar melhor o ferimento de Mira, as pessoas do lado de fora estavam em polvorosa. O local onde ocorria o concurso de culinária estava sendo limpo e logo a competição deveria ser retomada. Algumas garotas ainda estavam assustadas com o ocorrido e uma delas, Alexandra, chorava copiosamente no colo de Helga Hufflepuff.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos, vamos, minha querida, não fiques assim. Foi só um animalzinho inofensivo, a senhorita Barlow deve estar bem a essa hora já. – disse tentando tranqüilizar a criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A senhorita Barlow foi machucada? – perguntou uma voz atrás da lufana, com a respiração entrecortada e um tom negro em sua fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Receio que sim, professor Aldearan. – respondeu ela, voltando-se para o mestre de História Antiga e lendário esgrimista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew de Aldearan não era uma figura muito querida dentro da escola. Embora seus alunos o admirassem e, &lt;em&gt;sem dúvida&lt;/em&gt;, o respeitassem muito, não era do tipo que os alunos realmente gostassem. Seus rapazes em especial, eram fervorosamente dedicados ao que já fora um esgrimista da mais alta classe, e agora, graças a uma falha no braço, tivera que se dedicar à uma segunda paixão: História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era alto, de cabelos negros caindo pelo rosto, desgrenhados, olhos verdes e, para a surpresa de Helga, estava sóbrio. O famoso professor era conhecido por ser um grande apreciador de álcool. Naquele momento, parecia possesso com o fato de uma de suas alunas ter se machucado, e a diretora não duvidava sobre quem a culpa recairia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era de se espantar, tampouco, que Alexandra aumentasse o volume do choro ao vê-lo com o punho crispado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- HUKLE! – ele gritou, e saiu pisando duro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O atual mestre de duelos na escola era o alvo preferido de Matthew. Por terem sido contemporâneos em vários torneios e Norman Hukle ter sido várias vezes humilhado por ele, era natural que este fosse sistematicamente rebaixado pelo professor de História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que aconteceu por aqui? – ele perguntou, com um olhar reprovador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um dos stitchs se soltou e atacou uma aluna, que estava mexendo com comida doce. – ele respondeu, sem atenção enquanto ordenava capatazes para transportar algumas gaiolas e o recém capturado animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olhes para mim quando falo contigo, Hukle! – Matthew respondeu virando com uma bofetada na cara dele. – O ferimento é sério?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro levou a mão na cara vermelha e arranhada com o soco de Aldearan. Não importava muito, ele tinha esse direito: sempre fora o melhor entre os dois. De toda a escola, somente três pessoas tinham o poder de conter o espírito fanfarrão de Norman: uma delas, certamente, era o homem que estava parado na sua frente, esperando respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não conheço muito desses bichos pra saber se é grave, mas a senhorita parecia bem. Aquela &lt;em&gt;judia imunda&lt;/em&gt; levou-a para a enfermaria e, apesar de judia, ela conhece bastante sobre técnicas de cura. – retrucou, cuspindo no chão ao mencionar Miriam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se alguma coisa dessas acontecer em qualquer outro torneio, Hukle, podes ter certeza de que arranco teu coração e ofereço-o aos corvos. – avisou Matthew e, sem mais uma palavra, saiu andando até a sala onde Mira Barlow, a única aluna por quem ele realmente dava uma moeda de ouro, estava sendo tratada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não chegou a entrar, preferiu ficar ouvindo os fragmentos de conversa que escapavam da sala. Parecia não haver sinal de choro, nem resmungos ou gemidos de dor. Ele apoiou sua espada no ombro, como fazia quando estava nervoso e queria acalmar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andou por alguns instantes, até ouvir a judia dizendo que precisariam fazer algo para estancar todo aquele sangue. Não se conteve e adentrou a porta da sala, sem ao menos bater.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me pediram para verificar como está a aluna ferida. – ele disse de supetão, sem esperar que as outras falassem algo. Olhava diretamente nos olhos de Mira e ela poderia senti-los queimando seu interior, invadindo-a, possuindo-a. E, internamente, ela admitia que não chegava a ser uma sensação de toda ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu vestido e corpete pareciam empapados de sangue viscoso e Aldearan, embora soubesse que não estava doendo, percebeu a importância de se fechar aquele ferimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ela precisa ter o corte fechado, mas afora isso, não vejo outros problemas, não fizemos ainda análise mais profunda nem testamos o sangue, professor. – respondeu Miriam, abaixando a cabeça frente a ele. - Por algum motivo, nenhum feitiço está fechando isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se as técnicas normais de cura não funcionam, eu posso fazer um estanque que se costumava fazer nos soldados que caiam ao longo da batalha. – ele respondeu, firmemente. – Ela no entanto, precisará beber muito líquido e não poderá fazer nenhum exercício pesado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Professor, se o senhor está falando da técnica de enfaixe, torção e tala, eu posso aplicar na senhorita Barlow, já a fiz em vários soldados que me vieram em estado de semi-consciência com ferimentos feitos por cimitarras envenenadas. – Rebecca ousadamente tomou a fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E como a senhora certamente deve ter percebido, a técnica é melhor aplicada por homens, em virtude da sua força. – ele respondeu, perspicaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira assistiu a toda discussão ficando lívida pois achavam uma solução para a perda de sangue, mas nem isso a impediu de pensar num comentário, que poderia ter provocado a ira do professor. “Como se um homem sozinho tivesse mais força do que as duas enfermeiras juntas.”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matthew conhecia o olhar de quem pensara algo que não poderia falar e anotou mentalmente para pressionar a garota sobre o que fora. Agora, entretanto, não poderia perder tempo, visto que ela empalidecia a olhos vistos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Miriam, panos quentes. Senhorita Skeat, segures as costas da aluna. Senhorita, se mover-te poderás perder para sempre o uso do braço. Eu preciso acertar o ponto de enfaixe. – ele ordenou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo todo durou mais ou menos uma reza de terço. Ao final disso, o professor estava satisfeito consigo mesmo: tinha tido excelente oportunidade de estar perto da sua &lt;em&gt;aluna favorita&lt;/em&gt; e ainda conseguira exercitar seus velhos conhecimentos de guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira estava ótima e saiu da enfermaria, acompanhada por Matthew que cumprimentou o excelente trabalho de Miriam e Rebecca com um aceno de cabeça, e mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Por Matthew e Mira&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-1373505241172602827?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/1373505241172602827/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=1373505241172602827' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/1373505241172602827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/1373505241172602827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2007/04/enquanto-na-sala-de-enfermaria-miriam-e.html' title=''/><author><name>Equipe Accio Past</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16382781792806175695</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-2423558871455282949</id><published>2007-04-25T04:34:00.000-07:00</published><updated>2007-04-25T04:36:00.757-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O grande evento de Hogwarts estava começando e todo o corpo docente e discente da escola estava em alvoroço. Teriam exposições, competições e o Grande Baile de Outono esperado por todos. Seriam dois dias de diversão, confraternização e, alguns diriam sorrindo, de bagunça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o discurso de abertura feito pelos fundadores, os alunos se dispersaram. Alguns foram treinar para suas competições, outros foram somente sentar e aproveitar a folga das aulas. Aconteceriam exposições e oficinas também, alguns grupos de alunos olhavam entretidos o pergaminho com todos os eventos e seus horários. Algumas alunas se dirigiam para a tenda onde aconteceria a primeira competição, o Torneio de  Culinária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A professora de culinária estava andando entre as alunas, vendo se estava tudo em ordem para começarem, tinham tempo marcado para ficar tudo pronto. Ao sinal de Ariadne, todas as garotas começaram a misturar, bater e mexer. O cheiro que vinha dali já fazia vários curiosos entrarem se perguntando se iriam poder provar algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira estava entre as alunas que iriam participar, sempre gostara muito de cozinhar e experimentar novos sabores. Aquela competição era um ótimo lugar para aprender receitas novas, se as outras cozinheiras colaborassem, claro. Todos os seus ingredientes já estavam separados para que começasse a fazer um bolo-pudim. Para alguns poderia parecer algo comum, mas a lufana estava contando com o sabor e não com a aparência grandiosa que deveria ou não ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos começaram aparecer tortas grandiosas, empadões e outros pratos que não se sabiam o nome, todos no meio da produção, mas que o cheiro e a aparência já eram apetitosos. A ruiva olhou para o lado e viu um aceno de mão discreto, Lavinia estava torcendo por sua amiga. Um sorriso apareceu no seu rosto e voltou para o que tinha que fazer, faltava pouco para o término.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não muito longe da tenda onde estava acontecendo o concurso de culinária, estava sendo montado o local onde seriam exibidos os animais exóticos para a grande oficina. No local estavam somente às pessoas contratadas para arrumar e o professor responsável Normal Hukle, já que a professora de Animais Mágicos, Helga Hufflepuff estava junto com os outros diretores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento de homens carregando ou arrastando as jaulas era grande e a montagem estava sendo trabalhosa. Um dos homens que carregava uma jaula tropeçou e deixou cair um animal, que parecia um amasso de um cachorro azul, e se libertou de sua grade. Hukle, que viu tudo a distância não se preocupou tanto, achou que o homem já iria pegar o animal. Para seu azar, ele viu o bicho começar a se mover rapidamente, mais que o reflexo das mãos de uma pessoa. O professor de duelos não teve nem tempo de pegar sua varinha, o animal já se dirigia para o local de onde vinha o cheiro de comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concentrada no que fazia, Mira não ouviu os gritos que vinham de fora do local onde estava. Somente foi desperta ao ver o tecido da tenda ser rasgado e um animal aparecer. Ela não teve muita opção, estava entre o animal e a saída, assim como muitas das garotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O animal se movia rapidamente por entre as mesas, fazendo com que os poucos professores presentes não conseguissem acertá-lo. Suas garras cortavam facilmente as cadeiras e objeto jogados e sua pele parecia ser resistente aos poucos feitiços que o acertavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas que raios de  animal é esse? - Hukle chegou no local e ficou surpreso ao acertar feitiços estuporantes e não ver resultado nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É um stitch, muito raro e muito resistente. Normalmente dóceis, não sei o que há com esse. - Helga já estava no local tentando segurar o animal que fugira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bicho conseguiu finalmente chegar até onde queria, a comida. Uma das alunas tentou salvar seu prato das mãos do stitch e a reação do animal foi imediata, assim como de Mira que estava ao lado. Ela puxou a corvinal e acabou ficando entre a garota e o animal. A ruiva não teve muito tempo para se proteger, estava perto demais. Ela somente conseguiu foi colocar o braço na frente do rosto quando o bicho a atacou e a cortou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira deu um berro de dor e se encolheu para debaixo de uma das mesas, tentando se afastar mais do animal que já a esquecera. Ela pegou um dos panos a sua volta e envolveu seu braço que sangrava enquanto Helga Hufflepuff conseguia dominar o stitch que comera alguns poucos pratos e descansou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Minha querida, estais bem? Venha comigo, vamos ver esse braço – Miriam, a judia professora de medicinas avançadas, ajudava Mira a se levantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado de fora, Lavínia correu até sua amiga ao vê-la com um pano ensanguentado no braço. Mira a acalmou falando que estava bem, que era só um corte, mas a loira quis ir junto e ver como estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegarem na enfermaria da escola, Rebecca Skeat, a curandeira, foi até elas e olhou preocupadamente para o corte. Sem cerimônia, falou que a sonserina deveria sair para que pudessem cuidar de Mira sem interrupções. Miriam concordou e Lavínia se viu sem opção, a não ser aguardar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que foi isso, Miriam? - Rebecca pegava unguentos no armário. - Alguma arma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. Foi um dos animais que serão expostos. Se soltou e acabou atacando o Torneio de Culinária, ela se feriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miriam pegou sua varinha para fechar o ferimento e, para sua surpresa, não conseguiu. Ia tentar outro, mas foi interrompida pela aluna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está queimando... Não sei o que fizeste, mas estou sentindo tudo arder. Não estava antes. - Mira segurava a vontade de puxar o braço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A curandeira achou melhor dar uma poção para que a lufana não sentisse nada no braço, a sua experiência mostrava que aquilo não era algo tão simples de cuidar. Miriam pegou sua varinha e fez outro feitiço que fez o corte fechar, que durou poucos segundos. Para a surpresa das duas curandeiras, o machucado reabriu e continuou a sangrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Miriam, vou pegar algo mais forte. Não sei o que houve, mas não podemos deixa-la assim. - Rebecca saiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Srta, estás sentindo alguma coisa? Tonteira ou algo assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Professora, se eu não estivesse vendo, não diria que tenho nada. Só doeu na hora que a senhora usou magia. - Mira tentava ficar calma, mas a visão de sua roupa ficando cada vez mais suja com o seu sangue não ajudava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*continua...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por Mira&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-2423558871455282949?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/2423558871455282949/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=2423558871455282949' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/2423558871455282949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/2423558871455282949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2007/04/o-grande-evento-de-hogwarts-estava.html' title=''/><author><name>Equipe Accio Past</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16382781792806175695</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-7228085887692428718</id><published>2007-04-23T08:56:00.000-07:00</published><updated>2007-04-23T08:59:41.820-07:00</updated><title type='text'>E com vós, o Torneio!</title><content type='html'>Helga Hufflepuff fechou a porta atrás de si mesma assim que entrou no Salão Principal do castelo de Hogwarts. Ela foi a última dos quatro fundadores a entrar no local, ocasião que causou todos os estudantes da escola de magia e bruxaria a se calarem. Não era sempre que os Quatro Grandes, como eram conhecidos, tinham refeições com seus pupilos, principalmente Salazar Slytherin, que costumava comer à companhia de seus dois amigos, Norman Hukle e Matthew de Aldearan. Porém rara mesma era a refeição em que os quatro juntos se reuniam com aqueles que estudavam em seu colégio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa noite, caros estudantes da nossa querida Hogwarts! – Começou Godric Gryffindor, quebrando o silêncio. – Como já sabeis, teremos um grande torneio com início no próximo dia. Vós estais registrados em vossas respectivas disputas e oficinas, e como juízes e organizadores, nós, fundadores, ficaríamos honrados caso vós nos permitisse a dizer algumas palavras sobre o espetáculo. – Ele disse, fazendo uma pausa. Rowena Ravenclaw parecia chateada e um tanto quanto brava. – Faça o favor, Salazar, de ter a palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigado, Gryffindor. – Disse ele com asco e continuou fatídico e direto. – Sob minha responsabilidade está tanto o torneio de Esgrima, e a Oficina de Animais Exóticos com o auxílio de alguns professores do nosso corpo docente, esta última à pedido da senhorita Hufflepuff, devido a sua inabilidade de correr rápido o suficiente de um ponto do castelo à outro. – E esboçou um sorriso em direção a Helga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Grata por tanto sacrifício de tua parte, senhor Slytherin. Pois bem, sob meu controle está o torneio de Culinária, para as moças prendadas e somente isso. Porém estarei por perto durante todo o festival para ajudar meu companheiros que se empenharam com tanto esmero. – Ela disse sorrindo para seus estudantes e então parou ao olhar para Salazar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rowena, por favor, nos daria a graça de tua voz? – Disse Gryffindor, quebrando o breve silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Certamente. Eu espero que todos apreciem o torneio de Canto, a tenda de vendas de arte e objetos variados, com foco em trabalhos diretos do Oriente, e também o baile de Outono que fecha a cerimônia, preparado tanto por mim quanto pela senhorita Hufflepuff. – Helga levou a mão à testa e soltou um leve sorriso, como se houvesse achado suavemente engraçado o fato de ter esquecido de mencionar algo. – Pergaminhos com informações extras sobre quando ocorrerão e como serão julgados os torneios competitivos já foram pendurados sobre as paredes que dão para os pátios Norte e Oeste, como deveis ter visto. Qualquer informação adicional, por favor, nos procure. – Agora era Godric que tinha o semblante irritado. Ele não gostava de ser deixado para trás na liderança de Hogwarts, o que incluia distribuir comunicados, ordens e pedidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhorita Ravenclaw, creio que tua memória falhou levemente durante teu discurso, ou talvez a ânsia de falar tenha dominado o tua cabeça por inteiro e não permitiu nenhum outro tipo de lembrança, porém ainda tenho que falar sobre as minhas próprias organizações. – Ele disse vagarosamente e então voltou vívido para os pupilos. – Quero ver todos, preferencialmente e majoritariamente os rapazes, nos torneios de Arquearia e Montaria! E tanto rapazes quanto garotas, para que então possam preparar para seus noivos, na oficina de arcos e flechas. E desejo também lembrar que prêmios serão dados pelos quatro tutores aos vencedores e àqueles que manterem o segundo lugar em cada competição. Creio que seja somente isso por agora, a não ser que algum dos meus três companheiros tenha algo a colocar. – E olhou para os lados, sem resposta. – Portanto, tenhais um agradável jantar e nos encontreis todos no salão Sul para o desjejum de abertura do torneio. Grato pela atenção, boa refeição!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com isso dito, os Quatro Grandes se sentaram e começaram a comer, assim comos os estudantes de Hogwarts, nas quatro mesas apadrinhadas, cada uma, por um dos fundadores. Sem dúvidas, haviam desentendimentos entre os senhores daquele castelo, mas sabiam, como ninguém, organizar Hogwarts. E nenhum mal-entendido acabaria com o grande espetáculo que seria o torneio do dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pelos Fundadores&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-7228085887692428718?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/7228085887692428718/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=7228085887692428718' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/7228085887692428718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/7228085887692428718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2007/04/e-com-vs-o-torneio.html' title='E com vós, o Torneio!'/><author><name>Equipe Accio Past</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16382781792806175695</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-114658954119942549</id><published>2006-05-02T09:53:00.000-07:00</published><updated>2006-05-02T10:05:41.220-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Os alunos de Hogwarts não paravam de falar sobre o torneio que aconteceria, era um grande evento e de desafios. Os garotos gostavam de se mostrar para as garotas e serem os melhores da escola. Mira iria participar da competição de esgrima. Era algo que gostava e que adoraria mostrar que o sexo frágil não era tão frágil assim. Não era da sua criação desrespeitar ou desafiar abertamente um homem, mas durante o torneio isso fazia parte, ela não estaria errada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentada em uma sala vazia, a lufana aguardava sua amiga Livinia com quem iria treinar esgrima. As duas sempre 'lutavam' entre si, desde o 2º ano. Lavínia adentrou a sala sorrateiramente com um sorriso discreto nos lábios. As aulas clandestinas que tinha com a amiga era algo pelo qual ansiava durante todo o decorrer da semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou quando Lavínia mencionou para Mira que o irmão vinha lhe dando aulas de defesa com esgrima e espada escondido dos pais. Desde então Lavínia vem ajudando a amiga a treinar repassando os ensinamentos do irmão para a lufa-lufana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de não ser tão ágil quanto Lavínia (afinal, esta treinava com o irmão que de fato era bem melhor professor) Mira já havia conseguido pegar o jeito e tinha, inclusive, chances de ganhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Finalmente! Achei que ia me dar um bolo!&lt;/em&gt; - Mira se lenvatou e abraçou a amiga. &lt;em&gt;- Você acredita que meu tio percebeu que tenho treinado? Ele perguntou se tinha algum garoto me ensinando, com segundas intenções.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sonserina sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Minha mãe me olhou estranho nessas férias também. Mas não conseguiu ver nada de diferente porque tomei o cuidado de usar um vestido mais largo. Ou então falava que tinha apertado mais o corpete.&lt;/strong&gt; - ela riu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Mas você sabe que no meu caso é diferente, afinal foi o meu tio que me ensinou e ele até insentiva que eu saiba me defender. Agora ter algum garoto me ensinando ou se engraçando é outra coisa... Ele fica furioso só com a idéia. Como foram as férias?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Ah foram boas.&lt;/strong&gt; - ela suspirou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira conhecia a amiga como ninguém. Ela arqueou uma sobrancelha e foi sentar-se ao lado de Lavínia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- O que foi?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Meu irmão.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Então ele foi para as cruzadas hein?&lt;/em&gt; - Mira perguntou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira e Lavínia eram praticamente irmãs. Conheciam praticamente tudo uma da outra, sendo assim, a lufa-lufana sabia do medo que a sonserina tinha de perder o irmão mais querido para as cruzadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- É, ele foi.&lt;/strong&gt; - ela suspirou &lt;strong&gt;- Mas não quero falar sobre isso.&lt;/strong&gt; - ela forçou um sorriso &lt;strong&gt;- Como foram as suas férias?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Nada de novo. Trabalhei com meu tio um pouco, mas meu avô sempre fala que ali não é lugar de mulher. Então fui para os deveres do lar e fiquei testando alguns feitiços.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Seus pais foram te ver?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Não...&lt;/em&gt; - Mira não gostava de mentir para Lavínia, mas sempre quando o assunto era seus pais ela se via obrigada. Tinha dado sua palavra ao avô que não falaria sobre seus pais para ninguém. &lt;em&gt;- Eles estão na Indía, é um bom local para um mercador conseguir novidades...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lavínia limitou-se a menear a cabeça. Sabia que a amiga não gostava ne falar no assunto pais por isso deixou quieto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Mas então, vamos parar de conversar.&lt;/strong&gt; - ela levantou-se de um salto &lt;strong&gt;- Vamos treinar!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira se levantou, já estava acostumada com os feitiços que colocavam na sala para disfarçar o som e espantar curiosos. Em poucos minutos as duas estavam de frente com as espadas em punho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se seguiu seria um espetáculo de movimentos para alguns e algo bárbaro para outros. As espadas batiam e saltavam faíscas, as duas garotas se concentravam em derrubar uma a outra e a força das duas se igualavam.&lt;br /&gt;Lavínia sentia que sua amiga estavam melhorando e dando mais trabalho que antes, mas ela sabia que ainda conseguiria desarmá-la só via que demoraria mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Você... Urgh! Tá melhorando...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira sorriu e continuou a atacar a sonserina. Entretanto por melhor que estivesse ficando a lufa-lufana ainda não havia fixado algumas manhas que ajudam a desequilibrar o adversário. Lavínia concentrou-se nos golpes que Mira dava. Logo conseguia desviá-los com mais facilidade. Logo após Mira ter dado um golpe para acertar o lado direito da barriga de Lavínia, esta rapidamente desviou e deu uma leve estocada - apenas encostando - na altura do peito da lufana. Mira fez uma careta sorrindo logo em seguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Realmente Mira, é melhor eu me cuidar, logo estará melhor que eu. &lt;/strong&gt;- riu Lavínia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas continuaram o treino por mais uma hora até que sentiram seus braços doendo, com um olhar as amigas viram qu era hora de parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Acho que não vão conseguir te vencer no torneio. Vou adorar ver uma mulher derrotando todos os garotos. Só quero ver a cara dos professores.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Acho que eles não vão gostar muito em ver que seus preciosos alunos perderam para uma garota que nem tem aula de esgrima.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- É que eles não sabem que mesmo sem podermos, treinamos aqui. Lavínia, eu tava pensando, o que acha de aumentarmos um pouco o nosso pequeno clube. Poderíamos incluir algunas outras garotas que queiram ou já saibam esgrima. Claro que seria na clandestinidade, mas seria divertido.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Não sei não Mira. Quero dizer, quem vai dar as aulas? E como a gente vai conseguir que nenhuma delas se rebele e conte para os professores? Ou pior para os diretores? Não me entenda mal, eu adoraria ver que as mulheres finalmente conseguem fazer algo do qual não são incubidas, mas eu não sei.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Bom, você daria as aulas, claro, e eu ajudaria no que pedisse. Comecemos com poucas pessoas, só quem conhecemos e confiamos. Claro que vamos ter que pensar um pouco mais, feitiços para esconder o que fazemos e cuidado com os machucados, mas podemos tentar. Fala a verdade, você gostou da idéia.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lavínia mordeu o lábio inferior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Está bem vai.&lt;/strong&gt; - ela sorriu &lt;strong&gt;- Mas já aviso que não vai poder coincidir de maneira ALGUMA com o meu clube de poções, estamos entendidas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira abraçou a amiga sorridente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Ah, isso vai ser divertido!&lt;/em&gt; - riu a lufana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Não tenho dúvidas.&lt;/strong&gt; - concordou a sonserina meia risonha &lt;strong&gt;- Mas é melhor irmos, eu vou arrumar essa bagunça, tem a poção para os machucados na minha bolsa, pegue uma pra você.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira fez o que a amiga lhe disse e logo as duas já estavam arrumando os vestidos e os cabelos para sairem da sala impecáveis, afinal, não queriam nem imaginar o que poderia acontecer se algum dos diretores descobrisse que duas alunas praticavam esgrima - que é considerado um esporte unicamente de homens - as escondidas numa sala do castelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;* Por Mira e Lavínia&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-114658954119942549?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/114658954119942549/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=114658954119942549' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114658954119942549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114658954119942549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2006/05/os-alunos-de-hogwarts-no-paravam-de.html' title=''/><author><name>Mira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-114514311122864841</id><published>2006-04-15T15:50:00.000-07:00</published><updated>2006-04-15T16:18:37.406-07:00</updated><title type='text'>Touché!</title><content type='html'>Lavínia estava, novamente, na sala do segundo andar que era desocupada, praticando para o torneio. Com o florete em mãos e a espada estava em cima de uma das carteiras, esperando para ser usado. Com a aproximação do torneio os treinos da menina tinham se tornado cada dia mais freqüentes e não podia negar, era boa no manejo de ambas as armas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Charles ouviu um som de pisos fortes no chão de pedra do castelo e também barulho de suspiros contínuos, com toda a certeza quem estava naquele andar estava cansado e provavelmente praticava alguma coisa. Mas não importava, ia pegar o camarada de surpresa, pois havia conseguido permissão de Sir Gryffindor para treinar na sala vazia daquele andar e não abriria mão disso por quase nada naquele momento, afinal o torneio se aproximava e não podia perder a boa forma. Assim sendo, abriu com cuidado a porta da sala desocupada (Agora ocupada) para pegar o aluno que treinava ali de surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lavínia estava dando um dos golpes mais complicados quando ouviu o ranger da porta e Charles Trocken passar por esta com um olhar no mínimo de espanto para a menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sonserina corou. O grifinório havia pegado-a desprevenida. Quando praticava não usava todos os vestidos que utilizava durante o dia e sim apenas uma blusa branca de algodão e uma calça um tanto quanto justa para os olhos de algum homem ou menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Oh! Perdão! Eu não esperava que fosse uma dama a treinar aqui. Mil desculpas!&lt;/strong&gt; - Disse atrapalhado enquanto virava o rosto na direção contrária da sonserina, que estava vestida de forma nada convencional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Eu que me desculpo, senhor. Por favor, deixe que eu mesma me retire.&lt;/em&gt; - A sonserina falou baixo meio balbuciante enquanto juntava suas coisas para sair da sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Er... Ok.&lt;/strong&gt; ? Não era possível que era ela quem estava desnuda e era ele que corava. ? &lt;strong&gt;Eu vou... Esperar no corredor até que saias...&lt;/strong&gt; ? E então sussurrou baixinho antes de fechar a porta. - &lt;strong&gt;... Numa situação mais confortável.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Lavínia colocou a mão na boca e segurou o riso quando o garoto saiu. Ainda sorrindo ela arrumou-se propriamente com os vestidos e com o florete e a espada enrolados na fita vermelha de seda que ela usava para guarda-las, depois saiu porta a fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Pronto&lt;/em&gt; - ela sorriu pelo canto dos lábios - &lt;em&gt;Já podes usar a sala. Desculpe-me pelo inconveniente&lt;/em&gt; - ela falou com um falo sorriso nos lábios, ainda que contragosto, não apoiava de maneira alguma o jeito com que as mulheres eram submissas aos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Competirás no torneio também, senhorita&lt;/strong&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Sim senhor&lt;/em&gt; - ela respondeu dessa vez sorrindo verdadeiramente. - &lt;em&gt;Terei a honra de competir contra o senhor?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Com absoluta certeza. Competirei em Esgrima, Corrida com Cavalos e também participarei daquela competição de teatro, música ou algo do gênero. Fui praticamente obrigado a participar dessa última. A senhorita competirá apenas em esgrima?&lt;/strong&gt; - ele sorria também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela concordou com uma mesura formal com a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;em&gt;Não tenho realmente muitas habilidades&lt;/em&gt; - ela falou desgostosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Pois duvido. Por que não fica e treina comigo? Se te incomoda usar todos estes vestidos e toda esta pompa para apenas suar e se divertir, use o meu uniforme substituto. Não é exatamente feminino, porém se parece mais com o uniforme oficial da escola para Esgrima, e é mais decente do que tu vestias, além do que, se adaptará ao teu corpo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A menina hesitou e corou levemente. Amaldiçoando-se mentalmente por corar tão facilmente e sua pele ser tão branca a menina sorriu de leve e falou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;em&gt;Seria uma honra e um prazer.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;E será.&lt;/strong&gt; - Ele também sorria de forma encantadora. - &lt;strong&gt;Porém, desconheço teu nome. Como te chamas, senhorita?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;-&lt;em&gt;Lavínia Hougan Caldwell&lt;/em&gt; - ela fez uma mesura - &lt;em&gt;Será que terias, também, a graça de saber o teu nome, senhor?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Charles Erick Trocken, ao seu dispor.&lt;/strong&gt; - E respondeu com outra mesura. - &lt;strong&gt;Todavia, podes me chamar de Charlie.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;-&lt;em&gt;E por favor, senhor Charles, podes me chamar de Lavínia&lt;/em&gt; - ela retribuiu a gentileza - &lt;em&gt;Estás sob o tutorado de qual dos diretores?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Sir Gryffindor, o valente. E tu? Sob o tutorado de Lady Ravenclaw, a sábia?&lt;/strong&gt; - Ele perguntava com interesse. Nunca havia visto a menina pelo colégio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Oh não. Estou sob o tutorado do Sir Slytherin, o ambicioso&lt;/em&gt; - a menina respondeu causando um choque ao rapaz que, definitivamente, não esperava tal informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Bem, vou entrar e me aquecer enquanto te trocas&lt;/strong&gt;. - Dizendo isso, ele a passou um embrulho onde estava a roupa. - &lt;strong&gt;Como já estás aquecida, teremos um bom treino&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sorriu para o rapaz. Ele deu um passo para trás para entrar na sala e só então a garota pode ver os olhos do rapaz. Antes a chama da vela não alcançava o rosto de Charles e agora Lavínia podia notar seu belo rosto e seus olhos peculiares. Desviando o olhar a menina virou-se para se trocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela colocou a roupa e quando entrou no recinto o garoto já dava alguns golpes de espada no ar. Ela sorriu meia boca. &lt;em&gt;- Espada ou Florete senhor Charles?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Para começar podemos usar o florete.&lt;/strong&gt; - E ele guardou a espada que reluzia a luz da vela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela concordou e desenrolou o florete do tecido de seda. Ao olhar a espada, uma última vez antes de virar-se para o menino um mal pressentimento tomou conta dela e logo sua mente foi para seu irmão nas cruzadas. Segurando as lágrimas que insistiam em sair, a menina colocou uma máscara de indiferença no rosto, como sempre fazia quando com problemas, e virou-se para o menino com o florete na mão. - &lt;em&gt;En Garde!&lt;/em&gt; - ela sorriu e os dois começaram a duelar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Feito por Lavínia e Charles.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-114514311122864841?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/114514311122864841/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=114514311122864841' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114514311122864841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114514311122864841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2006/04/touch.html' title='Touché!'/><author><name>Charles Trocken</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-114489109505655655</id><published>2006-04-12T18:17:00.000-07:00</published><updated>2006-04-12T18:18:15.070-07:00</updated><title type='text'>O Lobo de Córdoba e o Leão de Bizâncio</title><content type='html'>&lt;i&gt;Em nome de Allah, Clemente e Misericordioso: que não me nasçam mais pêlos&lt;/i&gt;, pensou Naheen, olhando-se no espelho da Sala Comunal da Lufa-Lufa. Era um espelho ordinário, mas ainda assim ele podia ver com clareza o padrão do pêlo negro e espesso no seu tronco. Alguns meses antes, o contorno lembrava uma águia de asas abertas, mas agora a linha escura que partia do tórax se espalhava para os lados. Em breve, seu abdômen estaria tão peludo quanto o peito, sem falar nos braços e nas pernas e ? o pior de tudo ? a barba, que raspava caprichosamente toda manhã e que ainda assim ensombrava seu rosto a cada fim de tarde. À mesa, na hora do jantar, as moças olhavam para ele e cochichavam, duvidando de que tivesse apenas quinze anos e, com isso, concordando em duvidar de todas as outras coisas que ele lhes dissesse. Ou pelo menos era o que parecia. Pois a verdade é que, a não ser pela companheira de Casa, Mira Barlow, e pela jovem Lailah ? esta, incapaz de vê-lo e à sua barba desgraçadamente cerrada ? , Naheen não tinha nenhuma amizade feminina em Hogwarts. E estas lhe faziam muita falta. Como são tolos os homens que estudam, debatem e se engalfinham em discussões sobre a Lei e a Ciência, e não se inspiram com a intuição e a sabedoria de uma mulher!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um vulto esguio surgiu no espelho por trás do de Naheen. Era Theo ? Theophilactos de Leonis, seu melhor amigo, regressando da sala de estudos. Descendente de gregos, nascido em Constantinopla, Theo era da mesma idade que o cordobês e, se possível, ainda mais tímido. Os dois tinham simpatizado um com o outro no primeiro dia, ao descobrir que partilhavam da mesma paixão pela obra de Aristóteles, e desde então tinham estado sempre juntos, cada qual ajudando o amigo a superar as dificuldades na Escola e na vida. E, se bem conhecia as expressões do rosto de Theo... era ajuda, pensou Naheen, o que ele vinha buscar agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Boa tarde, meu amigo. Onde estiveste?&lt;/i&gt; indagou o bizantino. &lt;i&gt;Não te vi na sala de estudos, nem tampouco no horto, onde estavam alguns de nossos companheiros. Lembra-te, precisamos ter os espinheiros-rosa até a próxima Lua Minguante, ou não poderemos realizar o trabalho solicitado pelo Mestre Slytherin. Não hás de querer cair em desgraça perante tal... criatura, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não vai acontecer&lt;/i&gt;, garantiu Naheen. &lt;i&gt;Vi esta manhã os espinheiros e estavam bem crescidos. Não te preocupes. Quanto à tua pergunta, passei a tarde aqui mesmo, estava um pouco indisposto, mas agora me recuperei e vou jantar. E tu? Do que precisas, Theophilactos, que me olhas com tanta expectativa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, bem... Nada... Ou antes, sim, preciso, mas é algo muito simples&lt;/i&gt;, disse Theo, com o rosto corado. &lt;i&gt;Como soubeste? Andaste praticando Adivinhações?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, não era preciso, tratando-se de ti&lt;/i&gt;, sorriu Naheen, com os dentes muito brancos no rosto moreno. &lt;i&gt;Conheço-te muito bem e a esse ar de perdigueiro que fareja a caça. Então o que queres? Dinheiro? Se for, não te acanhes, o meu tio encheu-me a bolsa quando me vim de Córdoba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é dinheiro. É que... Bem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabes essas competições que se anunciam por toda a Escola, não sabes?&lt;/i&gt; fez Theo, com dificuldade, mordendo os lábios. &lt;i&gt;E sabes que haverá um baile... para o qual, se não me engano, vais convidar Mira Barlow.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Não penso em pedir a outra, e creio que ela vai aceitar. E então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então... Não poderias falar com ela... e intermediar minha ida com uma de suas amigas? Eu acho que seria mais fácil e... e eficaz&lt;/i&gt;, completou, baixando os olhos de longos cílios castanhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Bem&lt;/i&gt;. Naheen pensou um pouco, afagou o queixo, raspando os dedos nas pontas nascentes da barba. &lt;i&gt;Posso, sem dúvida, falar com Mira, que não me levará a mal... mas... Estás pensando em alguma donzela, em especial, meu caro Theo? Podes dizer, se estiveres. Isso torna as coisas mais fáceis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também isso adivinhaste?&lt;/i&gt; fez o outro, envergonhado. Naheen sorriu levemente e não deu resposta. Apenas, como se esperasse pela confidência, inclinou-se para a frente, olhando nos olhos do amigo; e Theophilactos, o bravo bizantino, o que um dia atraíra a atenção do Imperador ao enfrentar um leão, ruborizou-se até a raiz dos cabelos antes de falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(continua...)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-114489109505655655?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/114489109505655655/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=114489109505655655' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114489109505655655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114489109505655655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2006/04/o-lobo-de-crdoba-e-o-leo-de-bizncio.html' title='O Lobo de Córdoba e o Leão de Bizâncio'/><author><name>Naheen Aziz Al-Merhej</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-114463255993434561</id><published>2006-04-09T17:50:00.000-07:00</published><updated>2006-04-09T18:29:19.993-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Diana DiLauren andava pelo castelo, fazendo um leve alongamento, e procurando a sala onde ficara de se encontrar com Lavínia Hougan Cadwell, que lhe prometera uma poção para amenizar a dor nos braços resultantes do treinamento de arco e flecha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Acho que é aqui. Deus queira que eu não entre na sala errada e dê de cara com Salazar Slytherin de novo"&lt;/i&gt; - pensou a morena, antes de abrir a porta, e notar, com um alívio imenso, que era a sala certa. Lá estava a sonserina de cabelos castanhos-dourados e olhos bem verdes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olá! - disse, para demonstrar sua presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ora, ora, Diana! - cumprimentou Lavínia, sorrindo, e revirando uma poção - como foi o treino?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Digamos que poderia ter sido &lt;i&gt;bem&lt;/i&gt; melhor. Eu me sou excelente em cima de um cavalo, mas com um arco e uma flecha na mão... oh, Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, você cavalga?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Modéstia à parte, cavalgo, e muito bem, obrigada - disse a moça corvinal, sorrindo - e você...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, não... na verdade, tenho um pouco de trauma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas porque? Cavalos são animais tão dóceis... tão meigos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu... já caí uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E não subiu de volta? Lavínia, quando se cai, tem que subir logo em seguida. Senão pega trauma mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É... eu não subi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Disposta a tirar esse trauma? - propôs Diana, sorrindo - vamos passear um pouco, amanhã. Quem sabe você até não participa da competição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lamento, mas terei que recusar seu convite ? a sonserina falou, corando levemente as bochechas ? Irei treinar esgrima amanhã. É o que eu sei de melhor, graças ao meu irmão Ian ? ela sorriu lembrando-se do irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Parece me que estás bem confiante não? - sorriu Diana à menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ah,estou. Modéstia a parte, sei manejar uma espada com grande facilidade, ainda mais se considerar o corpete e o peso do vestido -ela riu - Mas conversas a parte, estou finalizando sua poção. Demorou tanto pois precisei colher flores de orquídea azuis na lua nova, ou seja, só pude colher nessa semana. Sinto tê-la feito esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não há problema, pelo menos agora essa dor há de passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, sem dúvida! - falou Lavínia entusiasmada enquanto colocava um pouco da poção num pequeno frasco de vidro. - Aqui - ela entregou ovidro à menina - Tome metade hoje, ao se deitar, e a outra metade amanhã de manhã. Ficará melhor muito em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigada - sorriu Diana guardando o pequeno vidro. - Devo ir, daqui a pouco está na hora da janta e ainda preciso acabar alguns afazeres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nos vemos - Lavínia despediu-se com um aceno de cabeça e um sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diana saiu porta afora e Lavínia pegou um pano e molhou levemente nabacia de água que havia trazido. Limpando tudo cuidadosamente para quenada parecesse estar fora de lugar. Suspirando a menina murmurou um feitiço final para que tudo ficasse no mais perfeito brilho, já que com tarefas domésticas era uma ótima alquimista. Rindo da própria desgraça e pensando que nenhum Lord em sua sã consciência pegaria parae sposa uma jovem que mal sabia limpar um caldeirão sem a ajuda de magia, Lavínia saiu da sala indo para o dormitório. Teria de dar um jeito de aprender essas tarefas domésticas. Fosse como fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;por Diana e Lavínia&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-114463255993434561?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/114463255993434561/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=114463255993434561' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114463255993434561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114463255993434561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2006/04/diana-dilauren-andava-pelo-castelo.html' title=''/><author><name>Nicky Gardner</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-114432263673761497</id><published>2006-04-06T03:44:00.000-07:00</published><updated>2006-04-06T04:23:56.833-07:00</updated><title type='text'>A Fada da Noite</title><content type='html'>Era mais uma vez noite e a lua crescente se descortinava por detrás das nuvens ralas no céu azul-noturno. Da janela do quarto, uma menina-mulher no alto dos suas 15 primaveras, de longos cabelos castanho-dourados que emolduravam um rosto alvo iluminado por um par de olhos verde-esmeralda bastante expressivos e estrutura física bastante delicada e pequena, observava como de praxe o movimento das estrelas e a sua amada floresta. A quietude parecia já reinar no castelo e, mais uma vez, descalça, com um delicado e simples vestido de fina lã branca, Guinevere se envolveu no manto e saiu sorrateira pelos corredores, rumo ao pátio externo da escola. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho seguido era sempre o mesmo. Rumava em direção à floresta, onde iria se encontrar com a amiga de infância, que muito lhe ensinara mas que também fora o motivo de naquele momento, ela, conhecida zombeteiramente pelos colegas como Guinevere das Fadas, estar ali, reclusa no Castelo de Hogwarts, longe da família que tanto amava, sem sequer poder voltar para casa durante as férias, quando todos os demais encontravam o aconchego do seio familiar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhava em passos tão leves que mal podia se ver as pegadas dos pézinhos delicados da menina no chão. E tão rápidos que em poucos minutos, já estava adentrando a floresta. Abriu os lábios para chamar, mas como sempre, não precisou. Seren já aparecia diante de si, saída detrás de alguma árvore qualquer, onde antes não parecia haver sequer um pássaro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Demoraste esta noite, querida Gwen - dizia a pequena e bela criatura, de feições muito parecidas com as humanas, exceto pelo tamanho - não era anã, pois mantinha proporções físicas adquadas para um humano normal, porém não ultrapassava o tamanho de uma criança de seus 6 ou 7 anos. Tinha cabelos claros, de um loiro dourado e pálido, e olhos muito azuis. Ao contrário de Guinevere para quem os anos passaram e ela sofria aos poucos a metamorfose que transformava as meninas em moças, Seren sempre mantivera os mesmos traços, a mesma feição um tanto infantil, como se o tempo não existisse para ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estava contemplando a lua crescente. - disse a garota num sussuro discreto - A vista da janela do quarto é magnífica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas é claro que preferiste ver daqui, não? - riu Seren, enquanto dançava entre as folhas úmidas - Sei o quanto gostas deste lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É verdade... - respondeu a estudande foragida - Aqui me sinto em casa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E não vejo o semblante costumeiro em seus olhos. O que a incomoda, querida Gwen?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garota sorriu tristemente, como poucos já haviam presenciado, uma vez que sempre se mantinha altiva, discreta e quase sem emoções visíveis aos olhos de qualquer um. Sabia dissimular bem o que lhe ia no íntimo e mostrava aos outros o que queria. Mas ali, na floresta, ela era apenas Guinevere, a pequena filha de camponeses sem nenhum traço de magia no sangue, que abriram mão de sua companhia ainda criança para que ela fosse salva do fogo do inferno. Entregaram sua pequena filha aos cuidados de Rowena Ravenclaw, acreditando estar enviando a menina para um convento, de onde somente sairia quando o mal fosse eliminado por completo. Logo, quando todos voltavam de suas férias, Guinevere havia permanecido ali, no castelo, longe dos seus, pois o que fazia em Hogwarts era exatamente o contrário do que a &lt;em&gt;"enviada de Deus"&lt;/em&gt; prometera a Beatrice e Conrad, seus pais - ela aprendia tudo o que tanto desejara e o dito "mal" era cada vez mais evidente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Saudades, pequenina Seren, apenas saudades...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então vamos nos alegrar. A noite apesar de fria está propícia para mais uma brincadeira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tem razão, - concordou levantando-se num salto. - Minhas preciosas estão com você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sempre que desejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizendo isso, Seren sumiu atrás da mesma árvore onde havia surgido, retornando em seguida com um feixe de flexas envolto num saco de couro e um grande arco. Entregou-os à Guinevere, e num estalo de dedos, fez surgir algo brilhante como um vagalume, que se movia agilmente na escuridão da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Todo seu, Gwen. Pegue-o!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hoje você está definitivamente querendo me testar, não? - reclamava a garota já colocando uma flecha no arco em posição para atirar enquanto mirava o objeto brilhante correndo entre as árvores. - Mas pode apostar, eu vou acertar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorriu confiante e seguiu o minúsculo vagalume, que poucos minutos depois sumia na ponta de sua flecha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-114432263673761497?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/114432263673761497/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=114432263673761497' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114432263673761497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114432263673761497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2006/04/fada-da-noite.html' title='A Fada da Noite'/><author><name>Guinevere</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-114416875491633886</id><published>2006-04-04T09:39:00.000-07:00</published><updated>2006-04-04T09:39:14.930-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O começo da manhã se descortinava preguiçosamente nos vastos terrenos da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Os mornos raios de sol brilhavam por entre as folhas, seus feixes tal como pequenos pingentes de cristal lembravam aos que viviam ali que a magia estava em todos os cantos, até nas mais pequenas situações.&lt;br /&gt;Perdida em pensamentos como aqueles, uma jovem morena de olhos azul safira, e longos e encaracolados cabelos cor de azeviche, caminhava tranqüila em direção à orla da Floresta. Trazia no colo um enorme cesto, cheio de nabos, e murmurava, baixinho, uma canção, até que, repentinamente sentiu-se erguida e rodopiada em pleno ar. Involuntariamente deixou a cesta cair no chão, soltando um grito de susto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não precisas gritar, milady, sou apenas, eu seu mais dileto servo. - respondeu um rapaz, também moreno de olhos azuis.&lt;br /&gt;Embora essas semelhanças na aparência e o fato de terem sido criados na mesma casa fosse uma verdade, não havia laços sanguíneos que os unissem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Altair? Só poderia ser tu a me pregar uma peça dessas! - respondeu a moça, já no chão e recomposta do susto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz abriu um amplo sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Confesses, Hilde, que faço tua vida muito mais divertida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jovem donzela de Áquila fitou o rapaz, com olhos pretensamente sérios, embora um brilho de inconfessada diversão ondulasse no fundo do mar azul de suas orbes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não tens mesmo jeito, não é, Altair? Vejo até que já estais com o alaúde a tiracolo. Mal começou o dia e estais a dedicar-se a vagabundagem. Ou, como suspeito por suas olheiras e olhar embotado, fostes novamente com Sir Malvoisin e o jovem mestre Trocken para as tavernas de Hogsmeade, dedicarem à vinho, música e mulheres, e chegastes agora ao castelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mulheres é departamento exclusivo de Jake, Hilde. - respondeu o rapaz com um sorriso maroto a brincar-lhe nos lábios- Tu sabes que sou um artista adepto do amor sincero. Quero dedicar a minha vida a idolatrar uma única musa, a inspiração contínua de minhas canções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sei...- respondeu a grifinória, ajoelhando-se para recolher os nabos que haviam caído no chão. - Sabes, Altair, tu és um nobre, deverias se portar como tal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz também ajoelhou-se, ajudando a cunhada a colocar na cesta os vegetais que haviam caído graças à brincadeira dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tu não me levas a sério, Hilde. - disse ele, com uma pontada de melancolia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moça ergueu o rosto, fitando-o o rapaz com ternura e seriedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tu és que não levas a ti mesmo a sério, Altair. Conheço-te desde que éramos crianças, crescemos juntos depois que seus pais caridosamente me acolheram, e sei que és muito mais do que essa máscara de jocosidade que gostas de usar.  Os tempos são difíceis, e teu pai necessita de ti enquanto meu senhor Arcturus, teu irmão, se encontra na guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O moreno levantou-se, irritado, passando os dedos por entre a vasta cabeleira escura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É isso que eu sou, não? Uma sombra de Arcturus...Um mero substituto enquanto o meu tão valoroso irmão está ausente. Por vezes, desejo que ele nunca retorne das Cruzadas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não diga isso! - Hilde gritou, levantando de imediato - Nunca mais repita isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Altair fitou a moça pequena que estava à sua frente, olhos marejados, apertando com força as unhas contra as palmas das mãos. Hildegard sempre aparentava ser uma fortaleza inabalável, por isso, muitas vezes ele se esquecia do quão frágil na verdade ela era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Desculpe, Hilde. - disse ele, tomando as mãos dela entre as suas - Eu não queria te magoar...Embora realmente não entenda tamanha consideração de sua parte para com meu irmão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Disseste tudo, Altair, ele é teu irmão, e &lt;b&gt;meu noivo&lt;/b&gt;. - respondeu a moça, soltando-se do rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mas tu não o amas, sei disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hilde balançou a cabeça. Por vezes era difícil acreditar que Altair era apenas um ano mais velho que ela, tamanha a inocência que ele às vezes revelava frente as verdades do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Casamento e amor são a mesma coisa apenas para sonhadores como você. E Arcturus é um bom homem. Pela honra de meus falecidos pais e pela honra de vossos pais que me acolheram com tanto afeto, pretendo ser uma boa esposa para teu irmão. È a coisa certa a se fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-È por causa dessas tuas afirmações, que por vezes acho que deverias estar na Corvinal! Ès racional demais, minha cara. E sabes, Hilde, Arcturus não é esse primor de pessoa que tu e meus pais acreditam, e não venhas me dizer que digo isso por mero ciúmes fraternal. Olha, - disse o rapaz, deixando um suspiro resignado escapar-lhe por entre os lábios - não vou mais discutir contigo sobre isso. Não adianta e apenas te faz ficar infeliz. E a última coisa que quero em minha vida é te ver infeliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu não estou infeliz, Altair. Tu sabes o quanto gosto de ti, apenas queria que encontrasses um rumo na vida, apenas isso. Estimo-o muito e tudo que desejo é a tua felicidade. - respondeu a morena enquanto abaixava-se para pegar o cesto já cheio que estava pousando no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Deixe que eu leve para ti - Altair se prontificou, tomando o cesto das mãos de Hildegard. - Estais indo para onde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Para a cabana da Floresta, visitar mestre Gutts, nosso guarda-caças, e também Tia Esmer, a esposa dele. - respondeu a moça.- Bem, na verdade, quero mesmo conversar com Tia Esmer, ela ficou de me ensinar a fazer algumas infusões de ervas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Deixe Lord Goddric saber que tu estais a aprender poções com uma leiga. - respondeu o rapaz, rindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Se ele fosse um pouco mais tolerante com as donzelas nas classes dele, eu não precisaria recorrer a Tia Esmer. Além disso, ela sabe coisas do "magia do povo" que nenhum dos intelectuais do castelo sequer ousa admitir existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Cadê? Cadê? - Altair perguntava olhando por cima de Hilde - Onde foi parar minha doce e contida Lady Atwood, porque quem está do meu lado nesse momento é a sagaz Sharp Elric!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hildegard riu, batendo de leve no braço do rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Seu besta! - disse ela, mais relaxada, enlaçando o braço do rapaz, enquanto desciam os íngremes terrenos em direção à cabana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu íntimo, a morena sorria, satisfeita. A vida poderia ter lhe tomado os pais, e também o irmão mais velho, William, que desaparecera nas Cruzadas, mas lhe dera de presente Altair, com quem crescera e dividira muitos momentos de felicidades e alegrias. Apesar daquele jeito irresponsável, sabia que poderia sempre contar com ele como seu porto seguro e sua fonte de alento. Seria eternamente grata, às fiandeiras do Destino por terem bordado o cunhado na malha de sua vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-114416875491633886?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/114416875491633886/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=114416875491633886' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114416875491633886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114416875491633886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2006/04/o-comeo-da-manh-se-descortinava.html' title=''/><author><name>artista</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-114281709853839401</id><published>2006-03-19T16:56:00.000-08:00</published><updated>2006-03-19T17:11:38.556-08:00</updated><title type='text'>Competição revigorante.</title><content type='html'>Charlie andava tranquilamente pelos corredores do castelo, ele descia para o estábulo onde James Goldeneye, o cocheiro o aguardava. Charles confiava em James, ele era quase tão novo quanto ele, mas assim como o grifinório adorava os animais. Porém algo fofo e macio o impediu de prosseguir, eram as várias saias seguidas da lufa-lufana Mira Barlow, que seguia pelo corredor em direção contrária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Desculpe.&lt;/strong&gt; - Ela disse numa reverência forçada, como odiava realizar esses exageros. - &lt;strong&gt;Senhor... Me desculpe, novamente, senhor, mas desconheço seu nome.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Charles Trocken.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Desculpe senhor Charles.&lt;/strong&gt; - Porém o garoto se abaixou, fazendo suas vestes de cavalaria roçarem por cima do calcanhar e ajudou a moça a guardar os pertences.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Não é necessária toda essa pompa de "Senhor". Me chame apenas de Charlie, senhorita...?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Barlow, Mira Barlow. Prazer. Não queria ter te interrompido, só estava a caminho do estábulo. Não quero atrapalhar-te.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Nenhum incomodo... Estava divagando, de qualquer forma, precisava de um impulso para voltar à realidade.&lt;/em&gt; - E ele sorriu forçado, sua piada tinha sido horrível e ainda assim a menina sorria calorosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Cavalga também? Se desejar companhia e eu não for atrapalhar-te, será bom ter companhia.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Oh, adoraria. Na verdade, eu ia treinar para a competição, correr mesmo. Mas posso abrir uma excessão e apenas sair para dar uma volta. O tempo está agradável.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira sorriu, provavelmente ele achou que estava indo para o estábulo a passeio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Se quiser podemos correr, também irei competir. Podemos assim dar uma boa canseira aos nossos cavalos.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se sentiu surpreso, tanto que quase deixou os pertences da moça, que segurava, cairem no chão. Como pode tão grande contraste? É tão obediente e submissa, porém corre com cavalos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Claro, por que não?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois desceram até o estábulo e lá Mira andou em direção a sala onde ficavam guardadas as selas feminas. Acostumada a arrumar seu cavalo sozinha, ela não reparou que o rapaz ficou a observar enquanto encolhia magicamente seus pertences. O grifinório estava curioso em relação a garota a sua frente. Sentindo-se observada, Mira percebeu que deveria ter perguntado ao rapaz antes se precisava de algo. Virou-se para ele que continuava parado e andou em sua direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Você deseja que eu o auxilie em algo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Não eu... Nada demais. Deixa que eu arrumo seu cavalo. Onde está?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Charlie pegou uma sela feminina e foi andando ao lado de Mira até ela parar mostrando Scadufax. Ele ficou impressionado com a beleza do corcel branco a sua frente. Não era um cavalo comum, podia sentir isso. Andou em direção ao cavalo para colocar a sela, mas foi segurado pela ruiva ao lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Espera eu ir primeiro ou ele pode estranhar e te atacar.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mira andou até seu cavalo e chamou Charlie logo depois. Enquanto colocava a sela, ele aproveitou para perguntar sobre o cavalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Ele é diferente, não é? É mágico?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Sinceramente eu não sei. Mas somente a mim obedece, não conheço uma pessoa que tenha conseguido montá-lo sem que eu deixasse.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Estás brincando, certo?&lt;/em&gt; - Os olhos de Charlie brilharam ao ver um desafio a sua frente. - &lt;em&gt;Alguma outra pessoa já andou nele?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Meu tio desistiu na terceira vez que foi derrubado.&lt;/strong&gt; - Mira sorriu ao lembrar da cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achando que ainda era cedo para pedir para usar a montaria da garota, Charlie decidiu guardar sua idéia para mais tarde e foi até seu cavalo prepará-lo para montar. O grifinório não percebeu que perdera um pouco de tempo conversando com seu cavalo e deixara a lufana o esperando.&lt;br /&gt;Ao sair do estábulo percebeu que Mira já estava montada e aguardava por ele, parada e quieta.&lt;br /&gt;Antes de se unir a garota, Charles cumprimentou James Goldeneye com um aceno e fez pose por cima do cabelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Ok, vamos até à pista? Ou já começaremos correndo até lá?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;O que preferir.&lt;/strong&gt; - Os olhos de Mira brilhavam para correr, mas aguardava ele escolher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Nós podemos começar...&lt;/em&gt; - Ele contava mentalmente enquanto piscava para a menina indicando que começaria agora a corrida: 1...2...3... - &lt;em&gt;Já!&lt;/em&gt; - E saiu em disparada, com uma pequena vantagem em relação à Scadufax.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em momentos de competições, Mira esquecia sua criação e competia como igual. O objetivo era ganhar e se esforçaria para isso. Indo logo atrás de Charles, Scadufax aumentou a velocidade conforme sua dona inclinava o corpo lhe dando aerodinâmica. Para a surpresa do grifinório ele logo viu que a garota estava ao seu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ok, ela é uma dama, bem bonitinha e educada, mas eu não posso me dar ao luxo de perder uma competição contra essa moça.", porém Scadufax já estava a sua frente e poucos metros os distanciavam do ponto de chegada. "Vamos, Norwick! Você vence esse cavalo com nome estranho!" E assim foi, por uma cabeça de diferença, Norwick e Charles venceram a competição até a pista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Foi um bom aquecimento. Você cavalga muito bem e seu cavalo é muito bom. Qual a raça?&lt;/strong&gt; - Mira amaldiçoava silenciosamente a droga da sela feminina que era obrigada a usar. Sabia que se pudesse não usar sela alguma ganharia do rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;É um etoniano e corres muita bem, senhorita Mira. Aposto que ficará em segundo na competição.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Segundo?&lt;/strong&gt; - Mira tentou disfarçar sua vontade de rir ao ouvir aquilo do garoto. Homens eram tão pretensiosos. - &lt;strong&gt;Mais uma corrida aqui na pista?&lt;/strong&gt; - Ela o faria engolir o que acabara de falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sorriu charmoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;em&gt;Só se for agora.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Assim seja! Preparado?&lt;/strong&gt; - Mira esperou ele emparelhar com o cavalo e reparou como ele sorria para ela. - &lt;strong&gt;Já&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois pareciam não notar o vento ao redor, apenas a energia que rodeava o orgulho comum aos dois e a vontade de ganhar essa pequena competição que nada valia. Corriam quase lado a lado e Mira parecia ignorar a cela feminina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Aha!&lt;/strong&gt; - Ela não agüentou e comemorou. - &lt;strong&gt;Por um nariz! O senhor corre bem, Charles.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ele sorriu forçado e riu do mesmo jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Assim é a vida, senhorita.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Será um grande prazer competir com o senhor no torneio e agradeço o aquecimento, vejo que preciso praticar mais.&lt;/strong&gt; - A lufana sabia que tinha atingido o ego do rapaz e quis amenizar a situação. - &lt;strong&gt;Andemos agora pelo prazer de ver a paisagem?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Proposta irrecusável!&lt;/em&gt; - E dali os dois retornaram ao estábulo a galopes lentos, conversando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-114281709853839401?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/114281709853839401/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=114281709853839401' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114281709853839401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114281709853839401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2006/03/competio-revigorante.html' title='Competição revigorante.'/><author><name>Charles Trocken</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-114252442842242539</id><published>2006-03-16T07:48:00.000-08:00</published><updated>2006-03-17T08:28:10.740-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hildegard Atwood, sentada sob a agradável sombra de uma faia próxima ao lago cristalino que banhava os terrenos da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, bordava com delicadeza ímpar uma capa de viagem. Para quem observasse à distância a jovem morena de belos olhos azuis, julgaria que ela estava acompanhada somente de seus próprios pensamentos, porém, se olhasse com mais atenção, perceberia que uma figura mexia-se nos galhos da árvore acima dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hilde, estou lhe dizendo, Lady Hostilia está com ânsias de assassinar-nos. Como ela pretende que respiremos se irá nos obrigar a usar aqueles corpetes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob a faia, a grifinória riu, não desviando o olhar de seu bordado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estás exagerando. E, por favor, desça dessa árvore, do contrário serei tida como louca se for vista falando sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os galhos movimentaram-se mais uma vez e no outro instante uma garota saltou, pousando como um gato sobre o gramado, ao lado de Hildegard, e tirando os fios de cabelos que estavam encobrindo sua face.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pronto. Satisfeita agora, Lady Atwood?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hilde riu serenamente, fitando o rosto de sua amiga de infância, Rosette Elric. Nem sabia contar ao certo há quantos anos conhecia a sonserina de olhos ambarinos, mas sabia que ela estivera presente na maior parte de sua vida. Seu falecido pai, Sir Henry Atwood, mantinha relações comerciais e amistosas entre o ducado de Áquila e o feudo de Lord Audrey Elric. E, mesmo após a morte do casal Atwood, o tutor e futuro sogro de Hilde, Abelard Blackwell, dera continuidade aos negócios, permitindo assim que as garotas mantivessem contato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosette deitou-se na grama, apoiando a cabeça sobre os braços dobrados e fitando o céu através dos galhos da faia. Era um domingo agradável após a primeira semana de aulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sharp, irá sujar seu vestido se ficar deitada aí. - Hilde advertiu, chamando a amiga pelo apelido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sonserina apenas deu de ombros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os criados podem lavá-lo depois. - ela então virou-se de lado, levantando o rosto e apoiando a bochecha em uma das mãos para fitar a outra moça - Mas você ainda não me contou como foi o seu recesso de veraneio... Teve muitos momentos românticos ao lado do seu noivo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hilde não se deu ao trabalho de desviar os olhos do bordado, assim não pôde ver o sorriso maroto no rosto de sua amiga, e simplesmente respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você sabe que o Arcturus está nas Cruzadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas eu estou falando do Altair. - foi a réplica imediata de Rosette.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grifinória desviou o rosto para a amiga com uma expressão de consternamento e surpresa. Ao ver o sorriso de provocação nos lábios da morena de cabelos lisos, Hilde corou levemente e, abaixando o rosto, ela disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Altair é um bom moço, Rosette. Fomos criados como irmãos e assim devemos nos manter. E é assim que gosto. Além disso, você sabe que minhas obrigações são para com o meu futuro marido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosette suspirou, sentando no gramado e movendo-se para mais perto da amiga. Apoiou as costas no largo tronco da faia, assim como fazia a moça de olhos azuis, e passou um braço sobre os ombros dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigações não trazem felicidade para ninguém, Hilde. Pare de exigir tanto de si mesma, você não tem que dar exemplo de perfeição o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hildegard soltou a capa e a agulha que usava para fazer seu bordado e abraçou a sonserina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nem todas temos a sorte que você tem, Sharp, de ter um pai que permite ser senhora de seu destino. Somos mulheres, nossos destinos são traçados por nossos senhores. Mas não chega a ser um fardo para mim. Faço isso por consideração aos meus sogros que me acolheram como filha, e por meus pais, honrando o compromisso que foi firmado por eles, antes de serem mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expressão no rosto de Rosette suavizou-se e ela afagou levemente os cabelos anelados da outra jovem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não fale desse jeito, você sabe que não é bem assim... Meu pai apenas permite que eu pratique montaria e outras atividades masculinas para que eu concorde sem reclamar em posar de boa moça diante de quem ele quiser. Trata-se de uma troca equivalente... Lord Elric não é esse homem bondoso e compreensivo que você pinta, e sim apenas um brilhante estrategista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio reinou entre elas por alguns segundos, ambas percebendo que eram igualmente subordinadas às decisões de seus senhores, apenas de formas um pouco diferentes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora pare com isso, Hilde. Sabe que eu não suporto quando você começa com esses sentimentalismos. - disse Rosette, quebrando o silêncio e separando-se daquele abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hildegard encarou o rosto da sonserina e não pôde evitar o riso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- És verdadeiramente estranha, minha amiga. Por isso gosto tanto de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosette arqueou as sobrancelhas, pensando para si que aquela resposta de Hilde sim é que era estranha. Então meneou a cabeça e deitou-se novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Às vezes penso que você deveria tomar juízo e se casar. Seu pai precisa de um herdeiro para continuar administrando o legado dele. - começou a grifinória, retomando seu bordado - Seria perfeito se você e o Altair ficassem juntos, isso sim. Ele é tão louco e inconseqüente quanto você. E seria ótimo se fossemos concunhadas. Seriamos uma única família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora foi a vez da filha de Lord Elric arregalar seus olhos ambarinos em surpresa. Ela e Altair Blackwell, juntos? Aí estava algo em que jamais havia pensado antes. Rosette franziu a testa, formando em sua mente a imagem do futuro cunhado de Hilde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Talvez... Altair é um rapaz muito bem apessoado. Se o meu pai quisesse, eu acho que não me importaria em me casar com ele. - ela respondeu após alguns instantes de consideração - Mas creio que seja exatamente como a minha avó diz: homem algum estará disposto a continuar casado comigo depois que me conhecer melhor. - a sonserina terminou sua fala entre risos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hilde, esquecendo mais uma vez do bordado, aproximou-se da amiga para encarar o rosto deitado na grama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já disse que Altair é louco como você, e creio que dois loucos se compreendem muito bem. - ela insistiu - A não ser que você tenha outro louco em mente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosette fechou os olhos deu uma curta gargalhada, como alguém que ri diante da própria desgraça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, Hilde, justamente por não ser um louco é que ele não quer nada comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante dessa resposta a grifinória hesitou e mordeu levemente os lábios, reconhecendo que talvez tivesse ido um pouco longe demais em seu comentário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpe-me se a conversa chegou a esse ponto. Não queria te deixar melancólica... Se preferir, podemos mudar de tópico. Que tal tratarmos das aulas de duelos que prometeu retomar assim que pudesse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra moça abriu seus olhos cor de âmbar, tendo um sorriso sereno no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pare com essas besteiras, esse assunto não me deixa melancólica. Já lhe disse que é só algo à toa. Você é quem se preocupa demais, Hildegard. - ela então levantou o corpo do solo para ficar sentada - E quanto às aulas, achei que fosse desistir depois da última derrota vergonhosa que eu lhe submeti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hilde meneou a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só desisto no dia em que me equiparar a você. Afinal, faço isso por necessidade. Não quero ser uma dama incapaz de se proteger como minha mãe foi um dia. Essa é a única "rebeldia" a que me permito e você sabe o quanto é importante para mim. - a grifinória abriu um pequeno sorriso - Bem, e devo admitir que a arte da peleja é deveras divertida, afinal de contas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Arte da peleja? Como és poética, minha cara amiga. Pois na batalha não há lugar para poesia. - disse Rosette, usando uma pontada de ironia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jovem Atwood sorriu de lado, com um brilho divertido nos olhos azuis, antes de responder:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se minha cara mestra assim o diz, então assim acatarei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após um suspiro resignado a sonserina levantou-se, limpando a poeira do vestido enquanto falava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Juro por Lord Slytherin que só continuarei com essas aulas porque realmente lhe estimo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo o exemplo de Rosette, a outra moça também levantou-se, recolhendo a capa e seus instrumentos de bordado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E já sabe o quanto lhe sou grata por isso... Fica bom para você começarmos daqui umas duas semanas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode ser, mas depois combinamos o horário. - Rosette enlaçou o braço da amiga, fazendo-a começar a andar consigo na direção do castelo - Agora vamos, acho que ouvi o sino do almoço tocar e estou realmente faminta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É melhor maneirar, Sharp, ou Lady Hostilia terá que usar um corpete mais apertado em você. - a grifinória a provocou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ora, fique quieta! Você é quem tem um noivo para o qual se embelezar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, entre risos descontraídos, as duas jovens traçaram seu caminho até o interior do salão principal de Hogwarts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://img211.imageshack.us/img211/8108/hildesharptree1fd.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Escrito por Sharp e Hilde.&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-114252442842242539?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/114252442842242539/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=114252442842242539' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114252442842242539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114252442842242539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2006/03/hildegard-atwood-sentada-sob-agradvel.html' title=''/><author><name>Rosette L. Elric</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-114202705545257990</id><published>2006-03-10T13:43:00.000-08:00</published><updated>2006-03-10T13:44:15.470-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O ar batendo em suas asas, o som do vento cortante, os campos verdes retalhados por fios d'água cristalinos, o sol rebrilhando na linha do horizonte, os sinos repicando, anunciando o início das aulas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Sinos... Aulas...&lt;/i&gt; De muito longe, na mente acinzentada do falcão, ela percebeu que já era hora de voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O falcão planou calmamente, voltando-se para a silhueta do castelo. Alguns garotos já estavam nos gramados, exercitando-se com seus cavalos. As vozes dos intrutores alteavam-se lá embaixo, trazidas pela brisa. O dia começava em Hogwarts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem perder tempo em observar aquilo, ele subiu ao longo de uma das torres principais, penetrando pela janela aberta de um dormitório. O quarto estava quase vazio, exceto por uma garota que ainda ressonava tranqüilamente em sua cama. Os cabelos negros caíam em cachos, contrastando com os lençóis imaculadamente brancos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rashid - pois esse era o nome do falcão - pousou suavemente na cabeceira da jovem, fechando as garras ao redor do metal, fazendo ecoar um longo rangido. Um suspiro escapou dos lábios da garota. De repente, o mundo dela voltara a perder as cores e contornos. Estava tudo escuro...&lt;br /&gt;Ela abriu os olhos devagar, olhos verdes e opacos, que há muito não enxergavam o mundo. Por alguns instantes, permaneceu deitada, tentando controlar a vontade de cravar as garras - que não mais possuía - em algo tenro e suave, muito provavelmente ainda vivo. Quando afinal seus instintos humanos se sobrepuseram às reações do Empréstimo, ela se sentou na cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rashid? - chamou com a voz fraca, estendendo a mão para onde se lembrava de ter pousado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ave respondeu com um gorgolejo rouco, abaixando a cabeça emplumada na direção dos dedos abertos da moça. Ela acariciou o falcão de leve, ao mesmo tempo em que procurava com as pontas dos pés as sandálias de pano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lailah?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morena se levantou ao ouvir a voz abafada de uma das colegas. Provavelmente, a porta estava fechada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu já levantei, Hilde, obrigada. - Lailah respondeu, começando a tatear as paredes ásperas de pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os passos de Hilde se afastaram e a morena sorriu carinhosamente, enquanto caminhava para o aposento contíguo, voltando a tatear até encontrar a bacia de porcelana onde poderia lavar o rosto. Apesar do sangue nobre, Hilde jamais destratara qualquer uma das colegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas tinham se aproximado pouco tempo depois da própria Lailah ter chegado a Hogwarts. A outra moça fora designada para ser sua tutora, afinal, uma pessoa cega não podia ser solta no meio de um castelo permeado por magia... Quem sabe em que dimensão ela não poderia se perder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sorrindo, Lailah se vestiu. Cinco anos entre as paredes de Hogwarts, entretanto, tinham-na feito conhecer bem demais aquele lugar. Amava o castelo e amava sua vida ali dentro.&lt;br /&gt;O falcão observou sua dona terminar de aprontar-se e seguir a passos firmes para a porta, desviando de todos os obstáculos em seu caminho. Ele voltaria a vê-la de noite. Rashid saudou Lailah com um som agudo, abrindo a asas e escapando pela janela para o céu azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Até mais tarde, Rashid. - ela murmurou, também deixando o aposento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Escrito por Lailah&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-114202705545257990?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/114202705545257990/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=114202705545257990' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114202705545257990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114202705545257990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2006/03/o-ar-batendo-em-suas-asas-o-som-do.html' title=''/><author><name>artista</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-114187516189707635</id><published>2006-03-08T19:30:00.000-08:00</published><updated>2006-03-08T19:44:38.526-08:00</updated><title type='text'>A Donzela de Áquila: Brumas do Passados</title><content type='html'>Os olhos azuis da garotinha refletiam na superfície dourada da jóia. Deitada na cama dos pais, a menina fitava, encantada, o colar de ouro que o pai dera para a mãe naquela manhã. Hildegard sabia que não deveria estar ali, mexendo nos pertences da mãe, mas não conseguia evitar. Lady Cordelia tinha coisas tão bonitas, e por mais que fechasse o cenho com as incursões constantes da menina em seus aposentos, a senhora do castelo dificilmente conseguia ficar verdadeiramente zangada com a filha caçula. Entretida em admirar o colar, Hilde mal percebeu a mãe entrar, exasperada, quarto adentro, fechando a pesada porta do recinto atrás de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Graças ao piedoso Merlim, tu estás aqui, Hilde. - disse a senhora, uma bela morena de olhos castanhos, que apesar dos anos e de dois filhos, ainda conservava a beleza dos seus tempos de mocidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dama correu para junto da menina, segurando pelos ombros.Uma expressão de pânico e urgência podia ser lida em cada uma das linhas de seu rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que foi, mamãe? - perguntou a garotinha, visivelmente assustada com o transtorno da mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não há tempo para explicações, querida, apenas faça o que eu disser - respondeu a senhora, tentando passar para a filha uma tranqüilidade que certamente não sentia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mas... - a menina ainda tentou argüir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nada de mas, Hildegard - cortou Lady Cordelia com severidade - Quero que se esconda debaixo da cama. E aconteça o que acontecer, não saia, nem grite. Você promete?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina de oitos anos apenas assentiu. Em um último momento, antes de empurrar a filha para debaixo da cama de casal, Cordelia abraçou Hildegard com força, sussurrando em seu ouvido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Lembre-se que papai e mamãe te amam e sempre vão te amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal a menina se viu protegida pela escuridão que reinava sob o leito dos pais, a porta do quarto explodiu em centenas de pedaços. O grito de sua mãe foi abafado pelo barulho da explosão. Hildegard conseguiu ver o pai levantar-se, com esforço, do chão. Seus braços e pernas tinham marcas profundas e rubras, das quais minavam filetes de sangue. Pareceu-lhe que havia três ou mais homens no aposento, além do duque e da duquesa de Áquila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Quem são vocês? O que querem? Como entraram aqui? - a voz rouca de Sir Henry fez-se ecoar pelo lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora Hilde não pudesse ver, seu pai estava de pé, cambaleante, empunhando a espada contra os invasores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Isso não vem ao caso, milorde - respondeu o mais alto e forte dos homens, e supostamente seu líder. - A única coisa que precisas saber é que estás prestes a morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lady Cordelia apenas observava, em mudo estupor, enquanto seu marido avançava, ensandecido, contra os assassinos que violaram a paz de seu lar. Tudo o que Hilde podia ver debaixo da cama era o jogo de pernas advinda da luta, até que o corpo de seu pai caiu, pesado, no chão. Seus olhos outrora azuis e brilhantes como os da filha agora encaravam opacos e sem vida a garotinha escondida. Um líquido estranho e viscoso saia, em profusão, do enorme talho que fora aberto na garganta de Sir Henry. Hildegard tapou os lábios com ambas as mãos, impedindo-se de gritar, mas não conseguiu refrear as lágrimas mornas que escorriam pelo seu rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Agora, milady, vamos cuidar de vossa senhoria - disse o líder dos assassinos, voltando sua atenção para a senhora do castelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Se afastem. Se afastem... - falou a duquesa, apontando a varinha em direção dos invasores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três homens riram em visível desdém ante a pálida tentativa da mulher em se defender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O que vais fazer, milady? Consertar os rasgos de nossas vestes? Mulheres não sabem duelar, nem com espadas, tampouco com varinhas. Expelliarmus! - gritou o invasor, sacando a própria varinha da bainha mais curta que trazia atada á cintura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher foi arremessada violentamente sobre a cama. O líder dos assassinos aproximou-se com pesados passos em direção ao leito. Hildegard sentiu a cama curva-se ante o peso do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;shy;-Ès uma dama muito bela, milady, apesar de o viço da juventude começar a escapar de seu rosto. - falou o homem, enquanto beijava o alvo pescoço da duquesa, que não conseguiu refrear uma onda de asco a percorrer-lhe o corpo. - Seria deveras prazeroso aproveitar de vossos favores antes de mata-la, mas tens sorte de meu senhor ter pressa na finalização do serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cordelia nada respondeu, apenas encarou os olhos frios de seu assassino agradecendo aos céus por eles não terem encontrado a sua menininha. Não poderia salvar a criança que trazia dentro de suas entranhas, mas pelo menos Hilde escaparia ilesa. O homem ergueu sua espada no ar, fincando-a com força no ventre da mulher. Hilde fechou os olhos ao sentir o som da lâmina rente ao seu ouvido, fincado-se no chão. Mas continuou calada, prometera à mãe que não gritaria. A menina apenas abriu os olhos quando escutou novos passos vindos do lado de fora do aposento se aproximando. As botas negras pararam em frente ao líder dos matadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Está feito, meu senhor, conforme ordenaste. - disse o assassino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Excelente! - uma voz fria e serena começou a se pronunciar. - E conforme o combinado, aqui está o pagamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pesada sacola de moedas caiu no chão. O recém-chegado abaixou-se em reflexo para apanha-la. Hildegard segurou a respiração ante a proximidade do mandante da morte de seus pais. Ela notou que havia uma marca, um sinal, uma tatuagem talvez, na altura do punho do homem... Mas os olhos marejados embaçaram a figura, que se tornou indistinta e borrada. A menininha cerrou os olhos azuis, adormecendo em seguida, deixando, por fim, que a doce escuridão a livrasse de toda dor que sentia no momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;********&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moça levantou-se, ofegante, em sua cama de dossel. Inconscientemente passou a mão pelo rosto, temendo ver novamente o escarlate do sangue de sua mãe a tingir-lhe os dedos e a face, mas era apenas o seu suor. Ela não era mais a garotinha de oito anos escondida sob o leito dos pais. Era uma jovem donzela e estava em seus aposentos em Hogwarts. Hildegard levantou-se silenciosamente de sua cama. Suas companheiras de aposento ressonavam tranqüilas em suas camas, desfrutando o sono dos justos. Sono do qual ela não mais compartilhava. Não conseguiria mais dormir depois do sonho que tivera. Não era a recorrência da visão da morte dos pais que a incomodava. Reviver aquele momento era seu fardo até o dia em que tivesse meios de tranqüilizar as inquietas almas de seus pais no além-mundo. O que realmente incomodava a jovem dama era o fato de nunca conseguir ver com nitidez a marca na mão daquele que ordenara o massacre dos senhores do ducado de Áquila. Aquela marca era a chave de todo o mistério, não apenas para desvendar quem planejara o assassinato, mas, sobretudo, as vis razões que o motivaram. Não havia o que ela pudesse fazer agora, e Hildegard aprendera desde cedo que se lamentar não traria sossego para os tormentos de seu coração. Decidiu, portanto, levantar-se ao vislumbrar os primeiros raios de sol que cruzavam tímidos pelas frestas das janelas da torre. A moça trançou seus longos e negros cabelos, vestiu a túnica vermelha que separara na noite anterior para os trabalhos do dia, e, puxando o cesto de costuras que guardava sob o leito, desceu para a sala comunal. Poderia cerzir algumas roupas até chegar a hora das primeiras tarefas matinais em que todos os aprendizes eram submetidos diariamente pelos mestres feiticeiros do castelo. A passos suaves, quase felinos, a moça desceu as escadas, acomodando-se na cadeira de espaldar alto, próxima da lareira, na sala deserta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tudo, Hilde sentia-se feliz em Hogwarts. Ainda lembrava-se com nitidez do dia em que Lady Ravenclaw e Lord Gryffindor visitaram o feudo de seus tutores e futuros sogros, os Blackwell, que caridosamente acolheram Hildegard após a morte de seus pais e desaparecimento do irmão mais velho nas Cruzadas Bruxas contra o vizir Iznogud. Lady Constance Blackwell ficara em polvorosa ante a chegada de tão valorosos magos e mandara trazer para o banquete os melhores carneiros salgados que havia na despensa, e mandara também esquentar e colocar nas mais finas jarras que possuíam vinho e cerveja da melhor colheita que tiveram nos últimos dez anos. Hilde escondera-se, tímida, atrás de uma das pilastras do amplo salão de banquete do castelo. Lembrava-se de Altair, seu futuro cunhado, estar ao seu lado, também curioso sobre os assuntos dos quais os adultos tratavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sei que vosso filho mais velho já foi enviado para as Cruzadas, mas penses nisso como uma oportunidade para preparar melhor tanto vosso caçula quanto vossa protegida.- dizia Gryffindor com uma voz imponente e ressonante que muito se assemelhava ao rugido de um leão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Com todo o respeito, Sir Godric, mas não vejo como enviar Altair e Hildegard para sua "escola" vai realmente ajuda-los. Meu título e terras serão herdados por Arcturus, e resta ao meu caçula decidir seu destino como guerreiro ou estudioso,ou se vais desposar a filha de algum senhor e se tornar senhor das terras dela ou participar de justas e torneios pela imensidão de nossa ilha. Ele ainda é criança, e não vejo pressa em traçar seus passos futuros. Já à pequena Hilde, basta-lhe que apenas se torne uma boa e obediente esposa para Arcturus, quando este retornar, e isto minha senhora Constance já está a lhe ensinar. Além disso, o que realmente trará de bom para as minhas crianças conviver com mestiços, camponeses e bárbaros estrangeiros como soube que aceitam em vosso estabelecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Me perdoe a ousadia de tomar a palavra, Lord Blackwell - começou Lady Rowena - Há muito se foi o tempo em que os nascidos sem-magia e nós convivíamos pacificamente lado a lado. Somos poucos se comparados a eles. E tempos sombrios se descortinam diante de nós. Não apenas pelos incidentes que ocorrem nas terras dos djins, mas sobretudo porque o medo e a supertição toma conta dos corações dos trouxas. Se não nos unirmos, milorde, estaremos em perigo mais cedo ou mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a garotinha de quase onze anos, aqueles dois nobres feiticeiros conversando com seu tutor pareciam-lhes gigantes, e ela tomou, para si, de coração, a primeira e talvez mais importante lição que Lady Rowena Ravenclaw lhe transmitira: eles não eram camponeses ou nobres, eram, antes de tudo, bruxos, e a magia os unia e os tornava iguais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morena foi tirada de seus devaneios pelo soar do sino do castelo, convocando todos os aprendizes para a primeira refeição do dia, que se seguiria dos afazeres e ensinamentos. Pousou a cesta de costura ao lado da cadeira. E, ajeitando as vestes com o devido esmero que se esperava de uma nobre donzela, dirigiu-se novamente para o dormitório. Precisava acordar Lailah antes de se dirigir para o salão principal.Começava assim, para Hildegard Atwood, mais um dia na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-114187516189707635?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/114187516189707635/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=114187516189707635' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114187516189707635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114187516189707635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2006/03/donzela-de-quila-brumas-do-passados.html' title='A Donzela de Áquila: Brumas do Passados'/><author><name>artista</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-114156608636949561</id><published>2006-03-05T05:20:00.000-08:00</published><updated>2006-03-05T05:41:26.386-08:00</updated><title type='text'>Se por ti em pétalas me despedaço...</title><content type='html'>Charles apanhou sobre a estante um pergaminho em branco, um tinteiro preto de ferro e sua pena. Sentou-se levemente à escrivaninha, arrumou a cadeira revestida de veludo vermelho, ajeitando-a a uma melhor posição e puxou a única vela do quarto para si. A sala de cores quentes e enérgicas agora estava escura, com alguns pontos de luz, onde a chama da vela quisesse porventura iluminar. Pegou a pena, molhou-a na tinta escura e com ela tocou o pergaminho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Se por ti, em pétalas me despedaço,&lt;br /&gt;Por ti, hei de me reerguer.&lt;br /&gt;Se outrora agi em descompasso,&lt;br /&gt;Agora tudo há de equivaler.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Porém um risco cortou a folha quando Charlie ouviu um pequeno sussurro por trás da porta... Bobagem! Estava sozinho no quarto masculino de seu ano, na torre da Grifinória, e o salão comum da Família, abaixo alguns andares, não possuía acústica tão surpreendente para se fazer ouvir naquele ambiente. Amassou o tal pergaminho, o jogou em um balde ao seu lado e pegou outro sobre a estante. Grande idéia a da sra. Ariadne Nellian, afinal, possuíam dever o suficiente para ter um estoque de folhas de pergaminhos em seus devidos quartos. Sentou-se à escrivaninha novamente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Se por ti, em pétalas me despedaço,&lt;br /&gt;Por ti, hei de me reerguer.&lt;br /&gt;Se outrora agi em descompasso,&lt;br /&gt;Agora tudo há de equivaler&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tanto o bem malfeito,&lt;br /&gt;E o mal que é imperfeito,&lt;br /&gt;Ambos têm a mesma procedência,&lt;br /&gt;Ambos vêm de tu, minha extrema beleza.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Charles pousou, então, a pena sobre a madeira fria. Tomou o pergaminho em mãos com brutalidade, em contraste com a delicadeza das letras, conseqüência dos apenas 4 anos que se passaram desde que aprendera a ler e escrever. Arranjando uma posição melhor em frente à vela, Charles leu e releu o seu texto e então finalizou com uma careta de desgosto, amassou o papel e o jogou no balde ao seu lado, para fazer companhia ao outro pergaminho amassado e rasgado. "&lt;em&gt;É... Eu não levo jeito para essas coisas!"&lt;/em&gt;, assoprou a vela, inundando a sala em breu total, deu de ombros e abriu a porta para descer ao salão comunal. &lt;em&gt;"Como deseja fazer uma poesia de amor se não há ninguém em seu coração, Charlie Trocken? Ahn?".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Ah, por favor, Gween... só um beijinho, vai! - implorou um rapaz de olhos ligeiramente vesgos, aos pés de uma grifinória.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;_ Ah, Jake... você não aprende mesmo! - disse a menina e virou as costas para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jake soltou um longo e afetado suspiro, colocando as mãos no peito, o que ocasionou risos de todos que assistiam a cena. &lt;em&gt;"Qual é o problema dela?"&lt;/em&gt;, se perguntou ele, pensando que não era exatamente feio para ser rejeitado daquele jeito. Deu uma olhada em volta e viu Charlie chegando ao salão, com uma cara péssima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_  Me diz, que há com você, Charles Trocken?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ É só o tempo. - sorriu um sorriso falso. - Aparenta que vai chover, não ouviu nem sequer um ?a? do que a mestra Dina Ravenclaw disse sobre as nebulosas?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Elas dizem tudo sobre a o futuro do tempo meu caro, Trocken, tudo.&lt;/em&gt; - Ele riu após imitar a professora de ar etéreo. - Mas vejo que a Gween não cedeu aos seus cretinos encantos, Vesgo. Não sabe que a dama não é qualquer uma que se agarra contigo pelos cantos? Aliás.. Não sei como tolera esse comportamento inadmissível de uma mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_  Perdoar é divino, meu caro.... Divino! - assegurou Jake com uma voz falsamente eclesiástica - Eu tenho que treinar pra ser padre, lembra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Charles deu uma risada alta, e olhou bem para Vesgo, que permanecia com a cara mais séria o possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Nosso senhor Jesus não perdoou Maria Madalena? - continuou ele com a ladainha.&lt;br /&gt;          &lt;br /&gt;_O quê? Vai sugerir que os que nunca pecaram joguem pedras agora também, Vesgo? - Charles ainda se divertia com a falsa vocação eclesiástica do amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Ei, eu sou tão previsível assim, Charlie? - reclamou Vesgo colocando a mão na testa, como se preocupado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Charles foi até a mesa onde alguns alunos irritados com seus deveres malfeitos haviam amassado suas folhas assim como o garoto com suas poesias, pegou algumas bolas de pergaminho e começou a atirar no amigo enquanto sentia o diafragma contrair e doer de tanto rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Pois eu nunca pequei! ? declarou ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Nunca é, Charlie? Devo lembrar quando você conseguiu acertar a flecha de brinquedo na peruca do Reverendo Coston?! - relembrou rindo o rapaz, enquanto pegava bolinhas para revidar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Ah... - O garoto míope coçou a cabeça. - Você sabe que o que eu realmente queria acertar era o alvo... Mas a minha mira...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Éééééé, nós sabemos que sua mira é tão boa quanto a de uma toupeira, Charlie. - comentou Mary que se aproximava da dupla. - Eu ainda tenho a marca daquela flecha, LEMBRA?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Er... Acho que sim. Mas por sorte de vocês, esse ano só me inscrevi no torneio de cavalaria e de esgrima! - &lt;em&gt;"E minha também."&lt;/em&gt; Acrescentou em pensamentos.&lt;br /&gt;          &lt;br /&gt;_ Acho bom mesmo...eu me inscrevi em todos os torneios pra homens, e vou ganhar a maioria, com certeza. - falou o rapaz vesgo, estufando o peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Mas tem aquela menina, a Rosette. - lembrou Mary - Ela atira extremamente bem, você viu.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;_ É verdade, mas ela não sabe como brincar com alvos móveis. Eu vou propor uma vara de salgueiro, a uma distância de 75 metros, como alvo. Quero vê-la acertar - vangloriou-se Jake.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não falem grego, por favor. Apesar de que pelo meu conhecimento... Uma vara de salgueiro é um alvo imóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ VENTO, meu caro Charles...VENTO! - falou o Vesgo balançando a cabeça. - Temos que levá-lo em consideração. E é por isso que todas as suas flechas só vão parar nos lugares mais inapropriados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ E é por ISSO. Que você deveria prestar atenção nas aulas da Mestra Dina! &lt;em&gt;Nebulosas, meu caro Jake, elas influenciam o futuro do tempo.&lt;/em&gt; Assim você já saberia ontem, como vai ser o vento amanhã!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Eu não estou nem aí...eu sempre penso no vento antes de qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Bah, estou nem aí para os ventos, eu vou me retirar, com licença... Ver se os floretes estão limpos e com as pontas okay. Amanhã vou treinar e não quero ver nada fora dos conformes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Vai lá...eu tenho que arranjar algumas pessoas pra irem  buscar madeiras para flechas, comigo, o mais rápido possível... - suspirou Jake, pensando nessa tarefa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Charles subiu novamente para o dormitório observando Vesgo e Mary do lado de baixo. Mas vento, flechas, floretes e inclusive poemas de amor sumiram da sua cabeça... "&lt;em&gt;Charlie, Charlie... Não minta e diga que você nunca pecou. Seu pai sabe muito bem o que fizeste." &lt;/em&gt;&lt;em&gt;"Eu sei...eu sei."&lt;/em&gt;, pensou o rapaz e recostou-se num canto, admirando o quanto seu amigo poderia ser indiscreto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-114156608636949561?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/114156608636949561/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=114156608636949561' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114156608636949561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114156608636949561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2006/03/se-por-ti-em-ptalas-me-despedao.html' title='Se por ti em pétalas me despedaço...'/><author><name>Charles Trocken</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-114148872900194681</id><published>2006-03-04T07:28:00.000-08:00</published><updated>2006-03-04T08:52:19.296-08:00</updated><title type='text'>Uma lição de arco e flecha.</title><content type='html'>Jake olhou atentamente para a garota que praticava arco e flecha num alvo perto do lago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Tente puxar menos a corda do arco, Diana. - sugeriu o rapaz observando a garota dar um meneio com a cabeça e acertar uma das bordas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jake de Malvoisin, ou simplesmente, Jake Vesgo, deu um suspiro e recostou-se no tronco da árvore sobre a qual estava sentado num galho. Era, de longe, um dos garotos mais experientes na arte do Arco e Flecha na escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, o que o tornava bastante procurado por alguns tolos inexperientes. A um ou outro, que detinha o jeito da coisa, o rapaz procurava passar os ensinamentos básicos, como era o caso de Diana DiLauren, sua atual pupila.&lt;br /&gt;Uma brisa calma começou a soprar, vinda do Oeste, e o rapaz fechou os olhos por alguns instantes, pensando na sua razão de estar aí. &lt;em&gt;"Daqui a duas semanas temos um torneio para competir. Essa garota tem que ser ao menos capaz de bater o Charlie, senão será um puro e completo desperdício de tempo meu."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Ei, Vesgo, desça aqui por um instante! - gritou uma voz vinda debaixo da árvore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz abriu os olhos, sorriu e deu um salto de gato para o chão. Arrumou a alijava nas costas e o arco debaixo do braço, para só então encarar a figura que o chamara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mary Dogof apenas lançou um olhar cúmplice para ele. Era uma garota bonita, de seus aproximados 15 anos. Tinha cabelos castanhos sempre presos numa trança e o rosto branco como leite. Jake lembrava-se do escândalo que havia sido sua entrada na escola, por volta de 5 anos atrás. &lt;em&gt;"Ela é filha de uma meretriz, e segue a mesma carreira da mãe!",&lt;/em&gt; lembrava de ouvir seu pai comentando. Como seu pai saberia que a mãe de Mary era uma meretriz, sendo um &lt;em&gt;seguidor de Deus&lt;/em&gt;, tornava-se um mistério que o rapaz preferia não desvendar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mary e Jake frequentemente trocavam favores um ao outro, dos mais diversos aspectos, diga-se de passagem. Como melhores amigos, eram inseparáveis e em alguns pontos, sabia que a garota batia de longe seu outro melhor amigo, Charlie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Que você quer, minha princesa? - perguntou o rapaz, com seu galanteio habitual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Deixa disso, garanhão de torneio. Como vão tuas aulas para a moça corvinal? - respondeu a garota com um sorriso debochado no canto do rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Digamos que...razoáveis.. - falou o rapaz girando os olhos e apontando para as flechas caídas na metade do caminho entre a moça e o alvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Ela é esforçada. - contrapôs Mary, dando um sorriso que faltava um dos dentes caninos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Até aí, o Charles Trocken também é bastante, e ambos sabemos quais são os resultados que ele consegue com isso. - respondeu Jake, lembrando-se de uma vez que seu amigo conseguira acertar uma flecha na bunda do bardo que animava a competição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_UHUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!! Olha só Jake, olha só!! Eu consegui, eu consegui!! - gritou em comemoração Diana para seu mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vesgo pediu licença para sua amiga e foi checar o alvo, para ver o que exatamente sua pupila havia conseguido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Parabéns, Diana! Finalmente você acertou o segundo anel, muito bem! - cumprimentou ele animadamente, mas pensando no dia em que desse para ela como alvo, uma vara de salgueiro a 50 metros de distância. - Continue treinando assim, e logo mais você vencerá alguns exibidos por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diana abriu um largo sorriso, e foi recolher as flechas novas para sua alijava. Jake balançou a cabeça e voltou ao lado de Mary, que ria descaradamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Deixa a garota em paz. - pediu Jake, suplicantemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Ta bom, ta bom, rapaz...eu deixo sua menina com suas grandes flechadas. - respondeu a outra, ainda rindo. - De qualquer jeito, eu vim aqui avisar que tem uma garota procurando por você. Se não me engano, o nome dela é Rosette.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Ah, garotas...quais delas não vem atrás de mim? - falou Jake convencidamente. - Você saberia dizer de qual casa ela é, para eu poder ir atrás dela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Creio que isto não será necessário, Jake de Malvoisin. - respondeu uma voz atrás dele. O rapaz sentiu um arrepio na alma e virou-se, apenas para dar de cara com uma garota de olhos cor de âmbar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Então, a senhorita é...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Rosette. Rosette Loraine Elric, para ser mais exata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Bom, - começou o rapaz - srta. Rosette, se é que posso chama-la assim. Soube que estava me procurando já faz algum tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Sim, eu estava. Correm boatos que você tem uma das melhores pontarias de toda Hogwarts. Eu vim conferir com meus próprios olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jake observou o ardor naqueles olhos âmbar, apenas por um momento fugaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Talvez você pense que é capaz de vencer o pobre Vesgo aqui, posso dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Hm....coloquemos assim, sir.Jake.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz foi até onde estava sua garota e cochichou-lhe algo no ouvido. Diana parou e saiu do caminho, prestando atenção em cada cena que estava prestes a se desenrolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jake tirou cuidadosamente uma flecha de sua alijava, e identificou em que direção o vento soprava. Armou-a no arco, e contou até três antes de solta-la. Esta passou zunindo e cortando o ar, então se alojou no centro vermelho do alvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_&lt;em&gt;Bullseye!&lt;/em&gt; - sorriu para si mesmo o rapaz, dando passagem a jovem que se aproximava da marcação, enquanto Diana aplaudia freneticamente seu mestre, com a boca semi aberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Vejamos agora, como eu me saio...- falou modestamente Rosette, dando um sorriso recatado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina tinha classe. Usava um arco feminino, e Jake podia ver que as flechas dela eram ligeiramente maiores do que as suas, e também eram flechas marcadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garota ajustou o arco e a flecha foi disparada. Passou também zunindo e cortando o ar, indo se alojar totalmente colada à do rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jake bateu palmas, lentamente, e se aproximou gingando da menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Parabéns, senhorita Rosette. Certamente, você atira muito bem mesmo. Presumo que seu pai deva ter lhe dado a instrução de algum campeão de feudos ou coisa que o valha. Permita-me dizer que você tem um dom natural para a coisa. - elogiou o rapaz, encarando-a com seus vesgos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Muito obrigada. Reconheço que você também não atira nada mal, senhor Jake de Malvoisin,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Ora, por favor...me chame de Jake, ou, se preferir, de Vesgo. - falou o rapaz, dando um pouco menos de formalidade ao trato dos dois. - Posso dar uma olhada em suas flechas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garota estendeu um exemplar para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Como eu pensei...são mesmo um pouco maiores que as minhas e perfeitas para tiros curtos e certeiros. Não são afetadas facilmente pelo vento, são? Mas também dificultam bastante se o alvo é móvel ou está muito longe, por serem mais pesadas. Ora, também vejo que são especiais...o brasão aqui parece ser da sua família, estou certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Sim, é da família de meu pai, Lorde Elric.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Hmm...em suma, é uma excelente flecha. Porém - parou o rapaz, fazendo uma ressalva. - não é tão boa quanto esta daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jake sacou sua própria flecha e tão rápido e certeiro quanto um raio, lançou-a com seu arco. Alguns segundos depois, esta acertou em cheio a flecha marcada de Rosette, partindo-a ao meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Madeira nobre, daqui dos arredores da floresta, tomada com o consentimento das criaturas que nela vivem. Ponta maciça de ferro, e leve. Isso implica calcular o vento, mas também é mais útil se o alvo for móvel. Vê? Simples, e eficiente. - O moço terminou a explicação, e deu um sorriso para a garota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Eu também possuo algumas como essa...são realmente boas. - falou ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Vesgo! Venha cá, preciso falar contigo! - gritou um vulto distante, que atendia pelo nome de Charles Trocken.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Senhorita Rosette, foi um prazer atirar algumas com você. Suponho que a veja no Torneio, daqui a duas semanas. Aguardarei ansioso sua participação. O prêmio é estipulado em 10 moedas de prata. E a quem me vencer, dou 5 moedas de ouro, junto de uma flecha marcada. Se bem que se fores competir, talvez eu retire essa pequena oferta minha. - galanteou o rapaz. - Até logo, srta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jake virou-se para Diana, que ainda assistia a tudo com muita atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Moça Diana, espero que você tenha tirado algum proveito desta nossa pequena disputa. - falou ele solenemente. - Mas seja lá qual for ele, creio que você só deva aplica-lo amanhã ou vai acabar se cansando inutilmente aqui. Até logo, também...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, mais como moleque do que como um rapaz garboso que se portara até agora, Jake, o Vesgo, saiu correndo do lugar, agarrando Mary no caminho e indo direto ao encontro de seu amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Com certeza, o vejo no campeonato, sr.Vesgo... - falou Rosette, e, fazendo um cumprimento para Diana, saiu também, na direção oposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A corvinal terminou de recolher seus apetrechos, e então foi procurar Lavínia Hougan Cadwell, que havia lhe prometido uma poção para amenizar a dor. - &lt;em&gt;"E como meus braços doem, ora Deus....",&lt;/em&gt; pensou ela caminhando em direção ao castelo....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-114148872900194681?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/114148872900194681/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=114148872900194681' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114148872900194681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114148872900194681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2006/03/uma-lio-de-arco-e-flecha.html' title='Uma lição de arco e flecha.'/><author><name>Jake, O Vesgo</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-114065620250701703</id><published>2006-02-23T16:55:00.000-08:00</published><updated>2006-02-23T11:25:57.370-08:00</updated><title type='text'>Finalmente, de volta ao lar</title><content type='html'>Diana estava acabando de jogar uma água na exausta Ciça quando Artemis apareceu no local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olá, Di - cumprimentou o garoto, chamando a irmã por um apelido pouco conhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Artemis - respondeu a loira, em tom de cumprimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cadê a sua cela? - perguntou o garoto. Diana teve o cuidado de chutar a cela masculina que usava (nenhuma mulher que realmente goste de cavalgar se submete àquelas celas ridículas) antes de responder:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu guardo as coisas, Artemis. Não largo minha cela jogada por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, é? - Artemis pulou a cerca do estábulo, aproximando-se da irmã. Diana deu dois passos para trás, tomando o cuidado de ocultar completamente a cela que usara - você está me enganando, e eu sei disso. Há algo de errado nesse seu comportamento, Diana, e eu vou descobrir. Só não espere que eu vá te acobertar - Artemis voltou para a casa, deixando uma Diana enfurecida no estábulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cara chato! - exclamou ela, enquanto voltava para casa, para verificar se tudo estava dentro do malão. Hoje, finalmente, Diana embarcaria em Hogwarts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar em casa, porém, a jovem descobriu que Artemis era o pior de seus problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Diana, querida, olha quem veio se despedir! - anunciou sua mãe, animada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que absurdo, suja de barro desse jeito. Nem parece uma dama - criticou Peer O?Gossy, sogro da garota. Seu noivo, Yuri, levantou-se imediatamente, e cumprimentou-a com um polido beijo nas costas da mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom dia, Sir. O'Gossy - cumprimentou a menina, abaixando a cabeça em uma reverência educada - agora, com licença, vou até meus aposentos para checar meu malão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diana saiu, Yuri logo atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom dia, Sir. O'Gossy - imitou ele, quando fechou atrás de si a porta do quarto de Diana - muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você me animou tanto, com aquela idéia de morar no castelo, Yuri - declarou ela, com um sorriso no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ora, era lógico, Diana. Você gosta tanto de lá, não seria mais feliz em outro lugar - explicou o garoto, colocando as mãos no bolso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diana pulou no pescoço do garoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quer saber? Acho que esse casamento vai dar muito certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yuri abraçou a menina pela cintura, fazendo pouco caso do pouco de barro que estava à saia da garota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tenho certeza que sim. Sempre tive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, lentamente, quase involuntariamente, os dois se aproximaram, beijando-se. Mas, tão rápido quando se juntaram, separaram-se de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpe - pediram ambos, em um uníssono constrangido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Err... eu vou lá embaixo, não demora para se trocar - disse Yuri, com um meio sorriso, saindo do quarto em seguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um ritmo atordoado, porém rápido, a jovem corvinal arrumou as últimas coisas na mala, e trocou de roupa, descendo em seguida.&lt;br /&gt;- Querida, já arrumamos suas coisas, só faltava o malão - avisou Kamilly, abraçando e beijando a filha - seu irmão vai com você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diana olhou com o rabo do olho para Artemis, que sorria presunçoso. Sabia porque o insuportável iria acompanhá-la até lá. Como se ela fosse usar a cela masculina com ele por perto. Com qualquer um por perto, aliás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A loira despediu-se de todos, e, ao montar em Ciça e ganhar as estradas que a levavam para a escola, sentiu uma satisfação imensa. Finalmente estava indo para casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-114065620250701703?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/114065620250701703/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=114065620250701703' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114065620250701703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114065620250701703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2006/02/finalmente-de-volta-ao-lar.html' title='Finalmente, de volta ao lar'/><author><name>Nicky Gardner</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-114060328971031557</id><published>2006-02-22T02:13:00.000-08:00</published><updated>2006-02-22T02:14:49.730-08:00</updated><title type='text'>Lberdade? Que milagre.</title><content type='html'>Eu imaginava que as coisas seriam diferentes a partir do momento que recebi aquela carta. Lembro-me claramente do momento que isso aconteceu. Estava lendo um determinado livro escondido de meus pais. Escondido pelo simples fato de não ser de acordo com suas devidas crenças. Prefiro não citar isso agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papel era meio amarelado lacrado com o emblema da escola. Era um "H" com vários símbolos animalescos ao seu redor. Por alguns minutos, pensei que era algum tipo de convite para um zoológico. Lembro-me que Anastácia entregou o tal pergaminho com extrema curiosidade. Bendita hora em que mamãe colocou-a para me vigiar 24 hrs.por dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é sobre isso que quero falar.....&lt;br /&gt;Quanto mistério.......tudo pra nada.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao abrir o envelope me assustei completamente com o conteúdo. Não digo que fosse algo temeroso, mas não digo também que fosse algo "aceitável". Estava sendo convocada para estudar em uma escola de bruxaria. Por um lado, fiquei extremamente contente, mas pelo outro, sabia que meus pais nunca permitiram uma coisa dessas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Papai e Mamãe sempre foram reservados em suas decisões, mas nunca foram da mesma forma com o quesito religião. Isso, não era meu caso. Por mais que fosse contra as regras da casa, não aceitava esse tipo de "fanatismo". Acreditando que poderia mudar muita coisa, entreguei o pergaminho aos meus pais que não demorou a ser ao fogo. Olhei atentamente minha esperança virar cinzas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os pergaminhos voltaram, juntamente com um visitante algumas semanas depois. Eu não cheguei a saber quem era,pois foi logo mandada a ficar em meu quarto. Não consegui ouvir nada pela brecha deixada entre minha orelha e a porta. Ouvia-se ao longe,apenas, que era uma mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperei por longas horas, até que ouvi passos na escada. Sentei-me na cama e fingi ler alguma coisa quando mamãe entrou em meu quarto com uma feição nada boa. Ergui os olhos do livro e a encarei esperando minha sentença. Minha mãe falava com extrema dificuldade naquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você irá para aquela escola. - disse Scarlett seriamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele instante, senti um formigamento enorme na barriga.Iria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sério, mamãe? - perguntei contendo o sorriso.&lt;br /&gt;- Sim, mas não irá dizer nada a ninguém. Tomaremos providências sobre seu sumiço demorado, mas nem pense em desfrutar muito. Não queremos nossa filha envolvida com o que não presta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suspiro. Era a única coisa que poderia fazer naquele instante. Estava segurando minha língua para não dizer besteiras. De uma forma, eu estaria envolvida com o que não "prestava" e estava muito contente com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Anastácia cuidará de suas coisas. Amanhã partirá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mamãe cerrou a porta com grande estrondo.Aquilo doeu muito em meus tímpanos.&lt;br /&gt;As coisas se tornaram um pouco complicadas. Ewan e Anastácia saíram as pressas para comprarem os objetos que necessitava enquanto eu passei o dia inteiro ajeitando o essencial para a "mudança". Era bem tarde quando tudo estava arrumado e bem colocado na carruagem da família. A minha viagem deveria ser naquela noite,pois estava um pouco distante de Londres. Estranhei a presença de mais uma pessoa, mas logo fora esclarecido que era um "guia" de viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Até mais, mamãe! - eu disse abraçando-a. Ela não estava com uma expressão nada animadora na face.&lt;br /&gt;- Cuide-se! - disse meu pai me dando um abraço apertado. - Deus irá te proteger!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele instante, lembrei do medalhão que sempre carregava comigo. Não que tivesse alguma ligação, mas eu sabia que aquele pequeno objeto me protegeria da melhor forma possível. Olhei ao redor e me despedi mentalmente de casa. Era a primeira vez que iria para tão longe daquele lugar que sempre me acolheu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Até mais! - eu disse entrando na carruagem com a ajuda do cocheiro de nossa família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daquele instante, eu poderia sentir claramente o frescor da minha liberdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-114060328971031557?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/114060328971031557/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=114060328971031557' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114060328971031557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114060328971031557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2006/02/lberdade-que-milagre.html' title='Lberdade? Que milagre.'/><author><name>Kális Lune Éloigné</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-114052945274393502</id><published>2006-02-21T05:43:00.000-08:00</published><updated>2006-02-21T05:44:13.396-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Era uma tarde fria de sexta-feira, a qual dava passagem a uma alegria na casa dos Cox Bauer, o primeiro integrante estaria indo finalmente para uma escola de magia e bruxaria de Hogwats, uma nova escola que tinha aberto neste mesmo ano por quatros bruxos muito respeitados por todos. O valente Godric, o astuto Salazar, a Inteligente Rowena e a meiga Helga. O quarteto poderia ser denominado o mais estranho de todos,a final nenhum combinava com o outro em tudo, quatro pessoas coordenando uma única escola talvez não fosse a escolha mais certa a se fazer, mas ao contrário do que todos pensavam os quatro se davam muito bem, obrigado. &lt;br /&gt;Clarissa havia descido de seu quarto para se despedir de seu neto, o que trouxe a todos um ar de bons fluídos chegando, pois a velha senhora nunca havia saaído do quarto desde os últimos quinze anos de sua vida. A mãe e o pai estavam orgulhosos do filho. Seria horrivél separarem um do outro, mas no entanto nescessário. O restante da familia não podia ou não queria estar presente, o qual era o caso de Alberto Cox, o qual aachava que a escola só serveria para tirar dinheiro de pais que não fossem bom o bastante para ensinar seus filhos. &lt;br /&gt;-Seja bom filho-Sussurou Isabella antes de soltar o menino de um grande e apertado abraço.&lt;br /&gt;-Estamos orgulhosos, e sempre estaremos orgulhosos de você. Se acontecer qualquer coisa que faça você mudar de idéia e querer voltar para casa nos avise e em algumas horas te tiramos de lá, tudo bem?-Falou o pai e passou a mão pelos cabelos lisos do filho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;-Sim pai&lt;/b&gt;-Disse envolvendo o senhor em um abraço forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mande noticias-Falou Clarissa e logo em seguida correu escadaria acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É hora de partir-Anunciou um serviçal da familia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;-Adeus pai, mãe&lt;/b&gt;-Disse o filho balançando a cabeça para cada um deles antes de embarcar na carruagem que haviam dois pegásus na ponta. Em poucos segundos estavam no ar, destino a Hogwarts. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Está animado para ir a escola de bruxaria Sr. Bauer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;-Muito James, é magnífico! E o melhor de tudo, lá poderei aprender mais sobre os seres do outro mundo, quem sabe eu possa fazer contato com eles?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ainda com a idéia dos eds? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;-Ets James, Ets. Sim, eles existem e um dia eu vou provar a todos vocês!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sim, claro senhor. No mesmo dia cavalos voaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;-Não se você percebeu mas nos estamos andando em dois cavalos voadores, eles são pegásus, mas não deixam de ser cavalos. Isso é uma prova de que os ETS existem. &lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;-Uma prova? Porque? Os Eds dão o poder de cavalos voar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;-Ets! E não, isso quer dizer que eles existem porque as pessoas não acreditam, quantas pessoas achamq ue cavalos não voam? E quantas nem sabem da existência de magia? E nós, bruxos, não somos superstições, lendas ou qualquer coisa assim, somos reais! E garanto que nesse exato momento alguns ets estam ouvindo a nossa conversa e dando risada de você James. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Está bem, vamos tirar a prova, posso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;-Claro, se você souber o que fazer..&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu ordeno que se essas criaturas horrivéis existirem elas apareçam aqui agora ou mandem uma raio para a nossa embarcação, assim cairemos e morreremos, mas no entando com uma certeza, de que vocês realmente existem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;-James não!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vamos, bichos arrogantes, acabem conosco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O céu continuou nublado e nada aconteceu. Os passáros continuaram a voar em volta da carruagem piam feitos loucos, mas nenhum raio acertou eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Está vendo Sr. Bauer, não a nada o que temer, essas coisas não existem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os proxímos quarenta minutos de viagem foram totalmente silênciosos. Quando conseguiam ver o enorme castelo de Hogwarts, nuvens grandes e escuras cruzaram o caminho da carruagem, em pouco tempo uma chuva forte e poderosa começou a se formar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;-Está vendo! É um sinal!&lt;/b&gt;-Gritou o menino alegre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sinal? O Senhor não está achando que... Jude Cox Bauer! Chega disso, você não é mais cirança, você realmente acha que eds existem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;-Sim e essa é a prova!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Se isso fosse uma prova porque eles esperaram todo aquele tempo para mandar isso como um sinal que eu havia pedido a tempos atrás? Isso é bobagem e chega desse assunto, vou contar tudo ao seu pai assim que chegar em sua casa. Chegou a hora de crescer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;-Se eu fosse você quebrava a cara dele&lt;/i&gt;-Disse um aspectro transparente passando por entre a carruagem fazendo o menino gelar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;-Esse anso viemos voando, não tem perigo dos não bruxos nos ver?&lt;/b&gt;-Perguntou o rapaz não querendo pensar no que acabara de ocorrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não Sr. Bauer, estamos vindo por um caminho sem civilização, sem bruxos nem não bruxos. Vamos entrar no castelo em poucos segundos, segure Sr.Bauer-Anunciou James e fez uma desastrosa pousada nos gramados do imponente castelo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;-Muito obrigado James&lt;/b&gt;-Falou o rapaz com raiva retirando sua varinha da mochila e entrando no castelo, o restante do material era carregado pelo bedel Alphonse Havoc que aguardava os alunos no hall de entrada do castelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tenha um bom ano-Gritou James mas não houve respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jude entendeu que seria apenas ele com ele daqui por diante, duvidaria muito que encontrasse alguém que acreditasse em seres de outro mundo, mas ele um dia iria provar a todas aquelas pessoas que ele estava certo, e não seria com uma simples chuva, ele estava disposto a fazer contato com os seres ou até mesmo capturar um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por&lt;/b&gt;: Jude Cox&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-114052945274393502?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/114052945274393502/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=114052945274393502' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114052945274393502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114052945274393502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2006/02/era-uma-tarde-fria-de-sexta-feira-qual.html' title=''/><author><name>DiH</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img219.imageshack.us/img219/8600/gifdihchanms7.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-114044355563973126</id><published>2006-02-20T05:46:00.000-08:00</published><updated>2006-02-20T05:52:35.656-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O feudo de Lord Audrey Elric era uma extensa quantidade de terras no sudoeste da Inglaterra. Em todas as fronteiras de sua propriedade erguiam-se muralhas edificadas ora em pedra, ora em grossos troncos de carvalho. Visto de fora parecia mais um forte de guerra do que as terras de um senhor feudal. O seu interior era desconhecido para quase todos os habitantes da região.&lt;br /&gt;Um fato deveras estranho era que nenhuma pessoa que não fosse vassalo ou convidado de Lord Elric jamais conseguira entrar em seu feudo. Qualquer visitante ou curioso que chegava a menos de um quilômetro das muralhas sentia-se repentinamente confuso, como se tivesse levado uma forte pancada na cabeça. E então, sem saber ao certo como chegara ali e o que estava fazendo naquele lugar, dava meia volta e traçava, cambaleante, o caminho contrário. O motivo era que as fronteiras do feudo estavam protegidas por fortes encantamentos de segurança antitrouxas, reforçados ao menos três vezes por ano pelos servos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia naquele lugar uma só pessoa que não houvesse nascido com sangue mágico correndo em suas veias. Todos ali eram bruxos, e tudo ali inspirava magia. Ao invés de instrumentos de madeira e arados puxados por bois, varinhas de condão e adubo feito com excremento de Mooncalf eram usados para cultivar as terras que, obviamente, produziam muito mais do que os feudos comandados por trouxas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estábulos repletos de tímidos &lt;i&gt;Porlocks&lt;/i&gt; abrigavam cavalos fantásticos dotados de asas. Abraxanos, enormes palominos brancos, com cascos do tamanho de pratos, fortes e velozes. Montaria de elite, usada somente pela família do suserano e os jovens que defendiam o brasão do feudo nos Jogos de Cavalaria Bruxa. Os vassalos faziam uso de etonianos, cavalos castanhos e menores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E também haviam numerosas arenas de treinamento e combate, que variavam de tamanho entre si. Ali garotos das mais diferentes faixas etárias aprendiam a arte dos duelos bruxos. Isso porque Lord Elric em sua juventude fora o mais famoso campeão dos Jogos de Cavalaria Bruxa. Foi através de sua excepcional habilidade na montaria, em duelos mágicos, na esgrima e no uso do arco e flecha, que fizera a fortuna com a qual adquiriu suas terras. Infelizmente o Lord já ultrapassara a idade limite para competir nesses torneios, e visto que não tivera um filho homem para sucede-lo, treinava como seus pupilos os primogênitos de seus vassalos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Lord Elric possuía sim um herdeiro: sua única filha, Rosette. Uma garota cuja origem não era muito clara, visto que Audrey jamais havia se casado. Provavelmente era fruto de algum caso passageiro do suserano... Mas, apesar da criança ser bastarda, ele tomou para si a responsabilidade de cria-la e deu a ela o seu sobrenome e herança.&lt;br /&gt;Rosette Lorraine Elric. Uma jovem de dezesseis anos que, ao contrário da maioria das moças de sua idade, ainda não estava casada e sequer prometida para nenhum rapaz. Os motivos disso ninguém sabia, afinal cabia somente a Lord Elric decidir quando e com quem sua herdeira iria se comprometer. E, enquanto o dia do matrimônio não chegava, Rosette levava sua vida na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, primeiro centro de ensino das artes mágicas na Europa, fundado pelos quatro maiores bruxos da atualidade: Godric Gryffindor, Rowena Ravenclaw, Helga Hufflepuff e Salazar Slytherin. A jovem feiticeira encontrava-se justamente sob a tutela desse último, o astuto Slytherin das charnecas, que, por questões de cortesia para com Lord Elric, pessoalmente guiara Rosette até sua escola quando a menina tinha onze anos recém-completos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o início do mês de setembro o período de recesso de veraneio terminava e a garota reiniciaria seus estudos na escola dos Quatro Grandes, agora freqüentando o quinto ciclo. A carruagem que a levaria para o castelo de Hogwarts já estava à espera na porta do palacete que era a moradia da família do senhor do feudo.&lt;br /&gt;Havia também uma segunda carruagem, que serviria para transportar somente a bagagem da garota, e oito jovens de armadura montados em abraxanos, que seriam a sua escolta. Lord Elric fazia questão que a filha chegasse em Hogwarts ostentando sua posição de nobreza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosette, trajando um belo vestido de veludo cor de vinho e uma fina capa de viagem, desceu as escadarias da soleira do palacete acompanhada de duas camareiras e de Lady Illyanna Elric. A garota soltou um muxoxo praticamente inaudível ao fitar as duas carruagens. Pelo jeito sua avó e as criadas haviam mais uma vez esmerado-se preparando sua bagagem, tinha certeza de que estava levando roupas o suficiente para uns dois anos de estadia na escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pegou tudo o que precisava? - perguntou Lady Illyana, uma senhora com quase sessenta anos e aparência rígida e austera. Tinha os cabelos já um pouco grisalhos presos em um coque firme e um olhar de quem não permitia desleixos. Essa era a avó de Rosette.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como posso haver esquecido algo se tenho certeza de que a senhora conseguiu enfiar os meus pertences de uma vida inteira dentro desses malões? - perguntou Rosette, soando meio sarcástica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois deveria dar graças por eu estar aqui! Se fosse deixar tudo por tua conta ficarias o dia inteiro vadiando e essas malas não estariam prontas até agora. Só Merlim sabe como és irresponsável, Rosette!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, vovó. Perdoe-me. - disse a garota, entediada com o mesmo discurso que ouvia todos os anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lady Illyanna suspirou, exasperada, e então virou-se para falar com as camareiras. Rosette aproveitou-se da distração da avó para aproximar-se de sua escolta, sorrindo e cumprimentando os pupilos de seu pai, os jovens em cuja companhia ela havia crescido e lhe eram quase como irmãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estás muito bela nesse vestido, milady. - disse um dos cavaleiros, moreno e robusto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agradeço pelo elogio, McBrigh. Queria que estivesse na companhia de sua gaita, assim poderia tocar e eu dançaria para ti. - ela respondeu, rindo, enquanto continuava seu caminho entre os cavalos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não diga tamanha falsidade, Lady Rosette. Todos vimos que na última festa suas danças foram reservadas somente para Sir Liam Belacqua. - foi a declaração bem humorada de um dos outros membros da escolta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vença os próximos Jogos e quem sabe Lady Rosette também conceda-lhe a honra de uma dança, Arvin. - quem respondeu foi um rapaz de cabelos claros e olhos azuis escuros, traços belos e porte impecável enquanto conduzia seu cavalo para perto da garota. Ele parou sua montaria em frente a Rosette e então desceu. De forma respeitosa, segurou a mão direita dela entre as suas e ajoelhou-se numa reverência. - Meus cumprimentos, milady. Faço votos de que seu ano de estudos em companhia dos Quatro Grandes seja proveitoso. Será que poderia conceder-me um minuto de seu precioso tempo antes de partirmos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sorriu ante os modos respeitosos do rapaz. Liam Belacqua era apenas três anos mais velho do que ela e ainda assim o mais talentoso entre os pupilos de seu pai e filho de uma das primeiras famílias que ligou-se a Lord Elric pelos laços de suserania e vassalagem. Naquele verão o primogênito da família Belacqua sagrara-se campeão dos Jogos de Cavalaria Bruxa, trazendo mais uma vez grande honra para o feudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É claro que sim, Sir Liam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cavaleiro levantou-se e, ainda segurando a mão de Rosette, guiou-a para um local mais reservado, atrás de uma das carruagens, longe dos olhares dos demais membros da escolta e também de Illyana Elric.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E então, o que tem para dizer-me? - questionou ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na verdade, trata-se mais de um pedido, Lady Rosette. Chegaram aos meus ouvidos boatos sobre um garoto de York dono de grande talento no arco e flecha, dizem que sua pontaria é certeira. Tal jovem estaria atualmente freqüentando Hogwarts, por isso eu ficaria imensamente grato se a senhorita pudesse averiguar em meu nome se tais rumores são verdadeiros. O nome do cavalheiro é Sir Jake de Malvoisin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jovem dama assentiu, tentando guardar corretamente na memória o nome do rapaz. Um arqueiro talentoso em Hogwarts? Seria divertido tirar prova da perícia desse tal Sir Jake.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Considere seu pedido acatado, Liam. - ela sorriu, embora seus olhos ambarinos denotassem uma pontada de decepção apesar das boas novas - Entretanto, esperava que a natureza de seu assunto comigo fosse um pouco diferente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz mexeu nos próprios cabelos, um tanto encabulado após aquela observação de Rosette, sabia bem do que ela estava falando... Três dias atrás realizara-se no feudo uma enorme festa em honra de sua vitória nos últimos Jogos, e ele havia dançado durante a noite inteira com a filha de Lord Elric.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quanto à última festa que tivemos... Saiba que melhorou bastante como dançarina, milady, quase não pisou nos meus pés dessa vez. - disse ele, os lábios curvados em um sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosette, com uma falsa expressão de ofensa, deu um leve empurrão no cavaleiro. Liam apenas riu da reação dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ora, se desfaz desse jeito das minhas habilidades então da próxima vez eu não dançarei contigo nem que me implore de joelhos! - a garota provocou, empertigando-se e jogando os longos cabelos para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas eu apenas lhe fiz um elogio, Lady Rosette. - ele tentou falar entre risos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sonserina estreitou os olhos, embora um sorriso divertido lutasse para aflorar de seus lábios rosados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cale a boca. E vamos logo, antes que você me atrase ainda mais, Sir Liam Belacqua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz a seguiu e apressou o passo para alcançar a jovem feiticeira. Rosette lançou-lhe um olhar irônico pelo canto dos olhos e ele apenas sorriu de lado. Intimamente sentiam vontade de rir perante o último pequeno embate verbal que tiveram. Porém ambos estancaram o passo e suas expressões congelaram-se ao ver o rosto furioso de Lady Illyanna surgir à frente deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Onde estava, Rosette? E ainda mais na companhia desse jovem? - ela lançou um olhar de censura para Liam - Perdeu completamente as noções de respeito, rapaz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vovó, Sir Liam estava apenas sendo gentil em responder à minha pergunta sobre como será posicionada a escolta durante o nosso percurso para Hogwarts. - Rosette interferiu, dotada de seu tom de voz mais recatado e o sorriso mais doce que conseguia dar. - Agradeço pela sua paciência e boa-vontade em explicar-me, Sir Liam. - ela fez uma ligeira reverência para o cavaleiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É um prazer para mim servi-la e protege-la, milady. Se precisar de qualquer coisa durante a viagem, por favor, não hesite em chamar-me. - ele respondeu, seguindo a deixa da garota e também fazendo uma respeitosa reverência, e então voltou-se para Lady Illyanna - Foi uma honra vê-la, senhora. - e após essas palavras e mais uma reverência ele partiu, indo tomar seu lugar na escolta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais encarar a avó e apenas murmurando um vago &lt;i&gt;"Até mais ver"&lt;/i&gt;, Rosette embarcou em sua carruagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Illyanna suspirou, ainda não inteiramente convencida. Não aprovava a maneira como Audrey criara a filha, permitindo que Rosette aprendesse a montar e duelar como um de seus pupilos... Temia pelo futuro de sua neta, que tipo de dama ela se tornaria? Que homem gostaria de desposar uma mulher que sabe esgrima, mas é um verdadeiro desastre com culinária e trabalhos artesanais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentando enterrar esses pensamentos no fundo de sua mente, Lady Illyanna acenou em despedida para as carruagens e a guarda que já levantavam vôo, transportando Rosette rumo à Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-114044355563973126?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/114044355563973126/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=114044355563973126' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114044355563973126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114044355563973126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2006/02/o-feudo-de-lord-audrey-elric-era-uma.html' title=''/><author><name>Rosette L. Elric</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-114036623337521141</id><published>2006-02-19T08:19:00.000-08:00</published><updated>2006-02-19T08:27:07.550-08:00</updated><title type='text'>A Partida da Fada.</title><content type='html'>Aquele poderia ter sido tomado como um dia absolutamente comum para uma pessoa que olhasse de longe. Não havia nada no sol que brilhava majestoso ou no suave canto dos pássaros que indicasse que se tratava de um dia triste para o Clã Elinarth.&lt;br /&gt;O que se tornava intrigante na cena que ocorria em uma pequena aldeia era que não haviam homens, rapazes ou meninos para demonstrarem falsa força. Todas as pessoas reunidas na pequena praça encentrada por uma fonte eram mulheres, moças e meninas. Não obstante para tornar a cena estranha, as figuras femininas eram todas loiras, pálidas e possuíam os mesmos olhos azuis. Todas elas eram donas de belezas estonteantes, até mesmo a mais jovem garotinha.&lt;br /&gt;A única entre todas elas que não tinha tal aparência, parecia ser o motivo da agitação. Era uma moça, de não mais que quinze anos, cujos olhos e a pele pálida eram tudo o que a tornava normal entre as aldeãs loiras. Se destacava notavelmente, porém, pelas longas mechas da cor da noite que caiam como uma longa cascata abaixo de seus cotovelos.&lt;br /&gt;-&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Minha pequenina fada...&lt;/span&gt;-uma mulher muito parecida com a tal jovem, porém loira como as outras, murmurou, passando os dedos pelos cabelos negros.&lt;br /&gt;-&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Mamãe...&lt;/span&gt;-a moça, chamada Lorelai Elinarth falou, revirando os olhos.-&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Já estive em Hogwarts durante quatro anos, pare de agir como se eu estivesse partindo em uma viagem sem volta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;É como se estivesse!&lt;/span&gt;-disse a mãe da jovem, parecendo chocada com aquela atitude.-&lt;span style="color:#00cccc;"&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Indo para o mundo dos homens, antes de completar vinte e um anos! E ainda para estudar magia entre aqueles animais irracionais! Mantendo contato com sua cultura imunda e....&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;-&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Mamãe, por favor...&lt;/span&gt;-resmungou Lorelai, impaciente.-&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Sei que não concorda com minha decisão de estudar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, mas poderia parar de repetir essas mesmas palavras? Já devo ter até decorado suas maneiras de ofender aos homens e seu mundo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-&lt;span style="color:#999999;"&gt;Larian...&lt;/span&gt;-murmurou anciã, cujos cabelos brancos tomavam lugar aos fios anteriormente loiros.-&lt;span style="color:#999999;"&gt;Já chega. Lorelai tomou sua decisão. Não vale o esforço de xingar os homens cada vez que ela parte para a escola.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Mas...&lt;/span&gt;-Larian murmurou novamente, aflita. Seus olhos azuis estava tomados de dor e medo.-&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Não consigo me controlar...Todas as vezes que vejo minha filha partir para aquela selva de pessoas imundas, fico tão aflita!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Eu ficarei bem.&lt;/span&gt;-garantiu Lorelai, pousando a mãe no ombro da mãe.-&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Não fiquei durante esses quatro anos? Volto no verão. E só me restam mais três anos de estudo. Depois eu...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Depois vai voltar para a aldeia e viver uma vida normal, não vai?&lt;/span&gt;-completou Larian, ansiosa.&lt;br /&gt;-&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Eu...&lt;/span&gt;-Lorelai começou.&lt;br /&gt;Tinha receio de dizer à mãe que não pretendia voltar ao território do Clã Elinarth, depois de terminar os estudos. Não queria voltar para aquela planície oculta por montanhas, isolada do mundo, onde só vivem mulheres descendentes de veelas. Não queria, aos vinte e um anos de idade, ter que sair a procura de um marido, casar com ele, ter uma filha e depois abandona-lo para voltar à aldeia, como fizera sua mãe e todas as outras antes dela. Ser dona do próprio destino lhe parecia mais convidativo. Mas ela não diria aquilo.&lt;br /&gt;-&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Preciso ir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Cuide-se, minha fada&lt;/span&gt;.-disse Larian, chamando a filha pelo apelido que ganhara desde pequena.-&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;E não se aproxime demais dos homens!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Sim, sei disso.&lt;/span&gt;-disse Lorelai, irritada.-&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Homens são monstros. Já entendi o que quis dizer. Terei cuidado, mamãe. Terei cuidado. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-114036623337521141?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/114036623337521141/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=114036623337521141' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114036623337521141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114036623337521141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2006/02/partida-da-fada.html' title='A Partida da Fada.'/><author><name>Lorelai, le fay</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-114019635686115227</id><published>2006-02-17T08:59:00.000-08:00</published><updated>2006-02-17T09:12:38.386-08:00</updated><title type='text'>Um retorno seguro.</title><content type='html'>Lavínia acordou cedo na primeira manhã de setembro. Levantou e foi até a janela de seu quarto onde pode ver o sol nascendo no horizonte. Resolveu se trocar sem a ajuda da ama e pôs-se a colocar o vestido separado na noite anterior. Fez uma trança nos cabelos e prendeu a ponta com uma fita de seda. Esgueirou-se pelos corredores do castelo e foi até ao jardim onde passeou por entre as flores que ali havia. Sentou-se em um banco de madeira perto do poço e se perdeu em pensamentos. Logo foi chamada a realidade pelo som de passos que se aproximavam. Levantou-se achando que era seu pai, mas quem viu foi o rosto sorridente de seu irmão, Ian. Com um sorriso delicado o abraçou. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;-Minha irmã, que fazes acordada tão cedo?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; ? perguntou, sentando-se junto a ela no banco.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;-Creio que perdi o sono, resolvi então dar uma volta pelos jardins.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;-É hoje que vais para Hogwarts?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt; -Sim. Promete-me que vais me visitar?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Ele sorriu e postou um braço por trás das costas da irmã.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;-Quando puder eu irei.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;-Estarei te esperando.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;-Não irás esquecer do que eu te ensinei nessas férias, irá?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-Não.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-E não irás arranjar pretendentes cedo demais não é? Não quero ninguém encostando um dedo em minha irmã.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela riu.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-Nenhum que não tenha a tua aprovação, sabes disso.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pousou a cabeça no peito do irmão e suspirou.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Lavínia, eu vou.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela levantou-se e encarou o irmão com o cenho franzido.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-Aonde?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Na cruzada ao norte do país.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rosto da menina modificou-se num misto de susto com tristeza.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-Ian, não pode ir! Por favor Ian, não vá!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Lavínia... Lavínia... Acalme-se ? pediu ele segurando o rosto da irmã.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-Como posso me acalmar quando não sei se o verei de novo nas férias ou feriados? Quando não sei se o verei de novo Ian?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Não depende de ti, é a minha decisão.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-Ian...!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Isto não está aberto a discussões Lavínia, estou apenas te informando.&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lágrimas escorriam pelo rosto da menina e ela deu as costas para o irmão.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Lavínia não seja infantil. Você sabia que eu teria que partir mais cedo ou mais tarde.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-É cedo demais&lt;/em&gt; ? ela murmurou.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Eu nasci sendo treinado para isso minha irmã. É meu dever.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-Não, não é!&lt;/em&gt; ? ela exaltou-se ? &lt;em&gt;Sabes que temos exército suficiente para vencer aquela guerra. Sabes que podemos vencer sem ti no meio da batalha. Mas insistes em me deixar em aflição durante o ano para satisfazer um desejo tolo de guerreiro sanguinário. &lt;/em&gt;? as lágrimas já não podiam ser mais controladas e escorriam silenciosamente pelo rosto da menina ? &lt;em&gt;Irá para que possa ter o sangue do inimigo na sua espada e para que seu maldito orgulho fique satisfeito e é por isso e nada mais que está indo. Entretanto&lt;/em&gt; ? ela secou as lágrimas do rosto e suspirando retirou a gargantilha de prata com um pequeno crucifixo do pescoço ? &lt;em&gt;respeito o teu desejo e entrego-lhe minha gargantilha para que quando estiver na batalha lembre-se de que deverá voltar e me devolver. É a minha garantia de que o verei de novo Ian.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sorriu e beijou a fronte da irmã. Pegou a gargantilha e colocou-a no próprio pescoço.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-Não irá se livrar de mim tão fácil. Obrigado por entender.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-É meu dever&lt;/em&gt; ? ela sorriu tristemente usando as palavras que o irmão anteriormente falara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorrindo ele olhou para o céu.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-É melhor irmos, irá se atrasar para Hogwarts.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-Vai me levar?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele acenou afirmativamente e começou a caminhar em direção aos portões.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Peça para alguma das amas trazer sua bagagem, eu vou chamar o cocheiro.&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela assentiu com a cabeça e entrou no castelo. Pouco tempo depois estava na estrada íngreme que a levaria para mais um ano em Hogwarts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Escrito por Lavínia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-114019635686115227?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/114019635686115227/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=114019635686115227' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114019635686115227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114019635686115227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2006/02/um-retorno-seguro.html' title='Um retorno seguro.'/><author><name>**</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-114008738139053834</id><published>2006-02-16T02:53:00.000-08:00</published><updated>2006-02-16T02:56:21.403-08:00</updated><title type='text'>Despedida de Casa</title><content type='html'>Ainda era cedo e Mira sentiu os raios entrarem pela sua janela. Sabia o que fazer naquele dia, pois há 4 anos ela se despedia de seus tios e ia até a escola. Com a experiência também veio a praticidade, não deixava nada para ser arrumado em cima da hora e sua bolsa com seus pertences já estava pronta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virou de lado e observou a prima dormir e pensou que ela também já deveria estar acordando. Em resposta ao pensamento de Mira, Nina abriu os olhos preguiçosamente e deu bom dia para a prima. As duas já estavam preparadas para irem para Hogwarts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Mais um ano.&lt;/em&gt; - Mira falava para sua 'irmã'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Esse ano será melhor que todos os outros. A cada ano sabemos mais.&lt;/strong&gt; - Nina sentava com os olhos brilhando. &lt;strong&gt;- E... Ai! Volta aqui!&lt;/strong&gt; - A garota tinha caído com uma travessada na cabeça e viu Mira sair correndo do quarto para tomar seu banho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em menos de uma hora as duas já estavam prontas e com seus pertences, magicamente encolhidos, colocados na bolsa lateral de Scadufax. Aquele cavalo era um dos maiores presentes que seus pais tinham dado para Mira. Sua mãe havia falado que ele sempre a obedeceria e nunca sairia do lado dela, o que era verdade. Até seu tio tinha dificuldade em montar Scadufax.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;- O que estão esquecendo?&lt;/u&gt; - disse Horace olhando o cavalo para a conferência do que levavam. Ele colocou as espadas das duas embaixo da lateral da cela, pois sabia como era perigoso duas garotas não saberem se defender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horace aceitou que não teria um filho homem para sua linhagem e também viu nisso uma preocupação a mais. Iria criar duas garotas na margem de uma floresta e não muito longe da capital inglesa. Ele as ensinou a saber o mínimo de defesa, caso algum rapaz faltasse com respeito a elas. Nina nunca gostou muito, mas ele via o brilho nos olhos de Mira quando pegava uma espada. Ele sabia que a sobrinha treinava escondida e que aceitava que damas não deveriam ficar brincando como garotos, mas se orgulhava pois sabia que ela se empenhava e era muito boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tio de Mira foi desperto de suas lembranças pelo relinchar dos cavalos, que estavam prontos e esperavam suas donas. As duas estavam se despedindo de Julia, que era como uma mãe para a lufana, e da avó delas, Danielle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Andem meninas ou vão chegar atrasadas. - Danielle sempre se emocionava quando as netas iram ficar fora tanto tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira subiu no seu cavalo e Nina foi com o pai. Os três chegaram rapidamente até a porta da escola, onde se separariam. As duas se despediram de Horace e ficaram paradas admirando o castelo, era sempre uma visão majestosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na estrada do castelo se encontrava Guts, o bedel da escola, encaminhando os alunos para o salão onde os quatro fundadores iriam estar presentes e falariam dos acontecimetnos do ano. Naquele momentos as primas se separariam e cada uma iria para sua mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lufana viu sua amiga acenar para ela e foi rapidamente para a mesa da sua casa. Estava com saudades de Crys e tinham muito o que conversar, afinal três meses tinham se passado e elas tinham novidades a compartilhar. Mira realmente esperava que fosse um bom ano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-114008738139053834?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/114008738139053834/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=114008738139053834' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114008738139053834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114008738139053834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2006/02/despedida-de-casa.html' title='Despedida de Casa'/><author><name>Mira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-114003149349666288</id><published>2006-02-15T11:15:00.000-08:00</published><updated>2006-02-15T11:24:53.520-08:00</updated><title type='text'>Assim são as coisas.</title><content type='html'>O orvalho da madrugada mal havia secado nas gramas verdes do feudo da família Willscroft quando a jovem Aniére caminhava entre as roseiras murchas de sua falecida mãe. De fato, desde a morte de sua mãe ninguém tivera tanto tempo para cuidar das lindas rosas como Greta cuidava, e agora lá estavam elas... totalmente ressecadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Aniére sentou-se no chão encostando-se a uma árvore ao lado das roseiras. A garota havia tido outra de suas visões e estava um tanto confusa com a última, não entendera nada do que seus olhos viram; a única coisa que conseguiu decifrar foi sua volta a Hogwarts, pois ela pudera reconhecer os rostos dos alunos e os quatro fundadores da escola, cada um em sua devida mesa. Anie se perguntava se aquilo era realmente uma visão ou um sonho, já que estava tão ansiosa com a volta as aulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;font color="#CC0066"&gt;-Melhor é eu voltar, não há nada que me agrade aqui fora.&lt;/font&gt; -disse ela olhando para as roseiras com um sentimento de nostalgia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Assim que voltou ao castelo, notou que havia sujado sua camisola branca no barro em baixo da árvore; Laira, sua madrasta, não iria gostar nada disso, principalmente porque agora o hall do castelo tinha marcas de barro pelo chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;font color="#CC0066"&gt;-Espero que ninguém saiba que fui eu.&lt;/font&gt; -disse Anie escondendo um sorrisinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Ela caminhou para a sala de jantar para que o café da manhã fosse servido. Sua sorte é que seu irmão, Origan, esta tão preocupado em brincar com a comida e sua irmã, Willivy, mais interessada em seu livro que não notaram sua chegada na sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;font color="#CC0066"&gt;-Bom dia.&lt;/font&gt; -cumprimentou Aniére após sentar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;u&gt;-Pelo visto está feliz.&lt;/u&gt; -disse Will sem tirar os olhos de seu livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;font color="#CC0066"&gt;-E você estranha isso porque esta sempre de mau humor, não é?&lt;/font&gt; -falou Anie servindo-se de chá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Will abaixou o livro encarando Anie e logo em seguida abriu um sorrisinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;u&gt;-Não sou eu a cobra da família.&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Aniére bateu a mão com força na mesa se levantando bruscamente. Origan parou de fazer sua torre de purê para observar as irmãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;font color="#CC0066"&gt;-Mais uma palavra contra a Sonserina e eu...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;b&gt;-Você o que?&lt;/b&gt; -disse Laira entrando na sala vestindo seu roupão de seda preto. &lt;b&gt;-Vai arranjar outra briga com a sua irmã como na semana passada?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;font color="#CC0066"&gt;-Sim.&lt;/font&gt; -desafiou Anie. &lt;font color="#CC0066"&gt;-Se a gênia malígna continuar...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;b&gt;-Aniére, quantas vezes eu já não disse pra você parar de falar assim com a sua irmã?&lt;/b&gt; -Laira retrucou revirando os olhos enquanto Anie crispava os lábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;font color="#CC0066"&gt;-Não me importa o que você disse, não é ninguém pra me dizer nada!&lt;/font&gt; -a jovem atira o garfo em seu prato e encaminha para fora da sala ao mesmo instante em que seu pai chega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;i&gt;&lt;u&gt;-Olá Aniére.&lt;/u&gt;&lt;/i&gt; -a garota passa por seu pai sem lhe dirigir a palavra e sobe as escadas do corredor. &lt;i&gt;&lt;u&gt;-O que...&lt;/i&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;b&gt;-Nada, querido. Ela acordou com dor de cabeça e foi se deitar. Não se preocupe, depois eu falo com ela.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;i&gt;&lt;u&gt;-Ah, sim. Tudo bem.&lt;/u&gt;&lt;/i&gt; -disse ele sentando-se em frente a seu chá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;font color="#CC0066"&gt;-Maldita seja ela!&lt;/font&gt; -Aniére chegou em seu espaçoso quarto batendo com força a porta. &lt;font color="#CC0066"&gt;-Não vejo a hora de estar naquela escola. Pelo menos me livro dela. Se bem que não tenho paciência alguma para com aqueles professores!&lt;/font&gt; -ela debruçou no parapeito de sua sacada mirando os raios do sol que se escondia atrás das nuvens ao longe no horizonte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cheiro de mato molhado invadiu suas narinas trazendo a ela boas recordações da escola. Não era seu lugar predileto, seu lugar predileto sempre fora as margens do lago do feudo, mas ultimamente a escola tinha se tornado um refugio para Anie que não podia agüentar as dores que as lembranças de sua mãe lhe traziam, nem as magoas que sua madrasta lhe causavam. Por um instante ela sentiu tanta saudades da escola como de sua mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Por um instante Anie pensou ter visto os olhos de sua mãe bem em frente aos seus. A garota piscou duas vezes antes de se sentir tonta e confusa, e novamente pensou ter visto os olhos azuis de sua mãe e os louros cabelos da mesma. Sua mãe não era, nem a imaginação de Anie, era aquela sua visão mal acabada que vira a poucas horas atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O rosto de sua mãe ficara mais nítido, até que o cenário também começou a ficar menos difuso e real. Aniére reconheceu o lugar, era a sala de música decorada a gosto de sua mãe. Seu pai estava ao lado do piano onde uma Aniére de onze anos tentava ler o que estava escrito em seu caderninho de música. Sua mãe estava com Willivy sentada no sofá e Origan não estava presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;i&gt;&lt;u&gt;-Esta errado, Aniére, não é sol, é fá!&lt;/u&gt;&lt;/i&gt; -ralhou seu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;font color="#CC0066"&gt;-Tá, ta. Eu sei.&lt;/font&gt; -ela retrucou acertando as notas desta vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;i&gt;&lt;u&gt;-Esta lento demais. Você não estudou essa música? Seu professor disse que você esta ótima nela.&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;font color="#CC0066"&gt;-Não sei porque ele foi dizer isso.&lt;/font&gt; -ela fechou a cara cruzando os braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;i&gt;&lt;u&gt;-Chega, Aniére. Já foi o suficiente por hoje. Willivy, você agora.&lt;/u&gt;&lt;/i&gt; -Aniére saiu do piano com a cara emburrada enquanto sua irmã passou por ela sorrindo debilmente. A jovem sentou-se ao lado da mãe enquanto a irmã começava tocar uma música animada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  -Não precisa ficar brava, Anie. É só uma musica. ?disse sua mãe prendendo o longo cabelo enrolado de Aniére com as mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;font color="#CC0066"&gt;-Eu sei. Eu sei...&lt;/font&gt; -a menina sabia mas não melhorou o seu humor o resto do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Assim que a cena foi sumindo e o atual quarto de Anie foi ficando mais visível, ela pode notar que não havia visto uma visão do futuro e sim uma visão do passado. Mas de que adianta ver o passado se ele não pode ser mudado? Os adivinhos vêem o futuro para tentar muda-lo mas não faz sentido ver algo que já aconteceu. Anie não quis se aborrecer com isso, só pelo fato de ter visto uma cena onde sua mãe estava presente já foi o suficiente para acalmar os seus nervos, que por acaso, aumentavam a cada dia das férias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-114003149349666288?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/114003149349666288/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=114003149349666288' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114003149349666288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/114003149349666288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2006/02/assim-so-as-coisas.html' title='Assim são as coisas.'/><author><name>Aniére</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-113986389907239240</id><published>2006-02-13T12:31:00.000-08:00</published><updated>2006-02-13T13:38:21.666-08:00</updated><title type='text'>E que a Magia Comece!</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;Os quatro grandes se entreolharam, apreensivos e, ao mesmo tempo, orgulhosos.Era um novo ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, e aquele seria um ano especial. "&lt;em&gt;Sete anos, e não temos do que reclamar", &lt;/em&gt;pensava um homem de cabelos negros e desalinhados, que atendia pelo nome de Salazar Slytherin. &lt;em&gt;" Mesmo com todos esses impuros, não posso negar que somos muito bem vistos no Reino Mágico Bretão e não-bretão."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;A mesa principal era um grande retângulo feito de madeira fina, na qual, atrás, sentavam-se os professores da Escola, de modo a ver as quatro grandes mesas que estavam dispostas no imenso salão principal.No centro da mesa dos professores, ficavam os quatro fundadores, que tutelavam as quatro famílias da escola, e cujos membros ficavam nas mesas do Salão.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Era primeiro de setembro, dia em que novos pupilos iriam passar a estudar naquele internato mágico. Alguns, iriam estar aterrorizados com a Magia, mas com o tempo, se tornariam os mais habilidosos.Outros, que talvez só estivessem ali para escapar de algum problema familiar, talvez desistissem no meio do caminho, devido a grande provação que os estudantes passavam.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Sobre isso estava pensando Rowena Ravenclaw, quando liderou a fileira com aproximadamente 15 jovens que entravam agora no salão principal e eram aplaudidos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;A moça dos cabelos castanhos e olhos amendoados avisou que a seleção iria começar, subindo para ocupar seu lugar a mesa. Ao seu lado, Godric Gryffindor, um homem de rosto ávido e cabelos castanhos, começava a caçar os que provavelmente seriam seus.Helga Hufflepuff, uma senhorita gordinha e baixinha, com cabelos castanho claros presos, puxou uma grande lista e começou a ler os nomes, pedindo que se apresentassem as crianças correspondentes.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;_ Altemus, Phillip.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um rapaz de aparência forte, e olhar assustado deu dois passos a frente, mantendo a cabeça baixa.Os quatro fundadores observaram-no fixamente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;_Levante a cabeça, rapaz. - pediu em tom autoritário Gryffindor. - Hmm...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Os alunos de outros anos prenderam a respiração, em expectativa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;_ Eu o quero. - sentenciou Godric. - Vá para a mesa da Grifinória, jovem.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os garotos da mesa da grifinória soltaram algumas vivas e exclamações, silenciados com um olhar mais duro de seu mestre. Apenas um tonto meio vesgo continuou a soltar berros de empolgação e teve que ser calado por um tapa do rapaz mais próximo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;_Kent, Elizabeth.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A seleção prosseguiu, com os nomes sendo chamados um a um e mandados ora para Grifinória, ora para Sonserina ou Corvinal. Apenas quando nenhum dos três fundadores reclamava o aluno, que Helga Hufflepuff se manifestava e a Lufa-Lufa poderia brindar. Mas isso era feito de modo tão imperceptível, que ninguém saberia diferenciar o processo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Terminando com Zack, Rolland, a animação cessou, e um pedido de silêncio foi feito. Rowena Ravenclaw levantou-se, junto com Salazar Slytherin.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;_ Está oficialmente... - começou a moça, com um olhar frio para o homem que se levantara também.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;_Aberto o Novo Ano Letivo. - cortou e terminou por ela, Slytherin.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E enquanto magicamente o banquete era servido, a noite trouxera o começo de uma pequena, porém fatal, semente de discórdia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-113986389907239240?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/113986389907239240/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=113986389907239240' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/113986389907239240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/113986389907239240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2006/02/e-que-magia-comece.html' title='E que a Magia Comece!'/><author><name>Quatro Grandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00584729952701871668</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-113470163847894108</id><published>2005-12-15T18:51:00.000-08:00</published><updated>2005-12-15T18:53:58.486-08:00</updated><title type='text'>Louros da Vitória</title><content type='html'>Bravos rapazes e formosas moças,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após muito tempo em espera, muito tempo considerando cada um de vocês, por meio de testes avançados em suas aptidões mágicas, chegamos a uma série de alunos aprovados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, os que ficaram de fora, não se sintam mal - pois sois todos valorosos ! Nosso problema é de espaço, se fosse pelos 4 fundadores, abrigariamos a todos, mas não é esse o caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, sem mais delongas, eu lhes apresento os ingressos na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Família Grifinória, sob a tutela do bravo Godric Gryffindor, recebemos com prazer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Loken Hlidskialf Thrudgelmir Bifrost&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lorelai 'le fay' Elinarth&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Guinevere Bennet&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Charles Trocken&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jake de Malvoisin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a Família Corvinal, sob a tutela da sábia Rowena Ravenclaw, temos o prazer de anunciar os ingressos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Kális Lune Éloigné&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Diana DiLauren&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lunator Himura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lúcia D'Ávila&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passando para a Família Lufa-Lufa, tutelada pela adorável Helga Hufflepuff, os seguintes alunos seram recebidos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mira Barlow.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Naheen Aziz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para finalizar, para a Família Sonserina, cujo tutor é o rigoroso Salazar Slytherin, recebemos os seguintes estudantes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lavínia Hougan Caldwell&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Christabel Villiers&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aniére Vablasky de Willscroft&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todos que entraram, nossos sinceros parabéns! Irão todos receber um Pequeno Folheto Explicativo das Regras do Blog.... E que a Magia Comece, meus caros!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Godric Gryffindor &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Salazar Slytherin &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rowena Ravenclaw &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Helga Hufflepuff&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-113470163847894108?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/113470163847894108/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=113470163847894108' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/113470163847894108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/113470163847894108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2005/12/louros-da-vitria.html' title='Louros da Vitória'/><author><name>Charles Trocken</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-113433373746595503</id><published>2005-12-11T12:38:00.000-08:00</published><updated>2005-12-11T12:42:17.473-08:00</updated><title type='text'>Vagas encerradas.</title><content type='html'>Nós, da escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, devemos por esta informar que a data para mandarem as inscrições se encerrarão no próximo dia 15/12.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no dia 16, teremos os resultados esperados e anunciados para todos. Esperamos revê-los em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenciosamente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Godric Gryffindor&lt;br /&gt;Salazar Slytherin&lt;br /&gt;Helga Hufflepuff&lt;br /&gt;Rowena Ravenclaw.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-113433373746595503?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/113433373746595503/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=113433373746595503' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/113433373746595503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/113433373746595503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2005/12/vagas-encerradas.html' title='Vagas encerradas.'/><author><name>Charles Trocken</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19425440.post-113329132581075517</id><published>2005-11-29T10:33:00.000-08:00</published><updated>2005-12-03T10:05:46.443-08:00</updated><title type='text'>Caça-Talentos!</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;---- Aberta a Temporada de Caça-Talentos ----&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Para todos aqueles com fibra moral, punho firme, e aptidão mágica existentes em todas as partes do planeta:&lt;/div&gt;Nós, da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, procuramos novos integrantes. A época é a de 990 D.C, sétimo ano após a fundação de nossa amada escola, primeira turma se formando.Sejas tu judeu, cristão, qualquer religião, e independentemente de sexo, idade ou preferência escolar, basta ter uma idéia boa para passar, pena e tinta para escrever, e um pergaminho enviar para a coruja : &lt;a href="mailto:acciopast@gmail.com"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;acciopast@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; contendo os seguintes dados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ficha do Autor:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nome/Apelido se quiser ou tiver:&lt;br /&gt;Idade: (Nenhuma limitação quanto a isso, só para saber.)&lt;br /&gt;E-mail:&lt;br /&gt;MSN se tiver:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ficha do Personagem:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nome:&lt;br /&gt;Idade:&lt;br /&gt;Ano Escolar:&lt;br /&gt;Animal de Estimação (Não há a limitação para gatos, sapos e corujas.):&lt;br /&gt;Varinha:&lt;br /&gt;Família (Como se fosse casa. Sonserina, Lufa-Lufa, Grifinória ou Corvinal.):&lt;br /&gt;Gostos:&lt;br /&gt;Desgostos:&lt;br /&gt;Descrição Física e Psicológica:&lt;br /&gt;Familiares (De preferência colocar se é bruxo ou não, só um resumo.)&lt;br /&gt;Como foi parar em Hogwarts/Histórico:&lt;br /&gt;Uma pequena fic de até 1 página e meia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após tua inscrição e aceitação, receberás um pequeno folheto explicativo contendo as adaptações da época e as regras básicas de postagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até logo, jovens aprendizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Godric Gryffindor&lt;br /&gt;Salazar Slytherin&lt;br /&gt;Rowena Ravenclaw&lt;br /&gt;Helga Hufflepuff&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19425440-113329132581075517?l=acciopast.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acciopast.blogspot.com/feeds/113329132581075517/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19425440&amp;postID=113329132581075517' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/113329132581075517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19425440/posts/default/113329132581075517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acciopast.blogspot.com/2005/11/caa-talentos.html' title='Caça-Talentos!'/><author><name>Charles Trocken</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
